A Igreja que faz a diferença!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Será Deus Culpado?


Finalmente a verdade é dita na TV Americana.

A filha de Billy Graham estava sendo entrevistada no Early Show e Jane Clayson perguntou a ela:

'Como é que Deus teria permitido algo horroroso assim acontecer no dia 11 de setembro?'

Anne Graham deu uma resposta profunda e sábia:

'Eu creio que Deus ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós.

Por muitos anos temos dito para Deus não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas.

Sendo um cavalheiro como Deus é, eu creio que Ele calmamente nos deixou.

Como poderemos esperar que Deus nos dê a sua benção e a sua proteção se nós exigimos que Ele não se envolva mais conosco?'

À vista de tantos acontecimentos recentes; ataque dos terroristas, tiroteio nas escolas, etc...

Eu creio que tudo começou desde que Madeline Murray O'hare (que foi assassinada), se queixou de que era impróprio se fazer oração nas escolas Americanas como se fazia tradicionalmente, e nós concordamos com a sua opinião.

Depois disso, alguém disse que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas...

A Bíblia que nos ensina que não devemos matar roubar e devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos. E nós concordamos com esse alguém.

Logo depois o Doutor Benjamin Spock disse que não deveríamos bater em nossos filhos quando eles se comportassem mal, porque suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar sua autoestima (o filho dele se suicidou) e nós dissemos:

'Um perito nesse assunto deve saber o que está falando'.

E então concordamos com ele.

Depois alguém disse que os professores e diretores das escolas não deveriam disciplinar nossos filhos quando se comportassem mal. Então foi decidido que nenhum professor poderia disciplinar os alunos... (há diferença entre disciplinar e tocar).

Aí, alguém sugeriu que deveríamos deixar que nossas filhas fizessem aborto, se elas assim o quisessem.

E nós aceitamos sem ao menos questionar.

Então foi dito que deveríamos dar aos nossos filhos tantas camisinhas, quantas eles quisessem para que eles pudessem se divertir à vontade.

E nós dissemos: 'Está bem!'

Então alguém sugeriu que imprimíssemos revistas com fotografias de mulheres nuas, e disséssemos que isto é uma coisa sadia e uma apreciação natural do corpo feminino.

E nós dissemos:

'Está bem, isto é democracia, e eles têm o direito de ter liberdade de se expressar e fazer isso'.

Depois outra pessoa levou isso um passo mais adiante e publicou fotos de Crianças nuas e foi mais além ainda, colocando-as à disposição da internet.

Agora nós estamos nos perguntando por que nossos filhos não têm consciência e porque não sabem distinguir o bem e o mal, o certo e o errado;

Porque não lhes incomoda matar pessoas estranhas ou seus próprios colegas de classe ou a si próprios...

Provavelmente, se nós analisarmos seriamente, iremos facilmente compreender:

Nós colhemos só aquilo que semeamos!!!

Uma menina escreveu um bilhetinho para Deus:

'Senhor, porque não salvaste aquela criança na escola?'

A resposta dele:

'Querida criança, não me deixam entrar nas escolas!'

É triste como as pessoas simplesmente culpam a Deus e não entendem porque o mundo está indo a passos largos para o inferno.

É triste como cremos em tudo que os Jornais e a TV dizem, mas duvidamos do que a Bíblia, ou do que a sua religião, que você diz que segue ensina.

É triste como alguém diz:

'Eu creio em Deus'.

Mas ainda assim segue a satanás, que, por sinal, também ''Crê'' em Deus.

É engraçado como somos rápidos para julgar, mas não queremos ser julgados!

Como podemos enviar centenas de piadas pelo e-mail, e elas se espalham como fogo, mas, quando tentamos enviar algum e-mail falando de Deus, as pessoas têm medo de compartilhar e reenviá-los a outros!

É triste ver como o material imoral, obsceno e vulgar corre livremente na internet, mas uma discussão pública a respeito de Deus é suprimida rapidamente na escola e no trabalho.

Você mesmo pode não querer reenviar esta mensagem a muitos de sua lista de endereços porque você não tem certeza a respeito de como a receberão, ou do que pensarão a seu respeito, por lhes ter enviado.

Não é verdade?

Gozado que nós nos preocupamos mais com o que as outras pessoas pensam a nosso respeito do que com o que Deus pensa...

'Garanto que Ele que enxerga tudo em nosso coração está torcendo para que você, no seu livre arbítrio, envie estas palavras a outras pessoas'.

Fonte: www.adperus.com.br/reflexao/sera-que-deus-e-culpador

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

12 Lição de 18de dezembro de 2.011


As Consequências do Jugo Desigual

TEXTO ÁUREO

“Não vos prendias a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2Co 6.14).

O termo ‘comunhão’ (Gr koinonia), significa ‘compartilhamento’, ‘uniformidade’, ‘associação próxima’, ‘parceria’, ‘participação’. Quando essa Koinonia é fruto do Espírito Santo, o individuo compartilha o vínculo comum e íntimo de companheirismo com os demais crentes. Já o termo ‘trevas’, do Gg ‘skotos’, é utilizado para traduzir a escuridão física, bem como a escuridão espiritual, moral e intelectual. As trevas surgem do erro, da ignorância, da desobediência, da cegueira voluntária e da rebelião. Nesse versículo, Paulo ratifica seu ensino anterior para que os crentes evitem toda sorte de associações com idolatria e qualquer união comprometedora com infiéis (veja 1Co 10.1 a 11.1).

VERDADE PRÁTICA

O casamento não é um mero contrato social, mas uma instituição divina que tem de ser levada a sério e firmada de acordo com a vontade de Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Neemias 13.23-29.

OBJETIVOS

· Conscientizar se de que o casamento é uma instituição divina;
· Compreender que Deus não aprova o casamento misto; e
· Entender que o jugo desigual acarreta pesadas consequências

PALAVRA CHAVE

Casamento: União voluntária de um homem e uma mulher.

I. Introdução

O que é o casamento? O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa define o termo como “Contrato de união ou vínculo entre duas pessoas que institui deveres conjugais”, bem como o termo equivalente ‘Matrimônio’ como “União legítima entre duas pessoas, legalizada com as cerimônias e formalidades religiosas ou civis para constituir uma família”. Gênesis 2.18: “E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele..” O Matrimônio não é um produto cultural humano. Foi o próprio Deus quem ajuntou o homem e a mulher mesmo antes da existência do pecado (Gn 2.21,22; 1Co 7.7; 1Tm 4.3). Se podemos concluir que o casamento é uma instituição de Deus não devemos tratá-lo como se fosse do homem usando a sabedoria do homem para o melhorar, manipular ou regulamentar. Deus tem dado a Sua palavra sobre o assunto e é essa que queremos e devemos seguir: “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mt 19.6). De uma forma geral, tanto o homem quanto a mulher possuem uma necessidade nata de ter um ao outro e nessa união glorificar a Deus. Quando essa união não acontece, o que há é um vazio e solidão. Deus mesmo testificou que “não é bom que o homem esteja só”. Por este motivo criou Deus essa instituição que, apesar da perseguição e oposição, permanece firme. Hoje, temos a oportunidade de aprendermos mais sobre o casamento e também sobre como as uniões mistas podem ser prejudiciais.

