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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

4ª lição de 22 de Janeiro de 2.012

A prosperidade em o Novo Testamento

TEXTO ÁUREO

Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”. Rm 14.17

 As leis dietéticas são triviais, e seu cumprimento não é essencial ao Reino de Deus. De muito mais importância é o fruto do Espírito Santo. A justiça está relacionada com a palavra de Deus e a dependência de Deus (Mt 5.10); A paz está relacionada com a vida em comunhão. Isto quer dizer que nada pode se interpor no relacionamento entre crentes. Só podemos viver em paz, quando compreendemos que somos uma família e somos membros uns dos outros. Os filhos de Deus se esforçam por preservar a unidade do Espírito pelo vínculo da Paz. A paz com todas as pessoas é a garantia de que veremos a Deus (Hb 12.14,15); A alegria no Espírito Santo está relacionada com o Fruto do Espírito; todo crente em Jesus recebeu o Poder para ser feito filho de Deus, e este Poder é o Espírito Santo que habita nele e manifesta o Fruto do Espírito que é: Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, mansidão, fé e domínio próprio. Em que cada situação que passamos no nosso dia a dia, podemos exercitar todas as qualidades do caráter de Cristo nas nossas vidas. 1Pe 4.12-14

VERDADE PRÁTICA

O conceito de prosperidade em o Novo Testamento vai muito além da aquisição de bens terrenos; ele está fundamentado nas promessas do reino de Deus na época vindoura.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2º Coríntios 8.1-9.

OBJETIVOS

· Saber que a prosperidade em o Novo Testamento é escatológica;
· Conscientizar-se de que a prosperidade em o Novo Testamento é mais uma questão de ser que de ter; e
· Compreender que a prosperidade em o Novo testamento é sempre uma questão filantrópica.

Palavra Chave

Filantropia: Desprendimento, generosidade para com outrem; caridade.

I. introdução

[...] não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos;” (Rm 12.16). Este texto de Romanos aconselha aos crentes a estarem satisfeitos, tendo as coisas essenciais desta vida, como alimento, vestuário e teto. Certamente haverá necessidades financeiras específicas, e nesse caso, devemos confiar na providência divina (Sl 50.15), enquanto continuamos a trabalhar (2Ts 3.7,8), a ajudar os necessitados (2Co 8.2,3), e servir a Deus com contribuições generosas (2Co 8.3; 9.6,7). Também sugere que os crentes não devem ambicionar riquezas (vv. 9-11), já que no pensamento paulino, os ricos caem em muitas tentações. O Salmista também discorre sobre o ‘estar contentado’: ”SENHOR, o meu coração não se elevou, nem os meus olhos se levantaram; não me exercito em grandes assuntos, nem em coisas muito elevadas para mim. Decerto, fiz calar e sossegar a minha alma; qual criança desmamada para com sua mãe, tal é a minha alma para comigo. Espere Israel no SENHOR, desde agora e para sempre” (Sl 131.1-3). Nesta lição teremos uma visão acerca da prosperidade para o cristão (1Co 16.2; 3Jo 2) e no por fim, a convicção de que a prosperidade para os crentes da Nova Aliança vai muito além de possuir abundância de bens materiais. No dizer de Paulo em Rm 12.16, Aquele que muito quer nada tem. Quando desejamos coisas altas demais corremos o risco de não alcançá-las e depois sofrer com o sentimento de incapacidade e frustração. Muitas vezes buscamos glória e reconhecimento para nós mesmos, mas não é essa a recomendação bíblica. Deus quer que estejamos satisfeitos com as coisas humildes, e caso Ele achar que convém nos dará as coisas grandes para que Seu nome seja glorificado. Jesus optou por ter um estilo de vida simples e nunca incentivou seus discípulos a buscarem ou acumularem tesouros na terra (Mt 6.19-21). Ele nos ensinou a buscar o Reino de Deus e a sua justiça em primeiro lugar (Mt 6.33). Para o Salvador o que importa não é o ter, mas o ser. Assim, a verdadeira prosperidade consiste em ter um relacionamento perfeito com o Pai Celeste. Ter vida próspera é ter paz interior. E essa paz fortuna nenhuma pode comprar.

II. DESENVOLVIMENTO


I. A PROSPERIDADE NO NOVO TESTAMENTO É ESCATOLÓGICA.

1. Prosperidade e consumo. O ensino do Novo testamento quanto ao acúmulo de riquezas é desencorajador. No original, riqueza é mamom (מָמוֹן), que significa literalmente ‘dinheiro’, um termo aramaico usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes, mas nem sempre, personificado como uma divindade. O termo é pejorativo e faz referência a riquezas considerado-a como um objeto de culto e seu exercício ganancioso; à riqueza como um mal, mais ou menos personificado. Pessoas ávidas por dinheiro são aqueles que cultuam Mamom. Em Mt 6.19,24 apresentam-se à pessoa duas opções: um relacionamento com Deus ou com as riquezas. É por isso que muitos cristãos, apesar das aparências, não se enquadram no modelo apresentado pela Palavra de Deus. A avidez por acumular riquezas é tão envolvente que rapidamente passa a controlar a mente e a vida da pessoa, substituindo paulatinamente a glória de Deus (Lc 6.13). Para o mundo secular, sucesso e consumo são termos que definem o que se considera hoje uma vida próspera, pois o homem natural ignora que o “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1Tm 6.10). Para os judeus contemporâneos de Jesus, o pensamento predominante era de que as riquezas constituíam um sinal do favor especial de Deus, e que a pobreza era um sinal de falta de fé e do desagrado de Deus; Jesus muitas vezes foi escarnecido por ser pobre! (Lc 16.14). Esse pensamento é rejeitado pelo Mestre nas seguintes passagens: Lc 6.20; 16.13 e 18.24,25. No pensamento cristão, as riquezas são empecilho tanto à salvação como ao discipulado (Mt 19.24; 13.22). Jesus advertiu-nos: “Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.”. Ato contínuo, o Senhor contou aos seus discípulos a parábola do rico insensato que julgava ter segurança por causa de suas muitas posses (Lc 12.16-21). Cristo não condenou a posse de riquezas materiais, mas fez questão de realçar a loucura de viver em função daquilo que perecerá.

2. Prosperidade e futuridade. Para Jesus, o homem deve ser livre da ansiedade quanto às necessidades cotidianas. O Mestre ilustra a inutilidade da preocupação mostrando que é desnecessária infrutífera e inadequada para um crente (Mt 6.26-32). O amontoar egoísta de bens materiais é uma indicação de que a vida já não é considerada do ponto de vista da eternidade (Cl 3.1). O egoísta e cobiçoso já não centraliza em Deus o seu alvo e a sua realização, mas, sim, em si mesmo e nas suas possessões. Ao contrário disso, o crente é estimulado a fazer do governo soberano de Deus, e do correto relacionamento com ele, a mais alta prioridade da vida. A preocupação é incoerente com essa assertiva porque ela põe em dúvida a soberania e bondade divina e desvia o crente dos verdadeiros objetivos da vida. Os crentes primitivos tinham a consciência de que Deus satisfaria todas as necessidades daqueles que arriscam tudo por ele, daqueles que buscavam primeiro o Reino de Deus e a sua justiça (Mc 10.29,30), eles tinham os corações completamente voltados para a manifestação plena do Reino de Deus. Isso levou o apóstolo Paulo a desejar ardentemente a vinda do Senhor (1 Ts 4.17; 2 Co 5.8; 2 Tm 4.8). O coração, (isto é, sentimentos, pensamentos, desejos, valores, vontade e decisões) da pessoa é atraído pelas coisas que ela considera mais importantes. Se o reino de Deus, as coisas celestiais, a sua Palavra, a sua presença, a sua santidade e nosso relacionamento com Ele são o nosso tesouro, nosso coração será atraído às coisas do seu reino e nossa vida estará voltada para o céu e para a volta de nosso Senhor. O objetivo principal da vida do crente é agradar a Deus e promover a sua glória. Sendo assim, aquilo que não pode ser feito para a glória de Deus (em sua honra e ações de graças como nosso Senhor, Criador e Redentor) não deve ser feito de modo nenhum. Honramos a Deus mediante nossa obediência, ações de graças, confiança, oração, fé e lealdade a Ele. Viver para a glória de Deus deve ser uma norma fundamental em nossa vida, o alvo da nossa conduta, e teste das nossas ações (1Co 10.31).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Ser próspero não significa ter bens materiais, mas uma profunda comunhão com Deus.

