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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

13 lição de 25 de dezembro de 2.011

A INTEGRIDADE DE UM LÍDER

Texto Áureo

“Se é ministério, seja em ministrar [...]; o que preside, com cuidado [...]”. Rm 12.7,8

Verdade Prática
“Somente com líderes verdadeiramente chamados por Deus e comprometidos com a sua obra é que a Igreja de Cristo poderá cumprir integralmente a missão que lhe confiou o Senhor”.

Leitura Bíblica em Classe

Neemias 1:5-11

Objetivos

Compreender que é o Senhor quem escolhe e prepara líderes para a sua obra;
Descrever algumas das características que um líder de Deus deve possuir;
Conscientizar-se de que o líder precisa ter uma vida devocional.

INTRODUÇÃO

A integridade faz parte da vida do líder. Um líder que não é íntegro em sua vida pessoal não é um verdadeiro líder. Para que um líder seja íntegro, ele deve ser sincero, esta sinceridade é verificada em seu viver diário: nas conversações, no agir, nas finanças, no serviço.

Ao examinarmos a vida e o trabalho de Neemias, como foram retratados ao longo deste trimestre, ficamos impressionados com a inabalável lealdade e integridade desse homem em todas as situações que enfrentou. Nenhum sacrifício era demasiado grande e nenhuma tarefa era difícil demais para ele, quando tinha a certeza de qual era a vontade de Deus. Ele estava disposto a adotar quaisquer medidas para colocar em prática aquilo que tinha a certeza de ser a vontade de Deus. Em alguns momentos agiu de forma austera; ele admoestou, repreendeu, protestou, contendeu, amaldiçoou, e até mesmo arrancou os cabelos de alguns (Ne 13:25).

Enfim, tornou muito difícil a vida dos impiedosos! Era um homem corajoso e um general astuto em sua luta contra o mal. Além disso, era um trabalhador incansável e um grande restaurador das coisas de Deus. Ele trabalhou duramente a favor da justiça, porem mantinha o coração terno diante do Senhor. Era um homem honesto, íntegro, convicto e piedoso. Sem dúvida, ele foi um magnífico exemplo de liderança.

I. DEUS ESCOLHE E PREPARA LIDERES PARA SUA OBRA

Segundo afirma J. Oswald Sanders, "líderes espirituais não são feitos mediante eleição ou nomeação por homens ou quaisquer grupos de homens, nem por reuniões eclesiásticas ou sínodos. Só Deus pode fazer líderes. O simples fato de uma pessoa ocupar um lugar de importância não à torna um líder; fazer cursos de liderança não produz líderes; a resolução de tornar-se líder não faz da pessoa um líder”. [1]

"[...] todo líder deve ter a certeza de que sua tarefa foi designada por Deus e Deus está nela, pois os fardos são muitos pesados e são muitas as horas de dedicação. É importante que os que têm a responsabilidade de escolher o líder também sintam que essa é uma escolha de Deus".[2]

Existem inúmeras pessoas ocupando funções e cargos de liderança na igreja, sem, contudo, estarem habilitadas ou serem vocacionadas por Deus para isso. Pode ser familiar ou parente de quem quer que seja, pode ter dinheiro, pode ser amigo de "fulano" ou "beltrano", pode ter status social, ser influente etc., se Deus não chamou essa liderança não produzirá os resultados (frutos) esperados.

A escolha de um líder espiritual deveria sempre ser precedida por uma "revelação" visível ou audível da parte de Deus. Um sentimento que promovesse paz e segurança para o coração daqueles que são responsáveis pela indicação de novos líderes. Mas nem sempre isto acontece. Cada vez mais, os propósitos para a indicação de líderes são norteados por interesses pessoais e egoístas por parte daqueles que são detentores do poder de indicar. Há pessoas na igreja que brigam, atropelam, pisam, morrem e matam para serem líderes. Poderão até chegar a alcançar uma posição de líder, mas nunca serão líderes de verdade.