I. O CASAMENTO NO ANTIGO TESTAMENTO

1. A natureza do casamento. O casamento foi instituído por Deus com o objetivo de proporcionar felicidade ao homem e a mulher. Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança, macho e fêmea, e também instituiu o casamento. São estas as palavras ditas pelo Eterno: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2.24). Nesse texto encontramos três princípios que norteiam o casamento: (a). Heterossexual - um homem unindo-se à sua mulher; Não há, em termos bíblicos, legitimidade para a relação homossexual, ela está em desordem com o propósito de Deus; (b). Monogâmico - o homem deve deixar pai e mãe para unir-se à sua mulher; não há legitimidade à prática da poligamia ou da poliandria; (c). Monossomático - os dois tornam-se uma só carne; é no casamento que se pode desfrutar da relação sexual com alegria, santidade e fidelidade. Não há outra ‘receita’ para um casamento feliz, esses princípios estabelecidos por Deus, se aplicados, fará do matrimônio a base da sociedade. Curiosamente, a poligamia não era comum nos tempos bíblicos, embora fosse permitido o casamento com mais de uma mulher ao mesmo tempo, como quando Jacó casou-se com Lia e Raquel e teve relações sexuais com as servas delas. Uma razão era que o marido tinha de ser muito rico para sustentar mais de uma mulher. A realeza era mais tendenciosa à poligamia; Davi tinha várias, inclusive Mical, Abigail e Bate Seba, e Salomão teve um número ainda maior durante o período mais próspero do seu reinado. Levítico 21.13,14 proíbe o sumo sacerdote de ter várias esposas, também há outros vultos importantes do Antigo Testamento que foram monógamas: Noé, José [1].

2. Casamentos proibidos. Os casamentos eram arranjados, se possível dentro da mesma família (Gn 24.3,4), às vezes acontecia com membros de outros clãs (Gn 41.45; Rt 1.4), geralmente por razões políticas (1Rs 11.1; 16.1,3), mas nunca era aprovado por motivos religiosos que sempre contaminavam todo o povo (1Rs 11.4). Temos registros de proibição de casamentos com membros familiares muito próximos em Levíticos 18.6-18. Israel estava proibido de entrar em qualquer tipo de sociedade com as nações da terra – sete estados pequenos, juntos eram mais populosos e poderosos do que Israel (Dt 7.1). Havia razões para essa proibição: as esposas pagãs acabariam levando o povo de Deus à idolatria, fato tristemente observado na vida de Salomão, justo o homem mais rico e sábio, através de suas muitas esposas, tornou-se seguidor de Astarote, a deus Cananéia da fertilidade cujo culto envolvia ritos sexuais e astrologia. Também seguiu a Milcom e Moloque, cujos cultos envolvia sacrifícios humanos, particularmente de crianças (veja 1Rs 11.1-7). Não basta sabedoria, mesmo que sobrenaturalmente concedida, devemos, acima de tudo, ser obedientes!

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Os israelitas receberam a ordem divina de não se misturar com os cananeus.

II. O CASAMENTO MISTO NO TEMPO DE NEEMIAS

1. A constatação do erro. Deus havia ordenado a extinção das nações pagãs que ocupavam a terra de Canaã quando Israel conquistou seus limites – “Deuteronômio 7.2 usa um verbo derivado do termo hebraico herem – ‘Totalmente destruirás’. Tal ação pode nos parecer impiedosa, mas Deus certamente agiu soberanamente e visou prevenir Israel de pôr em risco o seu relacionamento de aliança com o Eterno” [2]. Israel era uma nação santa, separada para um relacionamento com Deus. Essa escolha recai na soberania divina e sua essência permanece um mistério. O sucesso desse relacionamento baseava-se na conservação dessa aliança que por sua vez, dependia da separação total daqueles povos pagãos. Não obstante isso, o povo que regressou com Neemias, mesmo depois daquele reavivamento, arrependimento e concerto com Deus, voltou a incorrer no mesmo erro que Salomão: “Vi também, naqueles dias, judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas” (Ne 13.23).

2. As consequências do casamento misto. “Na época de Neemias, era necessário que o pecado fosse claramente identificado e que o povo de Deus fosse mantido rigorosamente separado da influência das nações pagãs daquela época. Só assim o plano redentor de Deus poderia ser executado em seu devido tempo, e todos os povos do mundo teriam a oportunidade de receber os benefícios da salvação. Apesar da grande reforma feita por Esdras, a respeito de alianças matrimoniais com nações estrangeiras, e, apesar do pacto que havia sido recentemente ratificado no qual o povo havia prometido abster-se desse costume, Neemias descobriu ao voltar de Susã que muitos judeus da comunidade haviam novamente voltado à pratica de se casar com mulheres (pagãs) estranhas. Mulheres estranhas seriam ‘esposas estrangeiras’. Como consequência, as crianças seriam criadas em lares judeus que não falavam a língua de seus pais. Nesta questão, até a família do sumo sacerdote Eliasibe havia desobedecido à lei de Moisés. Eliasibe estava ligado, por casamento, a Tobias [...]. Mas, o que era pior, um de seus netos, que estava na sua linhagem de sucessão, havia se casado com a filha de Sambalate, o maior inimigo dos judeus desse período” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. II, 1.ed., RJ: CPAD, 2005, p.535) [3]. Uma drástica consequência de casamentos mistos é a influência negativa que os filhos dessa união terão. No caso dos judeus que voltaram do exílio, “seus filhos falavam meio asdodita e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de cada povo” (Ne 13.24). Certamente há uma inclinação em nossa natureza que é tendenciosa ao pecado, e a maior influência na educação dos filhos de uma união mista, como se vê nesse caso das mulheres asdoditas, é exercida pela parte infiel/pagã.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Por causa do casamento misto as famílias judaicas passaram a enfrentar problemas.