II. A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO É MAIS UMA QUESTÃO DE SER DO QUE DE TER.

1. Tesouros na terra. A riqueza em si não é má. Porém, o que fazemos dela pode transformar-se em algo danoso para nós e para os que nos cercam (Sl 62.10). Temos ciência da importância do dinheiro para a sobrevivência, no entanto, o amor a ele é a raiz de todos os males (1Tm 6.10). Jesus já falara do perigo do dinheiro tornar-se um deus na vida do homem (Mt 6.24). Ele afirmou que a busca das riquezas poderia exigir uma dedicação tão grande, quanto Deus exigia de seus servos. Seria, portanto, impossível servir aos dois ao mesmo tempo. Esse fato foi exemplificado por Jesus quando Ele encontrou-se com o jovem rico (Mt 19.16-22). Não que a riqueza em si fosse de todo má, mas o coração pode estar tão preso por ela que isso se constitui num obstáculo para seguir a Jesus. Quando o dinheiro se torna um deus na vida do homem, tal pessoa é capaz de usar até meios ilícitos para obtê-lo ou usá-lo. Há pessoas que mentem e enganam com a finalidade de obter lucros e vantagens pessoais (Pv 21.06); outros exploram os semelhantes em benefício próprio (Jr 22.13; Tg 5.4); muitos praticam o suborno (Is 1.23; Am 5.12); isso além dos roubos, assassinatos, assaltos e tantos outros crimes que visam a subtrair bens ou dinheiro de pessoas ou instituições. Essas práticas não resolvem o problema de ninguém porque o resultado desse lucro desonesto são as dificuldades no lar (Pv 15.27); o desapontamento (Ec 5.10); insensatez (Jr 17.11); miséria (Tg 5.3) e apostasia (1Tm 6.10). A ética bíblica nos orienta que devemos trabalhar com afinco para fazermos jus ao que recebemos. Desde o Gênesis, vemos que o homem deve empregar esforço para obter os bens de que necessita. Disse Deus: “No suor do teu rosto, comerás o teu pão...” (Gn 3.19a). No dizer do apóstolo Paulo, “Porque bem vos lembrais, irmãos, do nosso trabalho e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o evangelho de Deus” (1Ts 2.9); “e procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado” (1Ts 4.11). “Se alguém não quiser trabalhar, não coma também” (2Ts 3.10). Daí, o preguiçoso que recebe salário está usando de má fé, roubando e insultando os que trabalham: “não trarás o salário da prostituta nem o aluguel do sodomita para a casa do Senhor teu Deus por qualquer voto, porque uma e outra coisa são igualmente abomináveis ao Senhor teu Deus” (Dt 23.18).

2. Tesouros no céu. Para o crente, as verdadeiras riquezas consistem na fé e no amor que se expressam na abnegação e em seguir fielmente a Jesus (1Co 13.4-7; Fp 2.3-5). Sim, as verdadeiras riquezas são as espirituais e não as materiais. Uma das declarações mais surpreendentes feitas por nosso Senhor é que é muito difícil um rico entrar no reino de Deus. Este, porém, é apenas um dos seus ensinos sobre o assunto da riqueza e da pobreza. Esta sua perspectiva é repetida pelos apóstolos em várias epístolas do Novo Testamento, isso porque o amontoar egoísta de bens materiais é uma indicação de que a vida já não é considerada do ponto de vista da eternidade (Cl 3.1). Para o crente, a atitude correta em relação a bens e o seu usufruto, há a obrigatoriedade de ser fiel (Lc 16.11). Ele não deve apegar-se às riquezas como um tesouro ou garantia pessoal; pelo contrário, deve abrir mão delas, colocando-as nas mãos de Deus para uso no seu reino, promoção da causa de Cristo na terra, salvação dos perdidos e atendimento de necessidades do próximo. Portanto, quem possui riquezas e bens não deve julgar-se rico em si, e sim administrador dos bens de Deus (Lc 12.31-48). John Piper comenta em seu artigo intitulado ‘O Olho é a Lâmpada do Corpo, Uma Meditação sobre Mateus 6:19-24’: “Colocadas entre o mandamento de ajuntar tesouros no céu (6:19-21) e a advertência de que não se pode servir a Deus e ao dinheiro (6:24), estão as estranhas palavras sobre o olho sendo a lâmpada do corpo. Se o olho é bom (literalmente: “simples”), todo o corpo será cheio de luz. Mas se o olho for mau, o corpo será cheio de trevas. Em outras palavras: Como você vê realmente, determina se você está em trevas ou não. Ora, por que esta afirmação sobre o olho bom e o mau está colocada entre dois ensinos sobre dinheiro? Eu penso que é por causa de uma coisa específica: o que nos mostra se o olho é bom, é como ele vê Deus em relação ao dinheiro e tudo o que este pode comprar. Este é o assunto na primeira parte desta passagem. Em 6:19-21 o assunto é: você deve desejar a recompensa celestial e não a terrena. O que, em resumo, significa: deseje Deus e não o dinheiro. Em 6:24 o assunto é se você pode servir dois senhores. Resposta: Você não pode servir a Deus e ao dinheiro”.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

No ensino apostólico, as verdadeiras riquezas são as espirituais e não as materiais.

III. A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO É FILANTRÓPICA.

1. Uma igreja com diferentes classes sociais. Uma igreja local dividida não terá êxito em sua jornada terrena e jamais alcançará o objetivo de evangelização mundial. O termo ‘comunhão’, de acordo com o texto bíblico no original, tem um sentido bem amplo. Proveniente do grego koinê, o termo remetente a essa palavra é KOINONIA. Este expressa os seguintes significados: “participação, quinhão; comunicação, auxílio, contribuição; sociedade, comunhão, intimidade, ‘cooperação[1]. A idéia da palavra é expressar o vínculo perfeito de unidade fraternal dentro de uma comunidade específica cujas características essenciais são a cooperação e o relacionamento mútuo. A Igreja de Cristo é a reunião de diversas pessoas (diferentes classes sociais, sexos e etnias). Quando a Igreja teve início, pessoas de todas essas camadas sociais agregaram-se à nova fé (At 6.7). Tanto Paulo quanto os outros apóstolos a todos instruía indistintamente (1 Co 7.21; Fm 10-18). A Igreja, embora social e economicamente heterogênea, era homogênea em sua fé (At 4.32). Somos criaturas de Deus quando nascemos neste mundo e nos tornamos filhos de dEle quando cremos na obra salvífica levada a efeito por Jesus (Mt 10.32; Rm 10.9), passamos assim a ter o poder de sermos feitos filhos de Deus e co-herdeiros com Cristo de suas promessas e riquezas (Jo 1.12 e Rm 8.17). Assim, apesar de pertencermos à classes sociais distintas, todos os crentes são herdeiros de uma mesma herança! [1]