Se você não foi escolhido por Deus para liderar Seu povo, não importa quão maravilhoso seja seu caráter, ou quão bem habilitado você está para a tarefa, você nunca se tornará um grande líder cristão. Por outro lado, tenha a absoluta certeza, de que, se você foi vocacionado pelo Senhor para ser um líder, ninguém, nem nada, poderá impedir que esse propósito de Deus se cumprisse de maneira cabal em vossa vida. Pense nisso!

II. AS CARACTERÍSTICAS DE UM LÍDER


1. Integridade espiritual. Integridade é o proceder santo; é o caráter diferenciado do mundo e da sociedade em que vivemos; é não se conformar com os costumes e modismos que nos cercam; é seguir um padrão de comportamento Bíblico diante de uma sociedade corrupta e imoral. É acima de tudo ser fiel a Deus e à sua Palavra. Em romanos 12:2 o apostolo Paulo assim admoesta: "E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimente qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus". O apóstolo Pedro também diz: "Como filhos obedientes, não vos conformeis às concupiscências que antes tínheis na vossa ignorância” (1Pe 1:14).

Neemias foi um homem integro e temente a Deus, não se limitou a reconstruir os muros e reformar as portas de Jerusalém, mas foi usado por Deus para corrigir desmandos e desvios que estavam ocorrendo em Jerusalém. Restaurou os cultos conforme os ditames da lei de Deus. Ele reconheceu que os casamentos mistos que o povo contraiu eram prejudiciais ao fortalecimento da nação, e exortou o povo a que se separasse dessas pessoas. Em alguns momentos agiu de forma radical, como colocar guardas na entrada da cidade para impedir que houvesse comércio no sábado, mas o fez com o objetivo de tornar viva a lei de Deus para o povo. O autêntico líder espiritual conduz o povo à santidade e a um viver íntegro.

2. Integridade moral. Ter uma vida moral reta é algo que não tem preço; não se pode comprar. Tendo uma vida limpa perante Deus e das pessoas, o líder terá uma visão clara de seus alvos e objetivos; será mais fácil para ele alcançar seus objetivos. Pessoas com problemas de visão procuram um oftalmologista para corrigir o problema. Líderes com problemas em sua vida moral terão uma visão distorcida do ministério, não mais agirão com clareza. Por isso, é fator primordial ter uma vida limpa.

3. Um testemunho irrepreensível. É indispensável que o líder exerça a sua liderança ao lado de Deus. Para isso, é necessário que o coração do líder seja inteiramente de Deus (2Cr 16:9). Seu viver deve ser irrepreensível (ler 1Tm 3:2; Tito 1:6,7). O que ele ensina em relação às verdades espirituais da Palavra de Deus, deve condizer com a verdade. Não deve acontecer de que um membro chegue diante dele e o acuse de não estar praticando o que prega, de não estar cumprindo este ou aquele outro mandamento da Palavra de Deus.

Os inimigos de Neemias tentaram denegrir a sua imagem com falsas acusações. Mas permaneceu firme em seu trabalho, não se deixando levar pelos comentários maliciosos de seus inimigos, e sempre motivando seus companheiros a que permanecessem constantes em suas posições. Ele entendeu que as falsas acusações que lhe foram enviadas eram frutos da inveja, e agiram focados em sua missão, demonstrando, cinquenta e dois dias depois, o resultado de sua fé, de seu trabalho e de sua coragem: os muros de Jerusalém reconstruídos e as portas reformadas.

Outro exemplo é o de Daniel. Ele era irrepreensível, nada havia que as pessoas pudessem falar com relação à faltas em sua vida. Sendo assim, seus inimigos tentaram achar algo para acusá-lo na lei de Deus. Nada encontraram. Por fim, tiveram que fazer algo para que ele viesse a cair, mas sua vida espiritual era tão elevada que mesmo diante do decreto do rei, ele não sucumbiu. Sua firmeza espiritual foi o seu segredo (Daniel cap. 6). Não esqueçamos que liderança é exemplo. O discurso do líder tem de ser coerente com a sua prática.