III. RESPONSABILIDADE MINISTERIAL ACERCA DO CASAMENTO

1. O jugo desigual. Deus enxerga o casamento como a união de duas pessoas que se tornam uma só. Não há possibilidade de juntar opostos harmoniosamente. Disso fala Paulo em 2Co 6.14 ao expor as alianças mistas – casamentos, associações de negócios impróprios ou relacionamentos com pagãos idólatras. Alguns intérpretes entendem que Paulo tinha em mente a associação com falsos apóstolos e profetas, a quem ele considerava responsáveis pela recente divisão de seu relacionamento com a Igreja de Corinto (2Co 11.13-15). Qual tenha sido o pensamento de Paulo, isso nos mostra que o jugo desigual se aplica não apenas ao matrimônio, mas a toda sorte de união com descrentes e inclusive falsos crentes. Casamento é tomado como figura da união entre Cristo e a Igreja, por isso mesmo a escolha de cônjuges torna-se muito importante, visto que cada um irá identificar-se com o outro em sua união. Não podemos ignorar os perigos do jugo desigual. Deus advertiu com frequência o povo sobre o perigo do jugo desigual por causa da tendência disso resultar em comprometimentos perigosos e por fim, no abandono do compromisso com o Senhor. Malaquias alerta especificamente sobre o perigo dos casamentos mistos (Ml 2.11). Os crentes da Nova Aliança são advertidos a não contrair aliança com pessoas de outra fé (1Co 7.39; 2Co 6.14). Casamentos assim são frequentemente problemáticos, causam dores à parte crente, e têm a tendência de fracassar quando os dois cônjuges estão firmes em suas respectivas crenças. Da mesma maneira, aqueles crentes que se acham ligados a descrentes pelo matrimônio, o Novo Testamento tem princípios norteadores (1Co 7.12-16; 1Pe 3.1-2). O crente nessa situação deve agir com muita sabedoria, respeitando a crença do seu cônjuge e ao mesmo tempo, aplicando-se ainda mais a sua fé. Quanto à educação dos filhos que nascerem, deve haver um acordo sobre como irão ensinar espiritualmente seus filhos. Muita dor e sofrimento poderiam ser evitados se formos obedientes ao Senhor.

2. As consequências do jugo desigual. Aqueles crentes que contraíram matrimônio com pessoas não crentes devem observar, especialmente, os conselhos de Pedro; às mulheres ele diz que elas não devem fiar-se em suas próprias palavras para ganhar seu marido para Cristo, mas com um espírito dedicado e devoto a Cristo e num comportamento reverente perante o marido ímpio. Esse comportamento não é fruto da intimidação, mas da confiança em Deus. A educação dos filhos deve ser, dentro do possível, conduzida de modo que estes quando crescerem, não se desvie do Senhor, através de um espírito reverente, dedicado e devoto ao Senhor, sendo referência espiritual.

3. Uma recomendação sempre atual. A meu ver, precisamos de equilíbrio, saber quem sou e com quem me relaciono, sem extremismos. Entendendo o que vem a ser ‘jugo desigual’ – ‘conflito de valores’; ‘visão de mundo diversa’, é quase impossível para o crente que se relaciona com os que não partilham a mesma fé, não tomar decisões levianas. Não sou adepto da cultura ‘ditatorial do proibido’ imposta por lideranças, contudo sabemos que nossos atos trazem consequências. Nossos jovens estão a mercê desse perigo, e seria utopia que eles se envolvessem apenas com jovens do nosso meio; estão num ‘dualismo vivencial’, igreja e cotidiano, e isso muitas vezes implica no arriscado jogo da mistura. Não há outra intercessão por nossos jovens do que a oração de Cristo: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal” (Jo 17.15). Também não acredito no mito de que a jovem crente só deve casar com o jovem da igreja, por que supostamente não há ‘jugo desigual’ dentro da Igreja, já que todos são crentes na mesma doutrina. Como discorri nesse subsídio, ‘jugo desigual’ é todo caminhar em desnível. Casar com alguém sem o verdadeiro amor, apenas porque pertence à mesma fé, ou por imposição, será uma tragédia, uma prisão. Crente quando não ama o outro caminha em desnível, é um jugo desigual. Não podemos admitir que as formalidades, as aparências, as opiniões, conveniências, ministérios, liderança, constituam um jugo desigual para nossos jovens. Não podemos esquecer que somos crentes pela Graça de Deus e somos cidadãos vivendo a liberdade do evangelho em Seu reino. Quando Paulo se refere a ‘não prender-se a um jugo desigual’, ele fala do ponto de vista de um contexto bem diferente desse nosso. Corinto era uma cidade portuária e receptora/difusora das maiores mazelas espirituais daquela época de frouxidão moral; ele se referia na verdade a ‘um modo de ser’, fato comprovado quando ele escreve na segunda carta que o ‘incrédulo’ ao qual não se deve associar em hipótese alguma é justamente aquele que se diz ‘crente’. Paulo fala de ‘um modo de ser’, e não uma filiação religiosa. Paulo diz claramente que não se deve prender a desníveis relacionais com o que anda conforme outra consciência, pois não há possibilidade de harmonia. O Jugo desigual não está restrito apenas ao casamento, mas a toda forma de vínculo que pretenda ser estável. Meu entendimento é que casamento é a profissão de fé do amor, e onde há amor, há harmonia, pois o amor não se porta com indecência, não busca os seus próprios interesses, insistindo em seus próprios direitos e exigindo precedência, pelo contrário, é altruísta; folga com a verdade, tudo sofre, defendendo e suportando o outro; tudo crê tudo espera, tudo suporta (1Co 13).

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Os líderes devem orientar os jovens acerca das terríveis consequências de se contrair matrimônio com infiéis.

CONCLUSÃO

Paulo exultou com a liberdade que há em Cristo. Os crentes legalistas criticavam sua maneira de ser, mas ele respondeu: ‘sou livre da servidão religiosa. Por que todos querem que eu volte para ela?’ Somos livres para servir ao Senhor de todas as maneiras coerentes com a sua Palavra, vontade, natureza e santidade. Jesus e o Pai modelam o relacionamento para o matrimônio: Marido e esposa devem compartilhar um amor mutuo (Jo 5.20;14.31); Marido e esposa vivem em unidade (Jo 10.30; 14.9,11). Maridos expressam amor por sua esposa através de cuidado, vida compartilhada, atenção (Jo 5.20,22; 8.29; 11.42; 16.15; 17.2); Esposas expressam amor pelo seu cônjuge tendo as mesmas vontades e propósitos que ele; exercendo autoridade que lhes foi confiada com humildade e serenidade, não rivalizando ou competindo, mas mostrando respeito tanto em comportamento quanto em ação (Jo 4.34; 5.19,300; 8.28; 14.31; 15.10; Fp 2.55,6,8). Se estes princípios norteadores baseados no relacionamento do Pai com o Filho não estiverem presentes em nosso relacionamento conjugal, o casamento não passa de um caminha em desnível, de um jugo desigual. Deus instituiu o casamento para ser uma bênção, no entanto, precisamos obedecer ao Senhor, para que as suas promessas cumpram-se em nossa vida, não omitindo os conselhos bíblicos quanto à vida conjugal, mas evitando estereótipos, preconceitos e falsa moral, precisamos estar sempre atentos quanto à preservação dos valores familiares cristãos investindo em aconselhamento aos nubentes, em instrução aos jovens para que a liberdade que vivemos em Cristo não venha ser causa de tropeço.