2. Não esquecer os pobres. Na condição de filhos, Deus nos concede todas as bênçãos espirituais de que necessitamos (Ef 1.3; Fp 4.19; Tg 1.17) bem como as bênçãos materiais. Deus abençoa a todos sem distinção de raça, cor, credo, condição financeira, condição física ou educação. (Lc 9.23). “Porque sei que são muitas as vossas transgressões e enormes os vossos pecados; afligis o justo, tomais resgate e rejeitais os necessitados na porta. Portanto, o que for prudente guardará silêncio naquele tempo, porque o tempo será mau. Buscai o bem e não o mal, para que vivais; e assim o Senhor, o DEUS dos Exércitos, estará convosco, como dizeis.” (Am 5.12-14). Neste mundo, onde há tanto ricos quanto pobres, frequentemente os que têm abastança material tiram proveito dos que nada têm, explorando-os para que os seus lucros aumentem continuamente (ver Sl 10.2, 9,10; Is 3.14,15; Jr 2.34; Am 2.6,7; 5.12,13; Tg 2.6). A Bíblia tem muito a dizer a respeito de como os crentes devem tratar os pobres e necessitados. Ao revelar a sua Lei aos israelitas, mostrou-lhes também várias maneiras de se eliminar a pobreza do meio do povo (ver Dt 15.7-11). Declarou-lhes, em seguida, o seu alvo global: “Somente para que entre ti não haja pobre; pois o SENHOR abundantemente te abençoará na terra que o SENHOR, teu DEUS te dará por herança, para a possuíres” (Dt 15.4). O crente tem o dever de preocupar-se com o social, especialmente com os domésticos na fé (Gl 6.10) [Paulo de fato diz para ajudar “a todos.” Quando ele diz “especialmente” ou “principalmente” é com ênfase, mas não exclusividade]. Boa parte do ministério de JESUS foi dedicados aos pobres e desprivilegiados na sociedade judaica. Dos oprimidos, necessitados, samaritanos, leprosos e viúvas, ninguém mais se importava a não ser JESUS (cf. Lc 4.18,19; 21.1-4; Lc 17.11-19; Jo 4.1-42; Mt 8.2-4; Lc 17.11-19; Lc 7.11-15; 20.45-47). Ele condenava duramente os que se apegavam às possessões terrenas, e desconsideravam os pobres (Mc 10.17-25; Lc 6.24,25; 12.16-20; 16.13-15,19-31). Quantos de nós que, embora ricos espiritualmente, carecemos de bens materiais para a sobrevivência! Quantos irmãos nossos, co-herdeiros com Cristo, vivem em palafitas, ou estão desempregados? A estes não devemos fechar o coração, mas ajudá-los com alegria. É interessante e importante a palavra de Paulo quanto a este respeito em 1Tm 5.8: “se alguém não cuidar dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente”. A prosperidade legitima-se com a generosidade.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A prosperidade bíblica legitima-se na generosidade.

III. CONCLUSÃO

Ao concluir esta lição, estou convicto de que Deus tem sido não somente bondoso conosco, mas, sobretudo, paciente. Por mais que tenhamos tentado ser bons despenseiros, todos devem reconhecer que poderiam administrar melhor os bens soberanamente a nós distribuídos. A vida abundante está relacionada a um correto relacionamento com Deus. Jesus espera que seu povo contribua generosamente com os necessitados (ver Mt 6.1-4). Ele próprio praticava o que ensinava, pois levava uma bolsa da qual tirava dinheiro para dar aos pobres (ver Jo 12.5,6; 13.29). Isto nos mostra que embora possamos ser agraciados com bens materiais, nossa vida não deve, a exemplo do homem sem Deus, ser direcionada pelo consumismo desenfreado e satisfação do ego. Quero findar registrando as palavras de Tiago quanto à verdadeira religião: “Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo" (Tg 1.26,27). No dizer de Tiago, o verdadeiro religioso, que tem uma religião que não é vã, se preocupa com os órfãos e as viúvas (Órfãos e viúvas aqui representam TODOS os que necessitam de ajuda na terra).

Fonte: Francisco A Barbosa - auxilioaomestre@bol.com.br

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2012, Jovens e Adultos, A verdadeira prosperidade — A vida cristã abundante; Comentarista: José Gonçalves; CPAD;

CITAÇÕES:
-. PIPER, John. ‘O Olho é a Lâmpada do Corpo, Uma Meditação sobre Mateus 6:19-24’http://www.monergismo.com/textos/meditacoes/piper_olho_lampada.htm
-. TAYLOR, W. C. Dicionário do N T Grego. 10. ed. Rio de Janeiro: Imprensa Batista Regular, 2001, p. 119;

OBRAS CONSULTADAS:
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2009;
-. RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2007;
-. LIÇÃO 9 - O PRINCIPIO BÍBLICO DA GENEROSIDADE; Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 1º Trimestre de 2010. 2 Coríntios - "Eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas". Comentários da revista da CPAD: Pr. Elienai Cabral.http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao9-2co-oprincipiobiblicodagenerosidade.htm

Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/ , na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel, salvo indicação específica.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

3ª lição de 15 de Janeiro de 2012

Os frutos da obediência na vida de Israel

TEXTO ÁUREO

E será que, havendo-te o SENHOR, teu Deus, introduzido na terra, a que vais para possuí-la, então, pronunciarás a bênção sobre o monte Gerizim e a maldição sobre o monte Ebal”. Dt. 11.29


Este texto faz parte do discurso proferido por Moisés iniciado no capítulo 5.1. Moisés lança a possibilidade de escolha entre bênção e maldição mediante a postura adotada diante de Deus e de sua lei. Moisés utiliza dois montes de Israel para simbolizar esta dualidade entre bênção e maldição: a bênção sobre o monte Gerizim, e a maldição sobre o monte Ebal, que serviriam como lembretes perpétuos.

VERDADE PRÁTICA

A verdadeira prosperidade é o resultado de um correto relacionamento com Deus e da obediência à sua Palavra.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Deuteronômio 11.26-32.

OBJETIVOS

· Compreender que obediência a Deus é a condição indispensável para um viver próspero;
· Conscientizar-se de que a desobediência é a causa da maldição; e
· Citar algumas das consequências da obediência na vida do crente.

PALAVRA CHAVE

Obediência: Sujeição voluntária a Deus e às suas leis.

I. Introdução

obediência (do latim obedire = obedecer) pode ser classificada como uma das virtudes e se define como um comportamento pelo qual um ser aceita as ordens dadas por outro. O termo obediência, tal como a ação de obedecer, conduz da escuta atenta à ação, que pode ser puramente passiva ou exterior ou, pelo contrário, provocar uma profunda atitude interna de resposta. Obedecer a requisitos ou proibições realiza-se por meio de consequentes ações apropriadas ou omissões. Obedecer implica, em diverso grau, a subordinação da vontade a uma autoridade, o acatamento de uma instrução, o cumprimento de um pedido ou a abstenção de algo que é proibido. Nesta lição, estudaremos as promessas para Israel, bem como, as advertências, caso viessem a desobedecer a Deus. Por fim, compreenderemos que a verdadeira prosperidade é o resultado de um correto relacionamento com Deus e da obediência à sua Palavra e que obedecemos a Deus não para sermos abençoados, mas porque o amamos com todo o nosso ser e com toda a nossa alma.