4. Exerce influencia em tudo que faz na vida das pessoas. O líder é uma pessoa cuja influência se faz sentir em todos os aspectos. Por onde quer que vá, ele é alvo de observações e por isso há de exercer uma influência na vida das pessoas que o cercam. Ele não deve procurar fazer certas coisas somente para que outras pessoas vejam que ele está fazendo, mas ele deve ter em sua mente que quando ele faz alguma coisa os outros estão observando o seu modo de fazer ou agir. Até mesmo tudo o que o líder fala, faz ou pensa serve para influenciar os seus liderados, quer positiva, quer negativamente. De uma maneira ou de outra, o líder, influenciará os seus liderados em tudo o que faz, portanto, é necessário que se tenha o máximo cuidado para não ser uma influência negativa na vida deles.

III. A VIDA DEVOCIONAL DO LÍDER DE DEUS


1. A oração. Sem oração o líder não vai a lugar algum. Não se pode conduzir o rebanho de Deus sem oração. O líder que negligencia esta ferramenta é considerado presa fácil para Satanás, por ausência do poder de Deus em sua vida. Por meio da oração, o líder busca saber a orientação de Deus para os determinados fins que aspira realizar. As vitórias são conquistadas quando os joelhos são dobrados diante de Deus. A oração é a nossa maior arma; é o maior meio que nós temos para recorrer aos recursos infinitos de Deus.

O Senhor Jesus Cristo é o nosso maior exemplo. Ele começou Seu ministério terreno em oração. Deu prosseguimento ao ministério em oração e terminou a Sua vida aqui na terra da mesma forma que iniciou, em oração (Mt 26:39-42; Lc 5:16; 22:41-44). Que belíssimo exemplo a ser seguido, imitado, almejado. O líder deve ser exemplo.

Muitas vezes, o líder se encontra sob o peso da responsabilidade da liderança para com os liderados. Esse peso pode drenar muito de suas forças e energias. Quando este se encontra sobrecarregado com o peso do ministério e as várias circunstâncias que podem estar à sua volta, provavelmente o único meio de vir a aliviar sua tensão é através da oração. A oração deve ser a base para todo líder prosseguir com o seu ministério. Sem oração não existe liderança profícua.

Neemias era um homem dedicado à oração. Orou no palácio, pedindo a Deus pela oportunidade de poder ir a Jerusalém e restaurar a cidade (ler Ne 1:5-11). Ele orou diversas vezes, rogando a Deus que o direcionasse em seus desafios, e acima de tudo, reconheceu que Deus estava dirigindo a história da restauração.

Qualquer obra que for feita deve ser em oração. Os servos de Deus, em comunhão com Ele, têm ousadia em falar com Ele, da mesma forma que Neemias teve ousadia em falar com o rei (Ne 2:1-8). A oração é uma verdadeira luta, uma luta que o obreiro de Deus deve tratar sem se cansar (1Ts 5:17). A oração deve ser como sangue que passa em nossas veias, constantemente.

2. O estudo da Palavra de Deus. Além da oração, outro aspecto que deve ser uma constante na vida espiritual diária do pastor que lidera é a leitura e o estudo da Bíblia Sagrada, que é a Palavra de Deus. A Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus e a principal fonte de revelação da vontade de Deus para com o homem. Se queremos ter uma vida de comunhão com Deus, faz-se mister que saibamos qual é a vontade dEle para com o homem e esta vontade está estampada na Palavra de Deus.