Fonte: Francisco A Barbosa, auxilioaomestre@bol.com.br

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas do 4º Trimestre de 2011, Jovens e Adultos, Neemias - Integridade e coragem em tempos de crise. Comentário: Elinaldo Renovato; CPAD. p. 56 a 62;

CITAÇÕES:
[1]. Adaptado de GOWER, Ralph, Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos; Trad. Neyd Siqueira. CPAD, Rio de Janeiro, RJ; 1ª Edição, 2002; p. 63 e 64;
[2]. Extraído de Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001; nota textual de Dt 7.2,3; p. 195;
[3].Extraído de: RENOVATO, Elinaldo. Neemias — Integridade e coragem em tempos de crise. Lições Bíblicas CPAD, Jovens e Adultos, 4º Trimestre de 2011, p. 90;

OBRAS CONSULTADAS:
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. BENTHO, E. C. A Família no Antigo Testamento. História e Sociologia. 5.ed., RJ: CPAD, 2011.

Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/ , na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel, salvo indicação específica.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

11 Lição de 11 de dezembro de 2.011


O dia de Adoração e Serviço a Deus

TEXTO ÁUREO

No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite” (At 20.7 — ARA).

O primeiro dia da semana, domingo. Desde que eles estavam reunidos para adoração no primeiro dia da semana, o dia do Senhor de Ap 1.10, esta celebração incluía a Ceia do Senhor – o partir do pão de Mt 26.17-30 (At 2.42) e não era apenas uma refeição de confraternização. Paulo exortava-os – caracteriza que esse era um culto de pregação e ensino de domingo à tarde.

VERDADE PRÁTICA

O domingo, como dia de adoração e serviço, é o referencial mínimo que o crente deve consagrar ao Senhor.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Neemias 13.15,17; Atos 20.7-12. OBJETIVOS

· Compreender que a guarda do sábado foi ordenada pelo Senhor;
· Conhecer os prejuízos do descumprimento do mandamento de Deus; e
· Conscientizar-se de que a morte vicária de Jesus anulou as exigências cerimoniais da lei.

PALAVRA CHAVE

Consagração: Do latim consecrationem. Dedicação amorosa e sacrifical ao serviço divino.

I. Introdução

No Antigo Testamento, o ‘Sábado’ (Gr sabbaton, hb shãbath), possui em sua raiz o significado de cessação de atividade. O Dicionário VINE define como “a idéia não é de relaxamento ou repouso, mas cessação de atividade”. A conotação com o descanso físico vem pelo fato de que a suspensão dos trabalhos proporciona descanso, e porque Deus destinou o sétimo dia não só para repouso e memorial do término de sua criação, mas como dia de culto, adoração e comunhão com Ele (Ex 16.27; 31.12-17). Gênesis 2.2,3 apresenta a primeira referência acerca do Sábado quando afirma que Deus suspendeu sua atividade criadora. O princípio da criação do shãbath é destinar um dia ao repouso e ao exclusivo culto ao Senhor: “Seis dias trabalharás, mas o sétimo dia será o sábado do descanso solene, santo ao Senhor” (Êx 31.15). O Decálogo apresenta aos judeus o dever de guardar o Sábado, lembrando que “em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou” (Êx 20.8-11). A falha na observação desse mandamento era castigada com a morte (Ex 31.12-17). Foi dado aos judeus como sinal entre Deus e os filhos de Israel: “Tu, pois, fala aos filhos de |Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados, porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações, para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica. Portanto, guardareis o sábado...aquele que o profanar, certamente morrerá” (Êx 31.13-14). É importante lembrarmos que tais leis foram sombras das coisas futuras – não temos a necessidade de observá-lo como tinham os judeus. Vamos conhecer um pouco mais sobre este assunto que, dado sua inserção no Decálogo, causa divergências doutrinárias até hoje entre grupos cristãos, notadamente entre sabatistas e os demais protestantes. Vamos aproveitar para dirimir quaisquer dúvidas que por ventura pairem quanto o sábado em si, o qual não temos a necessidade de observar, mas sim, a necessidade de se separar ao menos um dia na semana para cessar toda obra e dedicar exclusivamente à adoração a Deus. Boa Aula!

II. Desenvolvimento

I. DEUS ORDENA A GUARDA DO SÁBADO

1. Uma ordenança divina para os israelitas. É interessante que para o judeu, guardar o Sábado é guardar a aliança firmada entre Deus e Israel quanto ao seu relacionamento e santificação (Êx 31.13,17), já que o Sábado é um sinal do relacionamento entre Deus e Israel. Quando os contemporâneos de Neemias negligenciaram a guarda do Sábado, na verdade estavam desconsiderando os propósitos de Deus para a criação através da sua redenção de Israel. Nessa aliança, Deus era o Santificador, aquele que os fortalecia para a obediência. Sabemos que todas estas coisas registradas no Antigo Testamento foram sombras das coisas futuras e embora estejam estabelecidas como ‘estatuto perpétuo’ [como também a páscoa, a queima de incenso, o sacerdócio levítico e ofertas de paz], vigoraram até Cristo “E, quando vós estáveis mortos nos pecados e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas” (Cl 2.13). A lei não pode livrar o homem da morte do pecado, nem se achou alguém capaz de cumprir fielmente toda a vontade de Deus expressa na Lei. É o Cristo quem nos livra das penalidades da lei, agora estamos sujeitos não a lei, mas debaixo da graça “Havendo riscado a cédula que era de alguma maneira contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz” (Cl 2.14); Cofira Rm 6.14. A lei de Moisés serviu para nos conduzir a Cristo. Hoje, também temos um dia especial cuturalmente dedicado à adoração a Deus: o domingo, o primeiro dia da semana - pois neste o Senhor Jesus ressuscitou (Mc 16.2,9). É um princípio que todos os crentes devem considerar seriamente.

2. Um sinal entre Deus e o seu povo. Intencionado para o bem do homem, o Sábado foi instituído por Deus para ser um dia de descanso e de celebração especial do concerto. O Sábado não era somente um dia de descanso, mas um dia de santidade, quando o povo deixava suas preocupações e objetivos materiais da vida de lado, e dedicavam à adoração (Dt 5.27; Lv 46.45, 46).

3. O propósito divino da guarda do sábado. A obediência de Israel deveria provir de um relacionamento baseado no amor. O que tornava Israel diferente de outras nações era o relacionamento com o seu Deus e por isso mesmo, era um povo santo (separado). O sucesso de Israel e sua prosperidade estão condicionados a conservação desse relacionamento de aliança com Deus. Alguém que está numa situação de aliança com Deus deve parar as atividades diárias da vida e honrar a Deus com o descanso todo o sétimo dia. Foi este o padrão estabelecido por Deus na criação: “seis dias ele trabalhou e, no sétimo, descansou”. A propósito, o sentido do termo hebraico é exatamente 'renunciar'; a guarda do sábado tinha como propósito proporcionar ao homem um dia de descanso, adoração e serviço ao Senhor.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

A guarda do sábado era uma ordenança divina para os israelitas.