I. OBEDIÊNCIA, UM FIRME FUNDAMENTO

1. Deus fala e quer ser ouvido. Promessas e profecias estão por toda a Bíblia como garantias da prontidão divina em abençoar seu povo, sempre com condições: a obediência à sua Palavra e à sua vontade, de modo que suas promessas alcancem os obedientes. Assim como as promessas de bênçãos são garantidas de alcançar os obedientes, os julgamentos são uma certeza anunciada aos desobedientes. Deuteronômio 28 é mais um capítulo contendo uma lista de bênçãos e maldições, aqui dadas pelo próprio Moisés durante uma cerimônia de renovação da aliança nas planícies de Moabe (Dt 29.1). Ouvir a voz do Senhor significa obedecer aos seus ensinamentos e princípios. Israel firmou uma aliança com Deus sob condições a obedecer, e assim prosperariam; uma vez que não dessem ouvidos à voz do Senhor, receberiam o justo pagamento do julgamento. Deus sempre falou com o homem a fim de que ele se convertesse dos seus maus caminhos e vivesse feliz, abençoado e próspero. No Novo Testamento, o Senhor enviou seu filho Jesus para tornar sua vontade conhecida, e o mesmo Jesus afirma: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra” (Jo 4.34). Jeremias 7.23 e 24 afirma: “Dai ouvidos à minha voz, e eu serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; andai em todo o caminho que eu vos mandar, para que vos vá bem. Mas não ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos; porém andaram nos seus próprios conselhos, no propósito do seu coração malvado”; Moisés chama a atenção do povo para a necessidade de se “ouvir a voz do Senhor”, como condição indispensável para um viver próspero (Dt 28.1). Essa resolução de cumprir a lei do Senhor continuou como uma condição prévia do Concerto; somente mediante o estrito cumprimento em observar os mandamentos do Senhor e submeter-se a sua vontade é que Israel continuaria sendo a possessão preciosa de Deus e sendo alvo de copiosas bênçãos (Dt 4.2; 18.21,22).

2. A obediência e suas reais motivações. O fato do registro dessa relação de bênçãos e maldições demonstra que Deus não esperava de seu povo uma obediência perfeita, mas sim uma obediência sincera e firme. Isso por que a natureza humana está sujeita à fraqueza e Deus já sabia que fracassaria nesse negócio, e assim, ele esperava a confissão de pecados e a reconciliação. Porém, a desobediência, a rebeldia e a apostasia deliberada são julgadas severamente. A lei ordenava à Israel que mantivesse o seu relacionamento com Deus amando-O e obedecendo-O. A verdadeira obediência a Deus e aos seus mandamentos somente é possível quando brota de uma fé firmada em Deus e em seu amor (Êx 7.9; 10.12; 11.1,13,22; Mt 22.39; Jo 14.15; 21.16; 1 Jo 4.19). A condição para tal pode ser resumidas na frase encontrada várias vezes no Pentateuco: “Se ouvires a minha voz e, guardares os meus estatutos” (Êx 15.26; 19.5; Lv 26.14; Dt 28.1).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Somente através da observância da Palavra de Deus, podemos experimentar a verdadeira prosperidade.

II. DESOBEDIÊNCIA, A CAUSA DA MALDIÇÃO

1. A quebra da aliança. O Concerto de Deus com os israelitas, firmado no monte Sinai, abrange dois princípios básicos: Deus estabelece as promessas e compromisso, e a Israel cabe aceitar com fé obediente. Em Jeremias 7.23 encontramos o seguinte: “Andai em todo o caminho que eu vos ordeno, para que vos vá bem”. Essa foi a palavra do Senhor para os seus contemporâneos que estavam em grande dificuldade. Israel estava sendo avisado de que seriam completamente destruídos caso não mudassem de caminho e de atitude. Lamentavelmente, aquele povo não mudou de caminho, não se converteu, e cumpriu-se a Palavra do Senhor, foram levados para o cativeiro babilônico. O salmo 1º apresenta um contraste entre os dois tipos de pessoas do ponto de vista divino: o justo, caracterizados pela vida de retidão, amor e obediência à sua Palavra; e o ímpio, caracterizado pelo andar segundo sua própria vontade e não permanece na Palavra de Deus. Observa-se que, assim como a bênção está associada à obediência a Deus, da mesma forma a maldição vem associada à desobediência! A lei da retribuição, tanto no seu sentido positivo como negativo, é bem clara no Antigo Testamento (Dt 28.47,48). A melhor definição acerca da retribuição pela desobediência é a palavra de Paulo em Romanos 1.18: “Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça”. O crente do Novo Testamente não estaria livre dessa justa retribuição caso não tivesse sido retirado por Jesus que “nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Gl 3.13).

2. A maldição da idolatria. Idolatria tem origem nas palavras: Eidolon (imagem) + latreia (culto). Vai além do culto a imagens pagãs ou cristãs, além de se querer atribuir vida e poder a um objeto inanimado. Ídolo é qualquer coisa ou pessoa que toma o primeiro lugar em nosso coração, em que depositamos grande confiança. Nesse sentido, idolatria pode ser a dedicação a uma imagem, a um ídolo, a um líder religioso, a um deus, a um “santo”, ao ventre, ao poder e a seres ou coisas concretas ou não, reais ou imaginárias, uma vez que até deuses pagãos são criações da mente. Também é possível idolatrar um emprego, um automóvel, uma posição social, o que faz com que Deus perca a primazia. Isto significa também que não devemos obedecer a Deus, visando apenas as riquezas deste mundo. Temos de amá-lo e obedecer-lhe a Palavra independentemente de qualquer recompensa material (Mt 22.37)!

SINOPSE DO TÓPICO (II)

A maldição é resultado do desprezo aos preceitos divinos.

III. A OBEDIÊNCIA E SUAS LIÇÕES

1. A bênção como instrumento de proteção. As promessas de Deus, tema das lições bíblicas do quarto trimestre de 2007, comentada pelo Pr. Geremias do Couto, apresenta o estudo das promessas de Deus, ensejando a grande necessidade de melhor conhecermos a forma como são apresentadas na Bíblia e de que maneira interagem conosco, na condição de crentes fiéis a Deus. Deus prometeu segurança ao povo de Israel (Dt 28.7), mas isto não descartava a possibilidade de a nação eleita passar por situações conflituosas. Não é o que estamos acostumados a ouvir em nossos púlpitos, o que se vê são as famosas frases de efeito do tipo: “Deus tem promessas para você”, “determine e receba o que Deus prometeu para a sua vida” ou “a promessa é sua, receba em nome de Jesus!”, sem que as pessoas muitas vezes conheçam realmente, à luz da Bíblia, o que as promessas realmente representam. Na ideia da ‘Formula da Fé’, estas frases são como “amuletos” que os crentes lançam mão, à hora que bem entenderem, a fim de suprir suas necessidades imediatas. Deus não está sujeito a nenhum outro domínio, sendo este um de seus atributos exclusivos. Assim, ele age soberanamente à luz do plano que traçou para o homem. Quanto aos propósitos, nada do que Deus faz tem a finalidade de produzir sensacionalismo ou fazer por fazer, mas cumpre objetivos coerentes com os seus desígnios soberanos. Em outras palavras, as promessas de Deus, quando aplicadas à nossa vida, só fazem sentido se tiver em conta a soberania de Deus e o seu propósito em cada ato. Aliás, muitas são as adversidades daqueles que desejam viver piamente em Cristo (2 Tm 3.12). Mas há promessas de proteção e segurança para o crente. É só confiar! Nós somos a propriedade particular de Deus (1 Pe 2.9). A ideia de um povo santo, separado e consagrado ao Senhor permeia toda a Escritura.