O ponto fundamental para conhecermos o caráter e a vontade de Deus é conhecer a Sua Palavra e, por este motivo, Jesus sempre demonstrou que Seu ministério nada mais era senão o cumprimento das Escrituras (Mt 5:17,18; João 5:39; Lc 24:44-47). O estudo e o ensino da Palavra era, ao lado da pregação do Evangelho, o principal e exclusivo trabalho dos apóstolos na igreja primitiva (At 6:2,4). O apóstolo Paulo foi um líder que deu imenso valor o estudo da Palavra de Deus. Em Éfeso, ele ensinou a Palavra durante dois anos, e o ensino era diário - Leia Atos 19:8-10.

Vimos no capítulo 8 de Neemias que o povo se reuniu para ouvir a Palavra. A leitura, a explicação e a aplicação da Palavra trouxeram choro pelo pecado e alegria de Deus na vida do povo. Vimos também que a liderança reuniu-se para aprofundar-se no estudo da Palavra e o resultado foi a restauração da vida religiosa de Jerusalém. Essas reuniões de estudo aconteceram durante 24 dias (8:1-3,8,13,18; 9:1). Havia fome da Palavra. O estudo e a obediência dela trouxeram um poderoso reavivamento espiritual. Não temos nenhum outro relato bíblico de um culto tão impressionante quanto esse, quando o povo, pelo exemplo de seus líderes, reuniu-se durante um mês para estudar a Palavra e acertar a sua vida com Deus.

Através do estudo da Palavra de Deus, liderado por Esdras e Neemias, os israelitas compreenderam que se tivessem guardado a Lei do Senhor não tinham ido para o cativeiro, as cidades não tinham sido devastadas e os muros não necessitavam de reconstrução. O arrependimento pelos pecados cometidos fez com que o povo de Israel assumisse um compromisso de obedecer ao Senhor e à Sua Palavra.

O salmista alerta que a felicidade do homem está em ter prazer na lei do Senhor de dia e de noite (Sl 1:1,2) e, desde o tempo de Moisés, é dito que o segredo da própria vida espiritual é o fato de termos conhecimento e praticarmos, dia-a-dia, a Palavra do Senhor (Dt 6:1-9).

Portanto, o pastor que exerce liderança deve ser um homem que ame de verdade a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Ele não pode ler e estudar a Bíblia profissionalmente, buscando mensagem; deve lê-la e estuda-la com avidez, e respeitá-la. Ao subir ao púlpito, o povo deve ver seu amor e seu zelo pelas Escrituras. Ao expô-la, ele deve mostrar conhecimento da Bíblia e como ela se aplica à vida do povo. Para acontecer isto, o pastor deve estudá-la.

3. Adoração ao Senhor. Os nossos compromissos com Deus não devem ser apenas gerais, mas também, e, sobretudo, em áreas específicas como, por exemplo, a adoração ao Senhor. O fim principal da nossa vida é glorificar e adorar a Deus, por isso o culto deve ser o centro da nossa vida. O rev. Hernandes Dias Lopes citando John Piper diz que adoração, e não missões é a ocupação principal da igreja, porque Deus, e não o homem, é o centro de todas as coisas. O propósito de missões é que os povos adorem o Deus vivo, que está assentado no trono do universo. Conforme disse Hernandes Dias Lopes, John Frame, escrevendo sobre adoração, afirma: "A adoração deve ser teocêntrica. Nós adoramos a Deus porque Ele supremamente merece ser adorado e deseja ser adorado. Nós adoramos para agradar a Deus e não a nós mesmos. Nesse sentido, adoração é vertical, focada em Deus. Não devemos adorar para sermos entretidos ou para melhorar a nossa autoestima, mas para honrar nosso Senhor que nos criou e nos redimiu".

Na dedicação dos muros e portas de Jerusalém, Neemias preparou um culto especial de adoração e louvores a Deus (Ne 12:27) e ordenou que dois corais fossem à frente dos cortejos durante a celebração(Ne 12:38). O verdadeiro líder adora a Deus, porque sabe que toda a glória deve ser endereçada ao Senhor de toda a glória. Neemias adorou a Deus: "Ah! Senhor, Deus dos céus, Deus grande e terrível, que guardas o concerto e a benignidade para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos!"(Ne 1:5). Deus deve ser adorado por ser quem ele é: bendito, exaltado, supremo. Diante dele os anjos se curvam. "Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus, seja honra e glória para todo o sempre. Amém” (1Tm 1:17).