II. O DESCUMPRIMENTO DA LEI MOSAICA NO TEMPO DE NEEMIAS

1. O desrespeito pela guarda do sábado. Não obstante a severidade da ‘punição’ à quebra desse sinal, o povo negligenciou o Sábado profanando-o. Mesmo depois daquele grande dia de ‘escola dominical ao ar livre’ onde choraram, se arrependeram e firmaram nova aliança, na ausência de Neemias, os judeus continuaram a profanar o dia do Senhor. Passaram-se trinta anos desde o ministério inicial de Esdras com relação ao Sábado, e o povo estava violando este dia santo quando Neemias retoma o governo. Neemias tinha consciência de que o povo quebrara os mandamentos do Senhor e alerta-os de que os mesmos pecados produziriam os mesmos resultados calamitosos. O Sábado é uma sombra da realidade espiritual trazida por Cristo (Cl 2.16,17). Seu significado encerra o sentido de descanso e libertação do trabalho: Cristo trouxe o descanso e a libertação do pecado. Jesus é o descanso para o qual a sombra do sábado apontava (Mt 11.28-30). Mesmo a libertação e o descanso que Jesus nos dá agora são apenas uma antecipação do descanso verdadeiro que os cristãos experimentarão no céu (Hb 4.9). Os crentes de hoje devem observar o Novo Testamento, que não ordena que qualquer dia seja completamente posto de lado como um dia de descanso, mas sim, mostra o padrão dos cristãos reunindo-se para adorar juntos nos domingos (At 20.7; 1Co 16.1,2).

2. A ganância dos mercadores. Viver do modo como Deus requer implica em fazer das prioridades de Deus nossas prioridades, levando em consideração que, com frequência, elas são diferentes das nossas. Neemias protestou contra os negociantes que desrespeitavam o sábado (Ne 13.20,21) por que para ele, guardar o Sábado era guardar a aliança firmada com Deus (Êx 31.13,17); Quando os negociantes negligenciaram a guarda do Sábado, na verdade estavam desconsiderando as prioridades de Deus de Israel. Neemias, num gesto de temor a Deus, mandou que os mercadores se ausentassem da cidade e parassem com o comércio. Esta ação de Neemias nos convoca a estarmos dispostos a cortar o mal pela raiz onde quer que ele tenha se tornado parte da vida do crente.

3. Neemias proíbe o comércio no sábado. Povo santo descreve um povo separado do mundo, dedicado ao Senhor e ao seu serviço e habitado pela sua presença. O povo precisava compreender que era essencial para eles a adoração; esse era o objetivo redentor do reestabelecimento e regeneração do reino. O Sábado deveria ser um dia sagrado, dedicado a Deus, quando deveriam renunciar as atividades diárias da vida e honrar a Deus com o descanso todo sétimo dia. A contagem do tempo era a partir do pôr do sol, o Shabbat inicia com o pôr do sol da sexta-feira, todos os trabalhos então, deviam cessar. Como acontecem hoje, os ímpios não compreendem o princípio de vida de alguém que está em aliança com Deus. O Shabbat é o dia quando todas as atividades param, e Israel descansa e medita na glória de Deus, assim como Deus descansou naquele primeiro sábado de Gn 2.1-3. Guardar o sábado era um sinal que demonstrava submissão a Deus e honrá-lo trazia grandes bênçãos (Is 58.13,14). Neemias, então, exortou os judeus e gentios de Jerusalém a que guardassem o sábado, a fim de evitar o juízo divino sobre a cidade.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Neemias exorta o povo a guardar o Dia do Senhor.

III. A GUARDA DO SÁBADO EM O NOVO TESTAMENTO

1. A essência do dia de descanso. A importância do crente separar um dia da semana para dedicar ao sagrado está em manter a sua saúde física, mental e espiritual. O Shabbat era uma sombra da realidade espiritual trazida por Cristo (Cl 2.16,17), significa descanso e libertação do trabalho - Cristo trouxe o descanso e a libertação do pecado. Jesus é o descanso para o qual a sombra do Shabbat apontava (Mt 11.28-30). Mesmo a libertação e o descanso que Jesus nos dá agora são apenas uma antecipação do descanso verdadeiro que os crentes experimentarão no céu (Hb 4.9).

2. Jesus e o dia de descanso. Jesus era judeu nascido sob a lei (Gl 4.4) e, portanto obedeceu a todas as leis do Velho Testamento. Jesus foi circuncidado, ordenou a entrega de oferendas ao sacerdote, pela purificação, guardou a Páscoa, etc. (Lc 2.21; 5.12-14; Mt 26.18,19). Mas quando Jesus morreu, ele inaugurou a nova aliança e revogou a velha. Se o fato que Jesus guardou a Páscoa não prova que nós também deveríamos guardá-la, então o fato que Jesus guardou o sábado não prova que nós deveríamos guardá-lo também. Na época de Jesus, os legalistas judeus adicionaram todo o tipo de regras e regulamentos novos para que se guardasse apropriadamente o Shabbat. Assim, o Shabbat tornou-se um fardo, em vez de uma bênção. Esses legalistas judeus substituíram a lei divina por suas próprias leis (Mt 15.29). Quando Jesus foi interpelado pelos fariseus quando os discípulos debulharam espigas num sábado, respondeu-lhes que não eram culpados de violar qualquer lei escriturística sobre o Shabbat, mas apenas a interpretação dos farizeus. O Shabbat deveria servir para o benefício espiritual e fisico de seu povo, não sendo um fardo impossível na tentativa de se observar regras rigorosas impostas por homens (Veja Mc 2.23 a 3.6).