2. Período tribal e monárquico. O período dos juízes engloba cerca de dois séculos da história de Israel, entre 1210 a.C. e 1030 a.C., e foi marcado por uma exacerbada instabilidade espiritual. Desde que houvesse um juiz, o povo servia a Deus. Caso não houvesse, o povo ia após os deuses de outros povos. Visto encontrarmos varias vezes a expressão: “mas os filhos de Israel fizeram o que era mal aos olhos do Senhor” (Jz 6:1). Casamentos mistos, festas religiosas em comum com outros povos, adoração dos mesmos deuses, idolatria, injustiça social e até casos de sodomia surgem neste período (Jz 19). Destacam-se ai líderes como Débora, Gedeão, Jefté e Sansão, que mantiveram juntas as tribos de Israel, resolvendo conflitos internos e externos. A designação Juizes, refere-se a uma serie de personagens ilustres que, na falta de um governo central, exerciam a função de governadores, juízes e algumas vezes sacerdotes, funções conquistadas por atos heroicos na tentativa de libertar Israel de seus opressores. O período monárquico é assaz importante no contexto da revelação de Deus. Como uma monarquia constituída, Israel possuía suas peculiaridades. Entre elas, o fato de que seus reis eram escolhidos e ungidos segundo os padrões teocráticos da Lei de Deus. Nesse período, aparece a primeira escola de profetas (1Sm 10.5,10). Isso introduz o papel importante que o profeta exerceria no período monárquico. Ele seria consultado pelos os reis como representantes de Deus para com o povo. Este profeta falaria ao rei através dos oráculos. Esse período para os profetas, em Israel, é marcado por respeito e reverência por parte da nobreza e do povo (1Sm 16.4,5). Quando a monarquia foi dividida, surge o ‘Profetismo’ - iniciou com Amós e encerrou com Malaquias. Este movimento tinha como objetivo restaurar o monoteísmo, combater a idolatria, denunciar as injustiças sociais, e proclamar o Dia do Senhor com o objetivo de reacender a esperança messiânica no povo. É interessante ressaltar que nesse período, na contramão do anterior, sobressai a característica do sofrimento e marginalização dos profetas; de homens dignos de reverência passaram a homens “dignos” de tratamentos mais baixos possíveis em virtude de sua mensagem denunciarem os interesses escusos das lideranças religiosas e políticas de Israel e Judá (Hb 11.36-38). Esse período deixa-nos a seguinte lição: a pobreza é causada também pelas injustiças cometidas pelos governantes e a prosperidade advém como resultado do temor que os mandatários nutrem por aquele que governa todas as coisas: o Todo-Poderoso Deus (2 Cr 31.20).

3. As falsas ideias sobre maldição. A falsa doutrina do Evangelho da Maldição, um dos produtos da confissão positiva, também chamado de Quebra de Maldições, Maldições Hereditárias, Maldição de Família e Pecado de Geração, ensina que a pobreza está associada ao pecado e os infortúnios da vida a alguma maldição não quebrada. O Pr Jorge Linhares afirma que "A maldição é a autorização dada ao diabo por alguém que exerce autoridade sobre outrem, para causar dano à vida do amaldiçoado... A maldição é a prova mais contundente do poder que têm as palavras. Prognósticos negativos são responsáveis por desvios sensíveis no curso da vida de muitas pessoas, levando-as a viver completamente fora dos propósitos de Deus... As pragas se cumprem." (Jorge Linhares, em Bênção e Maldição, Pg. 16). O Site da CACP traz no artigo ‘A Verdade Sobre a Quebra de Maldições’: “Os pregadores da maldição afirmam que se alguém tem algum problema relacionado com alcoolismo, pornografia, depressão, adultério, nervosismo, divórcio, diabete, câncer e muitos outros, é porque algum antepassado viveu aquela situação ou praticou aquele pecado e transmitiu tal pecado ou maldição a um descendente. A pessoa deve então orar a Deus a fim de que lhe seja revelado qual é a geração no passado que o está afetando. Uma vez que se saiba qual, pede-se perdão por aquele antepassado ou pela geração revelada e o problema estará resolvido, isto é, estará desfeita a maldição. Marilyn Hickey, autora norte-americana e que já esteve várias vezes no Brasil em conferências da Adhonep (Associação de Homens de Negócios do Evangelho Pleno), promove constantemente este ensino. Note suas palavras: Se você ou algum de seus ancestrais deu lugar ao diabo, sua família poderá estar sob a “Maldição Hereditária”, e esta se transmitirá a seus filhos. Não permita que sua descendência seja atingi­da pelo diabo através das maldições de geração. Os pecados dos pais podem passar de uma a outra geração, e assim consecutivamente. Há na sua família casos de câncer, pobreza, alcoolismo, alergia, doenças do coração, perturbações mentais e emocionais, abusos sexuais, obesidade, adultério’? Estas são algumas das características que fazem parte da maldição hereditária nas famílias. Contudo, elas podem ser quebradas!” 


É bem verdade que os filhos que repetem os pecados de seus pais têm toda a possibilidade de colher o que seus pais colheram. Aqueles que nasceram em lares problemáticos têm grande possibilidade de repetir os mesmos problemas. Os que vivem blasfemando, ou na imoralidade e vícios, estão estabelecendo um padrão de comportamento que, com grande probabilidade, será seguido por seus filhos, no dizer de Paulo, “aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6:7). E isso poderá suceder até que uma geração se arrependa, volte-se para Deus e entre num relacionamento de amor com ele através de Jesus Cristo, e ai tem-se encerrada toda a maldição. Ninguém necessita participar de nenhum ritual de quebra de maldição, pois a Escritura afirma que “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Cl 3.13). As Escrituras mostram que é a desobediência à Palavra de Deus, e não uma maldição hereditária, a causa do castigo.

SINOPSE DO TÓPICO (III)
Muitos infortúnios na vida do crente são resultados da desobediência à Palavra de Deus e não de supostas maldições hereditárias.

CONCLUSÃO

Não olvidemos da importância desta lição principalmente pelo que temos presenciado em nossos púlpitos, muitas vezes copiados de movimentos heréticos. Não é causa de espanto que o tema ‘obediência’ esteja esquecido, haja vista a abundância de ministrações onde os temas são bênçãos e prosperidade, todavia, não enfatizam que as bênçãos e a verdadeira prosperidade são decorrentes da obediência aos princípios divinos. Obedecer a Deus não é um fardo, mas uma alegria, pois o amamos. Quando falamos de obediência, geralmente entendemos como a observância de regras, mandamentos, ordens, etc., contudo, Jesus nos afirma que "Se me amais, guardai os meus mandamentos" (Jo 14.15). O Mestre é enfático com relação aos seus mandamentos: "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama" (Jo 14.21); "Se alguém me amar, guardará a minha palavra (...) Quem não me ama não guarda as minhas palavras" (Jo 14.23,24). Por fim, consideremos as seguintes proposições: “Todos os homens são culpados de pecado e precisam de perdão” (Rm 3.23; 6.23; 1Jo 1.8, 10); “Deus deseja que todos os homens se convertam do pecado e sejam salvos” (1Tm 2.4; 2 Pe 3.9; Tt 2.11,12); “Jesus morreu para colocar a salvação ao alcance de todos os homens” (1Tm 2.6; Hb 2.9; Jo 3.16; Mt 11.28-30); “Para serem salvos, os homens precisam ouvir, crer e obedecer ao evangelho” (Jo 6.44,45; 8.24,32; Hb 5.9; 2Ts 1.8,9; 1Pe 1.22; Rm 6.17,18; 1.16; 10.14,17); “Deus deseja que todos os homens ouçam e aprendam Sua Palavra para que tenham oportunidade de crer e obedecê-lo” (1Tm 2.4; Mt 28.18-20; Mc 16.15,16; At 2.38,39; 17.30,31; Lc 24.47; Cl 1.28); e “A Bíblia, a Palavra de Deus, é completa, provendo tudo o que é bom e tudo o que necessitamos saber para agradar a Deus” (Jo 14.26;16.13; 2Pe 1.3; 2Tm 3.16,17; At 20.20,27; Mt 28.18-20; Tg 1.25). O fato de um crente passar por lutas e dificuldades não significa que ele esteja em pecado ou em desobediência a Deus, pois o próprio Cristo alertou-nos de que no mundo seremos afligidos (Jo 16.33). Mas que o pecado traz consequências para a vida do crente, não o podemos negar (Gl 6.7). Por isso, devemos agir com muito equilíbrio e sobriedade ao tratar desse assunto.

Fonte: Francisco A Barbosa, auxilioaomestre@bol.com.br

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

2ª lição de 08 de janeiro de 2.012

Texto Áureo

Vendo, pois, o seu senhor que o SENHOR estava com ele e que tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava em sua mão”. Gn 39:3

Verdade Prática

A prosperidade no Antigo Testamento está diretamente relacionada à obediência à Palavra de Deus e à dedicação ao trabalho.