CONCLUSÃO


O segredo da vitória de Neemias frente aos desafios que enfrentara, foi a sua "integridade". O verdadeiro servo de Deus deve ser um íntegro, ou seja, estar inteiramente moldado pelo Senhor. É a sinceridade (ser "sem cera", sem qualquer trinco em seu caráter), que nos permitirá vencer o mal e alcançar a vida eterna. Será que podemos repetir as palavras do apóstolo Paulo: "sede meus imitadores, como eu sou de Cristo? "(1Co 11:1). Não nos esqueçamos de que nosso Deus conhece o íntimo do homem (1Sm.16:7; Jo 2:23-25). Assim, não adianta participarmos dos cultos e demais reuniões se não formos sinceros, íntegros e tementes a Deus.

Quero de dizer que há muito para se reconstruir em nossos dias, ou seja, o mundo (humanidade) está com os muros fendidos e as portas destruídas. A humanidade está em calamidade espiritual, moral e material. Deus precisa contar com mulheres e homens destemidos e determinados para refazer lares e revitalizar vidas. Aprendamos, pois, com Neemias que em momento algum retrocedeu. Não faltaram motivos para que esse servo de Deus viesse a fracassar ou desanimar com o ministério que Deus lhe havia confiado, ou seja, revitalizar a cidade de Jerusalém que estava totalmente destruída (cf Ne 2:13-17). No entanto, mesmo diante dos obstáculos foi capaz e muito perseverante em seu objetivo, buscando forças no Senhor para começar e terminar a tarefa de reconstrução da cidade. Coragem, determinação, comprometimento, motivação, amor à obra de Deus e outras qualidades foram muito importantes para o sucesso e triunfo ministerial de Neemias. Da mesma forma a liderança das igrejas locais podem muito bem ser comparadas ao trabalho de Neemias, pois o dia-a-dia de um pastor-líder é desafiador e muito desgastante. Como Neemias, o pastor enfrenta todo tipo de oposição. Apesar de tudo, o Senhor Jesus falou que: "ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus” (Lc 9: 62).

Aqui concluímos o estudo do precioso livro de Neemias, conforme tópicos propostos pelas lições da CPAD. Aprendemos muito com a vida e obra deste grande homem de Deus.


Muito obrigado por acompanhar-me durante todo este trimestre. Espero que os subsídios tenham contribuído para aperfeiçoar suas aulas. Que Deus esteja com todos nós no decorrer do ano de 2012. Que o Espírito Santo conserve em nós a mesma integridade, sinceridade, desvelo, obediência a Palavra de Deus, dependência total dEle, e demais qualidades que fizeram de Neemias um servo amado por Deus. Que ao longo de 2012, Deus se agrade de nosso trabalho como se agradou do trabalho de Neemias. Amém?


Notas Bibliográficas


Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembleia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com


Referências Bibliográficas:
William Macdonald – Comentário Bíblico popular (Novo Testamento).
Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Revista Ensinador Cristão – nº 48.

O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.

Comentário Bíblico Beacon – CPAD.

Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.

Hernandes Dias Lopes – Neemias -o líder que restaurou uma nação.

BARNA, George (editor). Líderes em ação: sabedoria e encorajamento na arte de liderar o povo de Deus. Campinas, SP: United Press, 1999.

[1] SANDERS, J. Oswald. Liderança espiritual: os atributos que deus valoriza na vida de homens e mulheres para exercerem liderança. São Paulo: Mundo Cristão, 1985.

[2] HABECKER, Eugene B. Redescobrindo a alma da liderança. São Paulo: Vida, 1998.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Será Deus Culpado?