3. O cristão deve guardar o sábado? O sábado judaico não é mais obrigatório para os crentes, pois já não estamos sob o jugo da Lei (Rm 6.14). Com a morte expiatória de Jesus, as exigências cerimoniais da legislação mosaica foram completamente canceladas, pois todas foram plenamente cumpridas em Cristo e por Cristo (Cl 2.14,16); Cristo aboliu a "lei dos mandamentos", e desde que a guarda do sábado era um destes mandamentos, e não foi incluída no Novo Testamento, não necessitamos guardar o sábado. "Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derrubado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu na sua carne a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse em si mesmo um novo homen, fazendo a paz." (Ef 2.14,15). A Igreja Primitiva adotou o domingo como o dia de adoração e continuou a fazer isso regularmente (At 20.7; 1 Co 16.2). Em Romanos 7.4-7, Paulo citando a Lei que incluía os Dez mandamentos - no versículo 7 ele citou: "Não cobiçarás" como uma das leis - claramente nos diz que morremos para a lei e estamos, portanto, "libertos da lei": "Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, e deste modo frutifiquemos para Deus. Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas postas em realce pela lei, operavam em nossos membros a fim de frutificarem para a morte. Agora porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra. Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás." (Veja ainda 2Co 3.6-11; Gl 3.15 a 5.4; Hb 7-10 e Cl 2.16,17). "Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das cousas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo." (Cl 2.16,17). Talvez seja este o texto mais importante de toda esta discussão, porque ele claramente menciona o dia do sábado como parte da sombra que foi substituída por Cristo. O sábado não é, para nós, hoje, mais parte do padrão de Deus do que a conservação do festival da lua nova. Ambos foram partes da aliança do Velho Testamento, que foi substituída pela nova aliança de Cristo. Os crentes de hoje estão em Nova aliança e devem observar o Novo Testamento, que não contem nenhuma ordenança para que qualquer dia seja completamente posto de lado como um dia de descanso, mas sim, mostra o padrão dos crentes primitivos reunindo-se para adorar juntos aos domingos (At 20.7; 1Co 16.1,2). É importante concluir que, optar pela guarda do Domingo como um dia sagrado, seria consignar outro erro, trocando apenas de roupa, mas mantendo o mesmo conteúdo! O nosso dia de repouso é o Domingo, como poderia ser o Sábado ou a Quarta, mas nenhum deles deve ser tomado como sagrado, uma vez que todos os dias são abençoados pelo Criador que nos deu um que é superior aos dias, meses, anos e tradições humanas - JESUS!

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A morte vicária de Jesus Cristo aboliu as exigências cerimoniais da legislação mosaica.

III. Conclusão

O domingo é observado como dia de culto em virtude do costume da Igreja Primitiva. Não podemos colocar o domingo na posição que o Shabbat ocupava e ocupa hoje para os judeus, senão incorreremos no mesmo erro. Não temos a obrigatoriedade de reservar qualquer dia que seja, mas sim, valorizar o descanso semanal, para que possamos adorar ao Senhor e mantermo-nos saudáveis, física, mental e espiritualmente. Acredito que a presente Lição apresenta fundamentos que são suficientes para demonstrar cabalmente que nenhuma pessoa, quer seja gentio quer seja judeu, ao crer em Jesus Cristo, tenha qualquer obrigatoriedade com a observação da guarda do Sábado, visto ser ele um preceito da lei de Mosaica, que era um concerto entre o Senhor e Israel somente. Agora, Jesus colocou o Velho Concerto de lado ao cumprí-lo totalmente, estabelecendo uma Nova Aliança: "Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz" (Cl 2.14); "Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar? Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também" (At 15.10,11).

Fonte: Francisco A Barbosa - auxilioaomestre@bol.com.br

Notas Bibliográficas

TEXTO BASE UTILIZADO:
-. Lições Bíblicas do 4º Trimestre de 2011, Jovens e Adultos, Neemias - Integridade e coragem em tempos de crise. Comentário: Elinaldo Renovato; CPAD. p. 77 a 83;
OBRAS CONSULTADAS:
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. SOARES, E. Heresias e Modismos. Uma análise crítica das sutilezas de Satanás. 1.ed., RJ: CPAD, 2006;
-. RHODES, R. O Cristianismo Segundo a Bíblia. A religião cultural e a verdade bíblica. 1.ed., RJ: CPAD, 2007;
-. RENOVATO, E. O livro de Neemias. 1.ed., RJ: CPAD, 2011.
Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/ , na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel, salvo indicação específica.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

10 lição de 04 de dezembro de 2011


O Exercício Ministerial na Casa do Senhor

TEXTO ÁUREO

Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel (1Co 4.2) 

Despenseiros, oikonomos; Strong 3623: Comparar com ‘economia’. De oikos, ‘casa’ e Nemo, ‘dispor’. A palavra originalmente se referia ao administrador de uma família ou propriedade, e depois, em um sentido mais amplo, denotava um administrador ou mordomo em geral. Em 1Co 4.1 e Tt 1.7, refere-se aos ministros cristãos; mas em 1Pe 4.10, denota os cristãos em geral, usando os dons confiados a eles pelo Senhor para o fortalecimento e estímulo dos companheiros crentes [1]. Um despenseiro tinha total responsabilidade pela família e devia explicações apenas ao proprietário, que podia tomar decisões finais sozinhos. O despenseiro devia ser fiel em fazer para a família exatamente o que lhe tinha sido confiado. Da mesma maneira, os ministros não devem expor nada além menos do que toda a vontade de Deus [2].

VERDADE PRÁTICA

O verdadeiro líder age com sabedoria e prudência, porque sabe que a sua autoridade procede do soberano e único Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Neemias 13.1-8.

OBJETIVO DA LIÇÃO

- Conscientizar-se de que o líder deve ser comprometido com o Reino de Deus;

- Saber que os recursos financeiros na Casa de Deus devem ser administrados com transparência e fidelidade; e

- Compreender que as ofertas e dízimos são importantes para a expansão do Evangelho.

Palavra Chave

Ministro: [Do lat. Ministrum] servidor, servo.

 I. Introdução

Somente o Espírito Santo pode produzir as virtudes que constituem o chamado ‘fruto do Espírito’ na vida dos regenerados, daqueles que devem ser distinguidos pelo caráter íntegro. Estar cheio do Espírito nos chama tanto para a integridade de caráter quanto para o exercício dos dons espirituais. As características do fruto do Espírito devem crescer em nossa vida da mesma forma que os dons do Espírito recebidos e exercitados para o serviço em prol da igreja. Nesse sentido, não podemos produzir sozinhos nem um nem o outro; apenas uma vida completamente controlada pelo Espírito Santo possuirá todas essas graças. Note-se, ainda, que não alcançaremos o caráter ideal observando algum código de leis/obrigações ou de uma lista de ‘pode-não pode’. Somos chamados para amar e servir o próximo da mesma forma como Jesus fez, inclusive com o mesmo poder do Espírito Santo e com a mesma liberdade graciosa. Nosso caráter é trabalhado pelo Espírito Santo que nos vai tornando, dia a dia, mais útil a Deus, à sua Igreja e ao próximo (Gl 5.22). 