Leitura Bíblia em Classe

Deuteronômio 8.11-18

Objetivos

Conceituar a prosperidade no Antigo Testamento;
Identificar as fontes da prosperidade no Antigo Pacto;
Compreender os princípios vetero-testamentários que dão base para prosperidade.

Palavra Chave

Prosperidade – Estado do que é ou se torna próspero; abundância.

INTRODUÇÃO

Nesta Aula estudaremos a respeito da Prosperidade no Antigo Testamento. Veremos que na Antiga Aliança, a Verdadeira Prosperidade é primeiramente espiritual. Uma vida bem-sucedida não é resultado do sucesso financeiro, mas sim da obediência a Deus, da fidelidade e da santidade: “Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço escreve-as na tábua do teu coração e acharás graça e bom entendimento aos olhos de Deus e dos homens” (Pv 3:3,4). Além disso, a Prosperidade na Antiga Aliança está diretamente relacionada à obediência à Palavra de Deus e a dedicação ao trabalho. É algo que vai muito além dos bens materiais. Que sejamos sensíveis à revelação do Espírito Santo para entendermos em que consistem, quais as fontes e os princípios que norteiam a Verdadeira Prosperidade.

I. O QUE É PROSPERIDADE

Prosperidade é o estado do que é e se torna próspero. Mas o que é ser próspero? É ser feliz, ser abençoado, ser bem-aventurado, ter abundância de vida. É ter um bem-estar físico, relacionado à saúde; um bem-estar na família; um bem-estar no seu trabalho, ou seja, exercer o seu trabalho de forma que glorifique a Deus e traga resultado de bem-aventurança, como diz o salmo 1: “Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará”.

Deus fez o homem para ser feliz, próspero, abençoado. E vemos isso no período da inocência, quando ainda antes da queda, antes do pecado, quando o homem ocupava o lugar de proeminência na obra da criação. Gêneses 1:28 diz: “ E Deus os abençoou...”. Deus fez o homem à sua imagem e à sua semelhança. Se Deus o fez assim, não foi para que o homem fosse escravo da miséria, mas o fez para desfrutar do que de bom há nele, em Deus: sua comunhão, seus bens. Após a criação do homem, a Bíblia diz em Gênesis 1:31: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, eis que tudo era muito bom”.

Ainda no Éden, observamos que Deus pôs o homem no jardim para lavrá-lo e guardá-lo (Gn 2:15), mas, antes de ali colocar o homem, fez questão que o jardim tivesse árvores agradáveis à vista como boas para comida (Gn 2:9). Neste gesto, o Senhor demonstrou, claramente, que seu objetivo era que o homem tivesse bem-estar físico e mental, que estivesse num ambiente em que pudesse ter satisfação, alegria, conforto e tranquilidade. Isto é um propósito que se estende a toda a humanidade. No entanto, o homem pecou e, por causa disso, aquele ambiente de satisfação, conforto e tranquilidade, passaram a ser um ambiente penoso, de dificuldades, onde a sobrevivência não se daria mais por meio da satisfação, mas do suor do rosto, da dor (Gn 3:17-19). Por isso, a sobrevivência passou a ser algo advindo de sofrimento e esforço, não mais algo prazeroso, como era antes do pecado. Portanto, a prosperidade depende do perdão dos pecados, e não é por outro motivo que o servo de Deus é sempre chamado de “bem-aventurado”, pois, como diz o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, “bem-aventurado” é “aquele que goza de boa ventura, bem-afortunado, feliz”.
Porém, para ser “bem-aventurado” é necessário que tenha sido salvo pelo Senhor (Dt 33:29), salvação esta que se dá mediante o perdão dos pecados (Sl 32:1,2) e a fé no Senhor (Sl 34:8; 40:4; 84:12). Se os salvos são chamados bem-aventurados, então a prosperidade também é uma promessa que se estende à Igreja. No entanto, esta prosperidade não abrange aspectos materiais, mas, sim, um estado espiritual de felicidade, de bem-aventurança. A prosperidade do salvo é o fato de ser bem sucedido naquilo que é fundamental para alguém: ter a vida eterna, ter a certeza de que o seu fim é o de habitar com o Senhor para todo o sempre.

Quando vemos a descrição dos “bem-aventurados” por parte do Senhor Jesus, no introito do sermão do monte, que é conhecido como o “sermão das bem-aventuranças”, em momento algum, vê o Senhor se referindo a bênçãos materiais, a posse de riquezas.
O bem-aventurado é reconhecido pelo seu caráter, pelo seu comportamento, não pelos bens que possa ter. Aliás, ao encerrar as bem-aventuranças, o Senhor faz questão de dizer que a prosperidade abrange um grande galardão nos céus, que deveria ser o motivo de exultação e alegria para a Igreja (Mt 5:12).

Ainda no sermão do monte, Jesus faz questão de mostrar que o que levará os homens a glorificar a Deus por causa dos seus discípulos, não é como ocorria com Israel, a prosperidade material, mas, sim, a presença de boas obras (Mt 5:16). Enquanto Israel engrandeceria o nome do Senhor por intermédio de bênçãos materiais (Dt 28:10), a Igreja levaria as nações a glorificarem a Deus pela sua conduta, pelo seu comportamento, por ser luz do mundo e sal da terra.

Prosperidade ensinada na Bíblia não é também confissão positiva: eu determino que vai acontecer e automaticamente isso aconteça. Também, Prosperidade segundo a Bíblia, não é triunfalismo e nem mesmo determinismo, mas a bênção de Deus. Porque sem a benção de Deus não há o que se falar em prosperidade. Sabe por quê? Porque é a benção de Deus que enriquece, e Ele não acrescenta dores (Pv 10:22).


Sinopse

Na Antiga Aliança a prosperidade está intimamente relacionada com a solidariedade, espiritualidade e o bem-estar físico do homem.

II. A PROSPERIDADE NO ANTIGO TESTAMENTO

1. A Prosperidade no Antigo Testamento estava relacionada à comunhão com Deus.
 Foi Deus por sua soberana vontade que plantou um jardim no Éden e nele pôs o homem que havia formado (Gn 1:8). Ali, Deus coloca o homem para que pudesse desfrutar de toda uma vida próspera, feliz e abençoada. Então, no período da inocência, vemos o homem desfrutando prosperidade, quando ele tinha comunhão com Deus, quando ele participava de uma convivência com Deus.

2. A Prosperidade no Antigo Testamento, em seu aspecto material, foi prometida, em primeiro lugar, ao povo de Israel, como consequência do pacto firmado com ele seja no Sinai, seja nos montes Gerizim e Ebal (o chamado “pacto palestiniano” – Dt 27:12-13; Js 8:33-35). Tanto que a palavra “prosperidade” e seus derivados são encontrados quase que exclusivamente no Antigo Testamento e, nas duas vezes em que aparece em o Novo Testamento, está num contexto completamente alheio a promessas.

a) Promessas Nacionais - As famosas bênçãos materiais de Dt 28:1-14, tão utilizadas pelos pregadores de prosperidade em os nossos dias, são promessas dirigidas ao povo de Israel, são promessas “nacionais”, que têm como destinatários os israelitas, como, aliás, fica bem claro logo no introito da relação, em Dt 28:1, quando se vê que a promessa era para que Israel se exaltasse sobre todas as nações da Terra e que era o resultado da fidelidade à lei de Moisés, lei que, como bem sabemos, já não mais vigora na atual dispensação. Tem-se, portanto, que a aplicação das referidas promessas de prosperidade material ali prevista, para a Igreja, em os nossos dias, é algo equivocado e que não encontra qualquer respaldo bíblico, sendo mais um engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente a todos quantos não conhecem a doutrina –“ para que não mais sejamos meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina, pela fraudulência dos homens, pela astúcia tendente à maquinação do erro “(Ef 4:14).