Finalmente a verdade é dita na TV Americana.

A filha de Billy Graham estava sendo entrevistada no Early Show e Jane Clayson perguntou a ela:

'Como é que Deus teria permitido algo horroroso assim acontecer no dia 11 de setembro?'

Anne Graham deu uma resposta profunda e sábia:

'Eu creio que Deus ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós.

Por muitos anos temos dito para Deus não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas.

Sendo um cavalheiro como Deus é, eu creio que Ele calmamente nos deixou.

Como poderemos esperar que Deus nos dê a sua benção e a sua proteção se nós exigimos que Ele não se envolva mais conosco?'

À vista de tantos acontecimentos recentes; ataque dos terroristas, tiroteio nas escolas, etc...

Eu creio que tudo começou desde que Madeline Murray O'hare (que foi assassinada), se queixou de que era impróprio se fazer oração nas escolas Americanas como se fazia tradicionalmente, e nós concordamos com a sua opinião.

Depois disso, alguém disse que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas...

A Bíblia que nos ensina que não devemos matar roubar e devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos. E nós concordamos com esse alguém.

Logo depois o Doutor Benjamin Spock disse que não deveríamos bater em nossos filhos quando eles se comportassem mal, porque suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar sua autoestima (o filho dele se suicidou) e nós dissemos:

'Um perito nesse assunto deve saber o que está falando'.

E então concordamos com ele.

Depois alguém disse que os professores e diretores das escolas não deveriam disciplinar nossos filhos quando se comportassem mal. Então foi decidido que nenhum professor poderia disciplinar os alunos... (há diferença entre disciplinar e tocar).

Aí, alguém sugeriu que deveríamos deixar que nossas filhas fizessem aborto, se elas assim o quisessem.

E nós aceitamos sem ao menos questionar.

Então foi dito que deveríamos dar aos nossos filhos tantas camisinhas, quantas eles quisessem para que eles pudessem se divertir à vontade.

E nós dissemos: 'Está bem!'

Então alguém sugeriu que imprimíssemos revistas com fotografias de mulheres nuas, e disséssemos que isto é uma coisa sadia e uma apreciação natural do corpo feminino.

E nós dissemos:

'Está bem, isto é democracia, e eles têm o direito de ter liberdade de se expressar e fazer isso'.

Depois outra pessoa levou isso um passo mais adiante e publicou fotos de Crianças nuas e foi mais além ainda, colocando-as à disposição da internet.

Agora nós estamos nos perguntando por que nossos filhos não têm consciência e porque não sabem distinguir o bem e o mal, o certo e o errado;

Porque não lhes incomoda matar pessoas estranhas ou seus próprios colegas de classe ou a si próprios...

Provavelmente, se nós analisarmos seriamente, iremos facilmente compreender:

Nós colhemos só aquilo que semeamos!!!

Uma menina escreveu um bilhetinho para Deus:

'Senhor, porque não salvaste aquela criança na escola?'

A resposta dele:

'Querida criança, não me deixam entrar nas escolas!'

É triste como as pessoas simplesmente culpam a Deus e não entendem porque o mundo está indo a passos largos para o inferno.

É triste como cremos em tudo que os Jornais e a TV dizem, mas duvidamos do que a Bíblia, ou do que a sua religião, que você diz que segue ensina.

É triste como alguém diz:

'Eu creio em Deus'.

Mas ainda assim segue a satanás, que, por sinal, também ''Crê'' em Deus.

É engraçado como somos rápidos para julgar, mas não queremos ser julgados!

Como podemos enviar centenas de piadas pelo e-mail, e elas se espalham como fogo, mas, quando tentamos enviar algum e-mail falando de Deus, as pessoas têm medo de compartilhar e reenviá-los a outros!

É triste ver como o material imoral, obsceno e vulgar corre livremente na internet, mas uma discussão pública a respeito de Deus é suprimida rapidamente na escola e no trabalho.