II. Desenvolvimento

I. A CONTAMINAÇÃO DO MINISTÉRIO

1. O sacerdote aparentado com o ímpio. Na história de Israel o sincretismo (mistura com várias religiões) tinha sido a causa de sua queda. Neemias toma o devido cuidado de relembrar ao remanescente os motivos pelos quais haviam passado por tanta dor e sofrimento, e toma medidas para assegurar que o Israel restaurado nunca mais tomasse a atitude de acrescentar outros deuses ao culto Javístico. Ele sabia que a uma santidade genuína deve ser ativa e dinâmica, não passiva e estática; é preciso remover os caminhos do mundo, cortando pela raiz, onde quer que tenham se tornado parte da vida do crente ou da igreja; é preciso rejeitar os compromissos carnais e alianças ímpias. Eliasibe, apesar de ser o sumo sacerdote (Ne 13.28), ignorando as demandas da lei divina e o árduo trabalho de Neemias, começou a agir permissivamente em relação à administração da Casa de Deus; Eliasibe, encarregado dos depósitos do templo, onde as ofertas em espécie do povo eram armazenadas, na ausência de Neemias, cedeu uma grande sala para uso de Tobias, anteriormente usada para guardar ofertas e os utensílios do templo. Tobias é aquele aliado de Sambalate, o árabe Gesém e os demais inimigos de Israel que opuseram-se à reconstrução dos muros de Jerusalém. Em sua condição de amonita, não poderia sequer adentrar ao templo, quanto mais ocupar um ‘apartamento’ nele. Mas, como tudo indica, era genro do sacerdote Secanias e aparentado com Eliasibe, e tinha muita influência entre os nobres de Judá (Ne 6.17-19). A presença de Tobias fez sair os utensílios do templo, o azeite, o incenso, a adoração, os dízimos, a oferta, a alegria. Se permitirmos que ‘Tobias’ se acomode no ‘templo’, não haverá espaço para santidade, não haverá espaço para o temor (At 2.43).

2. Privilégios abusivos (Ne 13.5). Parece-me que semelhanças à esse evento específico da história de Israel são encontradas hoje na história atual e recente da Igreja, em especial a Igreja brasileira. Parece que Tobias ainda mantém sua influência sobre muitos hoje. Infelizmente também temos os “Eliasibes” abrindo as portas para os “Tobias”. Nesta época de muita efusão tele-evangélica, crescimento numérico de denominações, busca desenfreado pelo ‘consumo’ de bênçãos, há pouquíssimo movimento sincero e genuinamente espiritual. O templo foi profanado pelo espírito ambicioso de Tobias, que quer a todo custo ‘fazer sua cama’ por trás dos púlpitos. Eliasibe deixou de cumprir a sua obrigação; não tinha mais cuidado com as coisas de Deus, e também não estava cumprindo o que foi estabelecido em Ne 12.44-47; havia se aparentado com Tobias, que era amonita, e veio a beneficiar justamente o arqui-inimigo do povo de Deus. Não é de arrepiar esse quadro quando comparado ao atual? O próprio comentarista da revista escreve em uma de suas obras: “Em um determinado Estado, o líder escriturava os imóveis, terrenos e templos em seu próprio nome. Quando foi disciplinado pelo ministério por ter caído em pecado, achou que os templos e os terrenos lhe pertenciam, pois estavam registrados em seu nome, mas, na verdade, foram adquiridos com as contribuições dos fiéis. Isso é corrupção, descalabro moral, além de pecado gravíssimo diante de Deus” [3]. Fomos constituídos por Cristo para sermos o exemplo dos santos, conforme recomenda Paulo a Timóteo: “Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza” (1Tm 4.12). O Rev. Hernandes Dias Lopes em seu artigo intitulado ‘Escolhendo a liderança da igreja’, disponível no linkhttp://hernandesdiaslopes.com.br/2010/05/escolhendo-a-lideranca-da-igreja/, afirma que “É Deus quem escolhe, chama e capacita a liderança da sua igreja. É Deus quem dá pastores à sua igreja. É o Espírito Santo quem constitui presbíteros na igreja. A igreja expressa à vontade de Deus pelo voto, mas em última instância é o próprio Deus quem escolhe aqueles a quem ele mesmo quer para pastorear as suas ovelhas. Hoje, esta igreja estará escolhendo, sob a orientação divina, presbíteros e diáconos. Nossa oração é que, aqueles que forem eleitos, sejam homens cheios do Espírito Santo, dedicados ao pastoreio do rebanho de Deus”, e destaca ainda, cinco características que o líder deve possuir em seu perfil: ‘o líder precisa andar com Deus antes de fazer a obra de Deus’; ‘o líder precisa ter consciência do seu chamado divino’; ‘o líder precisa cuidar de si mesmo e do rebanho de Deus’; ‘o líder precisa proteger as ovelhas dos falsos ensinos’; e ‘o líder precisa ter motivações corretas no pastoreio do rebanho de Deus’. Entendemos que ‘Vida com Deus’ precede ‘trabalho para Deus’; a vida do líder é a vida da sua liderança. O interesse divino está centrado mais em quem o líder é do que naquilo que o líder faz. O líder tem a obrigação de proceder corretamente, zelar pelo rebanho que lhe foi confiado, com motivações corretas, buscando sempre os interesses de Cristo e da igreja em detrimento de vantagens pessoais. É importante ainda, salientar que o líder tem a obrigação de apascentar o rebanho com dedicação, amor e zelo, e não como é cada vez mais comum, como que tendo rigoroso domínio.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Eliasibe, o Sumo Sacerdote, passou agir com permissividade na administração da Casa de Deus.

II. A JUSTA INDIGNAÇÃO DO HOMEM DE DEUS

1. A firmeza de um líder. Neemias era íntegro e ele nos mostrou que a integridade vem a partir de um compromisso com a Palavra de Deus. O mal nunca se vê tão satisfeito como quando está alojado firmemente no centro da obra de Deus. A purificação do templo por Neemias nos faz lembrar o zelo e ira justa de Jesus quando purificou o templo (Jo 2.13-17). Para os judeus sinceros, o templo era considerado a morada da presença de Deus imagine o que sentiu Neemias ao se deparar com Tobias ocupando um aposento da morada de Deus! Pela sua firmeza, Neemias apresenta-nos grandes lições para o crente e princípios de liderança para os obreiros chamados para a grande obra do Senhor. Cabe-nos agora, aprendermos essas lições e aplicá-las no dia-a-dia.

2. A resposta do povo. Liderança eficaz traz confiança por parte dos liderados. Neemias restaurou a totalidade do culto no templo, corrigiu as falhas e pôs cada indivíduo no seu devido lugar. Agora os judeus sentem firmeza em contribuir trazendo suas ofertas e depositando-as naquele aposento onde antes o desviado Eliasibe colocara Tobias: “Então, todo o Judá trouxe os dízimos do grão, e do mosto, e do azeite aos celeiros” (Ne 13.12). Quando há transparência, correta aplicação, compromisso sincero com o emprego daquilo que é entregue à ‘casa do tesouro’, e obreiros que se esmeram quando à frente desse espinhoso trabalho, certamente o povo alegremente cooperará “Também no mesmo dia se nomearam homens sobre as câmaras, dos tesouros, das ofertas alçadas, das primícias, dos dízimos, para ajuntarem nelas, dos campos das cidades, as partes da lei para os sacerdotes e para os levitas; porque Judá estava alegre por causa dos sacerdotes e dos levitas que assistiam ali” (Ne 12.44).