b) Promessas Individuais - Em outras passagens, vemos que a prosperidade material é prometida a pessoas específicas, sendo, pois, verdadeiras promessas “individuais”, exclusivas para seus destinatários. Foi o caso de Salomão (1Rs 3:11-13), que recebeu a prosperidade material não porque a tivesse pedido, mas, sim, porque quis, antes, sabedoria, a verdadeira prosperidade. Como isso agradou a Deus, Salomão recebeu, também, riquezas materiais (1Rs 3:5-10). Como se trata de promessas “individuais”, temos que tais promessas, igualmente, não podem ser consideradas como feitas a qualquer outra pessoa, sendo, também, engano querer fazer as pessoas crerem que, assim como Salomão, Abraão ou Ezequias, de igual modo, Deus tem algum compromisso de enriquecer este ou aquele servo seu, pelo simples fato de este indivíduo ser fiel ao Senhor.

c) A prosperidade material tem como propósito o engrandecimento do nome do Senhor. Em Dt 28:10, fica bem claro que o objetivo da prosperidade material prometida a Israel era fazer com que as nações, sobre as quais Israel se sobressairia, viessem a reconhecer que aquele era o povo de Deus: “E todos os povos da terra verão que é chamado pelo nome do Senhor e terão temor de ti”. O objetivo declarado do Senhor era o de ver o seu nome exaltado e glorificado pelas demais nações. Tanto assim é que, em havendo a desobediência por parte de Israel, sobreviriam maldições, inclusive a penúria econômico-financeira, maldições que tinham o mesmo propósito, o de mostrar a grandeza do Senhor, como se lê em Dt 28:37: “e serás por pasmo, por ditado, e por fábula entre todos os povos a que o Senhor te levará”.
Portanto, ainda que tais promessas fossem dirigidas à Igreja, o que não é o caso, também estariam equivocados os que as andam buscando para satisfação dos seus desejos, de seus caprichos, de sua ganância, pois, em momento algum, quis o Senhor que a prosperidade material servisse para agrado dos homens, mas única e exclusivamente para o engrandecimento do nome dEle. Não é por outro motivo que, no ocaso de sua vida, Salomão, a despeito de todo o seu riquíssimo patrimônio, tenha, publicamente, resumido a vida humana deste modo: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos, porque este é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau” (Ec 12:13,14).
Temos, portanto, verificado que, à primeira vista, a promessa da prosperidade não se reduz ao aspecto material, que é uma promessa condicional e que, notadamente em seu aspecto material, é uma promessa dirigida ou ao povo de Israel, ou, então, a pessoas específicas, tendo como propósito o engrandecimento do nome do Senhor.

Sinopse

No Antigo Testamento a prosperidade é consequência direta do trabalho relacionado ao favor de Deus. Logo, a preguiça é reprovável.

III. PRINCIPIOS BÍBLICOS PARA PROSPERIDADE

1. A Prosperidade no Antigo Testamento era resultante de uma vida de obediência e temor a Deus. No contexto bíblico, a verdadeira prosperidade material ou espiritual é resultado da obediência e reverência do homem a Deus. A Escritura afirma que Uzias "buscou o SENHOR, e Deus o fez prosperar". A prosperidade de Uzias nesse período foi extraordinária. Como rei, desfrutou de um sucesso e progresso imensurável (2Cr 26:7-15). Deus deu-lhe sabedoria para desenvolver poderosas máquinas de guerra para proteger Jerusalém (vv.14,15). A prosperidade de Uzias era subordinada à sua obediência a Deus. O profeta Zacarias o instruía no temor do Senhor, razão pela qual o monarca prosperou abundantemente. O homem verdadeiramente próspero é como a "árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará" (Sl 1:3). Porém, a soberba destronou o rei de seu palácio e prosperidade.

2. A Prosperidade no Antigo Testamento não era aferida pelo poder aquisitivo de alguém. Quando nos referimos à Prosperidade no contexto bíblico, devemos levar em conta que no Antigo Testamento havia um contraste enorme entre ricos e pobres. Não havia somente ricos, mas também muitos pobres. Isso nos ajuda a corrigir um ensino equivocado dos pregadores da prosperidade que passam a ideia de que no Antigo Testamento o povo de Deus não passava por revezes, mas viviam pisando em ouro. É o caso, por exemplo, de Rute, a moabita, e Boaz. Ele era rico, mas Rute era pobre, todavia ambos eram abnegados servos de Deus (Rt 2:1,2). Esse fato nos ajuda a desfazer duas ideias equivocadas sobre riqueza e pobreza, e que ainda continuam em voga hoje em dia. A primeira dessas ideias via a riqueza como uma consequência natural da bênção divina e a pobreza necessariamente como um sinal do julgamento de Deus sobre a pessoa. Por outro lado, havia aqueles que iam para o extremo oposto e não acreditavam que nenhum rico contava com o favor divino, pois somente os pobres eram merecedores desse favor. Todavia, o que vamos observar, ainda no Antigo Testamento, é que nem a riqueza nem a pobreza podem servir como aferidores da prosperidade de alguém. Havia ricos que não eram prósperos, como, por exemplo, Nabal (1Sm 25:2,3,6,25), além do fato de haver até mesmo ímpios que prosperavam! O salmista verificou que os ímpios também "prosperam" (Salmo 73). No Antigo Testamento, observamos que havia outros valores que eram tidos como sinais de uma vida próspera, e não somente a prosperidade material. Esses valores são espirituais, tais como a justiça, o entendimento, a humildade etc.

3. A Prosperidade no Antigo Testamento advinha do comportamento sábio e prudente que a pessoa apresentava. Nabal, que significa "louco", "imprudente", "tolo", demonstrou imprudência, tolice e loucura ao negar socorrer a Davi em suas necessidades. Embora rico, não era sábio e prudente (1Sm 25:10-17); sua estultice quase o leva à morte pelas mãos de Davi, mas não impediu que o mesmo fosse morto pelo Senhor (1Sm 25:37,38). Nabal não agiu com "sabedoria", "prudência", portanto, "não teve sucesso", "não foi próspero".
Davi, por outro lado, viveu sabiamente diante de Saul, dos exércitos de Israel, do povo e diante do próprio Senhor: "E Davi se conduzia com prudência em todos os seus caminhos, e o Senhor era com ele" (1Sm 18:14; ler vv.12,15). O Senhor era com Davi, razão pela qual o filho de Jessé foi prudente em suas ações; Davi era sábio, justo e prudente, motivo pelo qual o Senhor era com ele. Portanto, a Verdadeira Prosperidade, também, advém do comportamento sábio e prudente que a pessoa deve apresentar.

4. A Prosperidade no Antigo Testamento, no período patriarcal, estava relacionada com a bênção proferida pelo patriarca aos seus filhos. Nós vemos isso no exemplo de Isaque abençoando Jacó, verbalizando as seguintes palavras: “Assim, pois, te dê Deus do orvalho dos céus, e das gorduras da terra, e abundância de trigo e de mosto” (G 27:28). É verdade que Jacó ficou rico como fruto do seu trabalho. Durante 20 anos trabalhou para o seu tio Labão(Gn 31:41). Porém, o próprio Jacó reconheceu, “que se não fora o Deus de meu pai, o Deus de Abrão e o temor de Isaque, por certo me despediria agora de mãos vazias. Deus me atendeu ao sofrimento e ao trabalho das minhas mãos e te repreendeu ontem à noite”(Gn 31:42), falou Jacó a Labão. Então vemos Jacó se enriquecendo, mas teve que trabalhar. A riqueza não caiu de cima, não veio de cima. Jacó teve que trabalhar, e trabalhar duro! Durante o dia consumido pela sol, e à noite pela geada. Mas, antes de tudo, tinha a benção de seu pai. Então que possamos verbalizar bênçãos sobre a nossa família, pedindo que Deus abençoe nossa família, porque o Deus de Jacó é o nosso Deus, e Deus quer o nosso bem.