3. O procedimento do líder cristão. O que mais estamos assistindo hoje? Lideranças cristãs envolvidas em escândalos. Mas, é importante salientar que pode até parecer que muitos líderes cristãos estejam envolvidos em escândalos, talvez devido à atenção exagerada que a mídia secular dispensa a tais escândalos vindos de um setor que, até pouco tempo, era caracterizado pela lisura, pelo procedimento exemplar. Certamente Deus tem reservado os seus ‘sete mil’ que não se curvaram à Baal, que não se vendem por ninharias, milhares de líderes cristãos, pastores, professores, missionários, evangelistas que jamais se associou a alguma coisa “escandalosa”. Felizmente, a grande maioria dos crentes é constituída por homens e mulheres que amam ao Deus que os resgatou, são fiéis aos seus cônjuges e famílias, e agem cotidianamente com grande honestidade e integridade. Estamos em guerra e sabemos que o inimigo possui habilidade em transformar o fracasso de alguns em arma de ataque contra o caráter de todos e a mídia ‘compra’ isso, e o homem natural ‘consome’ esse tipo de informação avidamente. À semelhança de Neemias, jamais abusemos da autoridade que nos confiou o Senhor Jesus, mas ajamos com toda sabedoria e prudência (Rm 12.8; 1 Pe 5.1-4). A liderança cristã não é algo misterioso para uns poucos escolhidos com um dom especial de sabedoria. Os princípios estão disponíveis para todos, inclusive para os que não têm o chamado para um oficio bíblico. Estes princípios influem nos dons das pessoas, com ou sem títulos. Aos que Deus escolheu para a liderança, Paulo lhes disse: “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (2Tm 3.16-17).

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Neemias retornou a Jerusalém e ficou indignado com o mal que a péssima administração de Eliasibe fizera ao povo de Deus.

III. HONESTIDADE E TRANSPARÊNCIA NA ADMINISTRAÇÃO

1. A razão da necessidade dos recursos financeiros na igreja. “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, bem como o mundo e todos os seus habitantes” (Sl 24.1; At 17.25). Não obstante declamarmos este salmo com tanta ênfase, a questão financeira está no âmago dos maiores problemas das igrejas. Muitas denominações estão enriquecendo ao exigir dízimos de seus membros para o financiamento de estilos de vida extravagantes da liderança; não é novidade o emprego dos recursos financeiros da igreja para construir grandes empresas. Contudo, não podemos ignorar que a expansão do Reino demanda investimentos humanos e materiais. O próprio Jesus e os apóstolos foram mantidos por ajudas financeiras. Todavia, não podemos nos esquecer que o Senhor requer os mais altos padrões morais para os ministros da Igreja, pois Ele sabe que se a liderança não for irrepreensível, a igreja se afastará da justiça pela falta de exemplos que sirvam de parâmetros. Temos de agir com total fidelidade e transparência (Tt 1.7).

2. A procedência dos recursos da igreja. As igrejas do Novo Testamento usavam seus recursos financeiros para difundir o evangelho, entendendo que a missão principal da igreja é espiritual (1Tm 3.15). Exemplos deste emprego dos fundos arrecadados incluem o sustento financeiro de homens que pregavam o evangelho (1Co 9.1-15; 2Co 11.8; Fp 4.10-18), e dos que serviam como presbíteros (1Tm 5.17-18); quando os crentes pobres necessitavam de assistência, o dinheiro da oferta era usado para acudir àquelas necessidades (At 4.32-37; 6.1-4). Estes recursos eram provenientes dos dízimos e das ofertas dos santos, nunca dos cofres do império. Não cabe à Igreja de Cristo depender financeiramente do Estado ou de qualquer outra fonte que não seja a oferta voluntária de seus membros. Isso não quer dizer que não se deve receber ajuda oficial para manter obras assistenciais desenvolvidas pela igreja, de forma alguma. Mas é imperioso que a ética seja a tônica nesse negócio e que não haja a mistura entre o sagrado e o profano, entre aquilo que entra na ‘vasa do tesouro’ como fruto do reconhecimento da soberania divina e o que é recebido de dotações do poder público, já que isso está previsto em lei (Tg 1.27).

3. Zelo pelos recursos da igreja. A igreja é a casa de Deus (1Tm 3.15), e deve fazer uso dos seus recursos financeiros como determina o cabeça dessa família espiritual. Enquanto cada crente tem o poder de decidir como usar seus próprios recursos (At 5.4), a igreja deve usar exclusivamente para realizar aquilo que a Palavra autoriza. Além do mais, as finanças da igreja local devem ser empregadas com fidelidade, sabedoria e transparência na expansão do Reino de Deus e no socorro aos mais necessitados. A missão principal da igreja é espiritual, assim, seus recursos devem ser utilizados unicamente para cumprir sua missão de divulgar a palavra e exaltar o nome de Deus.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A Igreja e sua obra são sustentadas pelas ofertas e dízimos dos fiéis.

III. Conclusão

O crente deve estar satisfeito desde que seja alvo das bênçãos espirituais e receba o necessário e essencial desta vida, como alimento, vestuário e teto. Se não estivermos comprometidos com a Palavra de Deus, cairemos em várias tentações, inclusive – e em especial – ‘fechar’ a mão para a obra do Senhor retendo aquilo que é essencial para que ela cumpra a sua missão principal aqui na terra: pregar o evangelho. Como Administradores daquilo que deus nos confiou, poderemos ser reprovados por Deus e pelos homens quando negligenciarmos nossa obrigação para com a ‘casa do tesouro’. Tomemos, pois, o exemplo de Neemias. Ajamos com fidelidade e sabedoria em todas as coisas; com temor e tremor quando estivermos imbuídos de alguma tarefa na obra do Senhor e/ou na administração da sua Casa. Estamos vivendo tempos trabalhosos, onde muitos já perderam o temor e a reverência ao Todo-Poderoso. Esses acabam por macular e prejudicam o Corpo de Cristo. Trabalhemos, como aqueles judeus, com muito amor, alegria, temor e santidade, e o nome de Cristo será exaltado em nossa vida.

Fonte: Francisco A Barbosa, auxilioaomestre@bol.com.br

Notas Bibliográficas

TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas do 4º Trimestre de 2011, Jovens e Adultos, Neemias - Integridade e coragem em tempos de crise. Comentário: Elinaldo Renovato; CPAD. p. 56 a 62;

CITAÇÕES:
[1]. Extraído de Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001; Palavra-Chave 1Pe 4.10; p. 1313;
[2]. Extraído de Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001; nota textual de 1Co 4.1-5; p. 1178;
[3].Extraído de: RENOVATO, Elinaldo. Neemias: integridade e coragem em tempos de crise. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p. 122.;

OBRAS CONSULTADAS:
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. RENOVATO, E. O livro de Neemias. 1.ed., RJ: CPAD, 2011.