5. A Prosperidade no Antigo Testamento estava relacionada à bondade, ao favor e à soberania de Deus. É da natureza de Deus abençoar os seus filhos; é do coração de Deus; faz parte da sua natureza. Deus tem prazer de abençoar o homem. Quando Moises desejou e pediu para ver a glória de Deus, Ele lhe disse: “farei passar diante de ti toda a minha bondade por diante de ti e proclamarei o nome do Senhor diante de ti; terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem me compadecer”(Ex 33:18,19). Deus quer te abençoar. Deus tem o prazer em te abençoar. Nós estamos na sua dependência, porque faz parte da sua soberania. Nada impede ou obriga Deus de te abençoar. Deus faz isso por um ato liberal da sua vontade, da sua soberania. Ele é totalmente livre para te abençoar e deseja nos abençoar e nos prosperar em toda área de nossa vida.

Nós vemos isso também na benção sacerdotal, quando o povo de Israel estava ainda no deserto do Sinai. Ali Deus chama Moises e dá uma ordem a Moises dizendo: “E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo-lhes: O SENHOR te abençoe e te guarde; o SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o SENHOR sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz. Assim, porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei” (Nm 6:22-27). Esta bênção, conhecida como bênção sacerdotal, revela o coração de Deus. E é tão interessante que quando Deus instruiu para que Moises instruísse os sacerdotes para que verbalizasse esta bênção, eles estavam ainda no deserto do Sinai. Não tinha ainda empreendia jornada em direção a Canaã.

No capitulo 22 a 24 de Números acontece um incidente com o povo de Israel, quando o rei dos moabitas, Balaque, contrata o falso profeta Balaão para amaldiçoar o povo, porém, Balaão não pôde amaldiçoar porque Deus já tinha abençoado; o diabo chegou atrasado, porque Deus já tinha abençoado no capitulo 6 de Números. Deus já te abençoou, meu irmão, com a rica bênção da Sua graça. Ele deseja que tu tenhas comunhão com Ele, mas também deseja que os teus seleiros sejam fartos para que a sua glória seja manifestada.
Todavia é bom ressaltar que Deus abençoa a quem Ele quer, assim como enriquece ou empobrece da mesma forma a quem quiser. Não adianta criar leis sobre a prosperidade financeira e deixarmos de fora a soberania de Deus.

6. A Prosperidade no Antigo Testamento, também, estava relacionada à Obediência à Palavra de Deus. Em 2 Crônicas 7:14 diz: “e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”. O que significa sarar a terra? Significa, novamente, torná-la fértil, frutífera, que produza o seu mantimento, que receba chuva no tempo certo para que Deus na sua bondade faça prosperar. Glórias a Deus! Depois que Salomão acabou o templo e seu palácio, o Senhor apareceu a ele de noite e lhe fez estas promessas, mas também advertências (ler 2Cr 7:19-22). Se Deus retivesse a chuva ou enviasse gafanhotos ou peste, o povo devia “se humilhar, e orar, e [...] buscar ao Senhor e se converter dos seus maus caminhos. Então, Ele perdoaria os pecados e restauraria seu povo”. Apesar de dirigido a Israel, pode ser aplicado corretamente às nações que possuem herança bíblica. É o caminho garantido para a restauração da prosperidade em qualquer tempo. Se as condições forem satisfeitas, Deus certamente cumprirá as promessas. Quem crê deve abandonar seus pecados, deixar a vida centrada no eu e se entregar à Palavra e à vontade de Deus. Só então, e não antes, o Céu enviará restauração, quer espiritual, quer física, quer material.

7. A Prosperidade no Antigo Testamento, enfim, estava relacionada com as prioridades corretas. Você pode estar servindo a Deus, você pode estar buscando constantemente uma comunhão com Deus, mas você pode estar praticando prioridades erradas, contrárias à vontade de Deus. Isso aconteceu com o povo de Israel no tempo do profeta Ageu. A prioridade era a reconstrução do Templo do Senhor, que fora destruído pelo rei da Babilônia. Mas o povo estava dizendo que ainda não era tempo de reedificar a Casa do Senhor, e Deus ouviu. E Deus levantou o profeta Ageu para encorajar o povo. Ageu 1:6 diz assim: “Semeais muito e recolheis pouco; comeis, mas não vos fartais; bebeis, mas não vos saciais; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário recebe salário num saquitel furado”. Ou seja, vocês estão com prioridades erradas. A motivação de vocês é errada, por isso o céu retém o seu orvalho, e a terra não produzem. É por isso que vocês estão em miséria, sofrendo. Mas no momento que mudarem a prioridade eu vou abençoá-los. E é isso que a Palavra de Deus diz: “Então, ouviu Zorobabel, filho de Sealtiel, e Josué, filho de Jozadaque, sumo sacerdote, e todo o resto do povo a voz do SENHOR, seu Deus, e as palavras do profeta Ageu, como o SENHOR, seu Deus, o tinha enviado; e temeu o povo diante do SENHOR. Então, Ageu, o embaixador do SENHOR, falou ao povo, conforme a mensagem do SENHOR, dizendo: Eu sou convosco, diz o SENHOR” (Ag 1:12,13).

Quando os israelitas alinharam a prioridade com a vontade de Deus, então veio a prosperidade. Quem sabe a prosperidade em tua vida não chegou porque a tua prioridade ainda não é o reino de Deus; talvez a tua motivação penda para interesses egoístas, e é por isso que você trabalha muito e ganha pouco; é por isso que o pouco que você ganha não dá para suprir as necessidades. Não queremos com isso dizer que aqueles que são pobres são amaldiçoados, nem tampouco os que são ricos são amaldiçoados, mas, devemos, sim, buscar a Deus prioritariamente porque são as bênçãos de Deus que enriquecem. E através do profeta Isaias Deus conclama o povo dizendo: “Se me ouvirdes e quiserdes comereis do fruto da terra”.


Sinopse

A lei da retribuição, bem conhecida pelos judeus, e a soberania divina são os princípios bíblicos que regem a prosperidade vetero-testamentária.

CONCLUSÃO

E nós concluímos dizendo que a verdadeira prosperidade não consiste apenas de bens materiais porque o próprio Jesus disse que “adiante o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” A nossa alma vale mais do todo o tesouro do mundo. Deus quer que sejamos prósperos, mas em primeiro lugar está a comunhão com Ele, servir a Ele, obediência à sua Palavra, dedicação ao trabalho, porque Deus não abençoa o preguiçoso. Deus abençoa aquele que trabalha aquele que busca. Então, a Prosperidade no Antigo Testamento está relacionada, intimamente, diretamente, com a obediência à Palavra de Deus e à dedicação ao trabalho. Por isso a verdadeira prosperidade do povo de Deus como é ensinada na Bíblia não é barganha com Deus, uma troca com Deus, eu dou 10 para receber 20, não é isso. Uma pessoa abençoada, próspera, tem consciência do favor divino em sua vida; também de solidariedade, ou seja, uma pessoa próspera tem o prazer em compartilhar e ajudar o próximo.

Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembleia de Deus – Ministério Bela Vista.

Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

William Macdonald – Comentário Bíblico popular (Novo Testamento).
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Revista Ensinador Cristão – nº 49.
O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
Comentário Bíblico Beacon – CPAD.
Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.
Caramuru Afonso Francisco - A promessa da verdadeira Prosperidade.

domingo, 1 de janeiro de 2012

2.012 - Ano da Colheita



"Celebrarás a festa ao Senhor, teu Deus, no lugar que o Senhor escolher, porque o Senhor, teu Deus, te há de abençoar em toda a tua colheita e em toda obra das tuas mãos; pelo que te alegrarás certamente". 
                                                                                       Deuteronômio 16.15