Você mesmo pode não querer reenviar esta mensagem a muitos de sua lista de endereços porque você não tem certeza a respeito de como a receberão, ou do que pensarão a seu respeito, por lhes ter enviado.

Não é verdade?

Gozado que nós nos preocupamos mais com o que as outras pessoas pensam a nosso respeito do que com o que Deus pensa...

'Garanto que Ele que enxerga tudo em nosso coração está torcendo para que você, no seu livre arbítrio, envie estas palavras a outras pessoas'.

Fonte: www.adperus.com.br/reflexao/sera-que-deus-e-culpador

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

12 Lição de 18de dezembro de 2.011


As Consequências do Jugo Desigual

TEXTO ÁUREO

“Não vos prendias a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2Co 6.14).

O termo ‘comunhão’ (Gr koinonia), significa ‘compartilhamento’, ‘uniformidade’, ‘associação próxima’, ‘parceria’, ‘participação’. Quando essa Koinonia é fruto do Espírito Santo, o individuo compartilha o vínculo comum e íntimo de companheirismo com os demais crentes. Já o termo ‘trevas’, do Gg ‘skotos’, é utilizado para traduzir a escuridão física, bem como a escuridão espiritual, moral e intelectual. As trevas surgem do erro, da ignorância, da desobediência, da cegueira voluntária e da rebelião. Nesse versículo, Paulo ratifica seu ensino anterior para que os crentes evitem toda sorte de associações com idolatria e qualquer união comprometedora com infiéis (veja 1Co 10.1 a 11.1).

VERDADE PRÁTICA

O casamento não é um mero contrato social, mas uma instituição divina que tem de ser levada a sério e firmada de acordo com a vontade de Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Neemias 13.23-29.

OBJETIVOS

· Conscientizar se de que o casamento é uma instituição divina;
· Compreender que Deus não aprova o casamento misto; e
· Entender que o jugo desigual acarreta pesadas consequências

PALAVRA CHAVE

Casamento: União voluntária de um homem e uma mulher.

I. Introdução

O que é o casamento? O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa define o termo como “Contrato de união ou vínculo entre duas pessoas que institui deveres conjugais”, bem como o termo equivalente ‘Matrimônio’ como “União legítima entre duas pessoas, legalizada com as cerimônias e formalidades religiosas ou civis para constituir uma família”. Gênesis 2.18: “E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele..” O Matrimônio não é um produto cultural humano. Foi o próprio Deus quem ajuntou o homem e a mulher mesmo antes da existência do pecado (Gn 2.21,22; 1Co 7.7; 1Tm 4.3). Se podemos concluir que o casamento é uma instituição de Deus não devemos tratá-lo como se fosse do homem usando a sabedoria do homem para o melhorar, manipular ou regulamentar. Deus tem dado a Sua palavra sobre o assunto e é essa que queremos e devemos seguir: “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mt 19.6). De uma forma geral, tanto o homem quanto a mulher possuem uma necessidade nata de ter um ao outro e nessa união glorificar a Deus. Quando essa união não acontece, o que há é um vazio e solidão. Deus mesmo testificou que “não é bom que o homem esteja só”. Por este motivo criou Deus essa instituição que, apesar da perseguição e oposição, permanece firme. Hoje, temos a oportunidade de aprendermos mais sobre o casamento e também sobre como as uniões mistas podem ser prejudiciais.

I. O CASAMENTO NO ANTIGO TESTAMENTO

1. A natureza do casamento. O casamento foi instituído por Deus com o objetivo de proporcionar felicidade ao homem e a mulher. Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança, macho e fêmea, e também instituiu o casamento. São estas as palavras ditas pelo Eterno: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2.24). Nesse texto encontramos três princípios que norteiam o casamento: (a). Heterossexual - um homem unindo-se à sua mulher; Não há, em termos bíblicos, legitimidade para a relação homossexual, ela está em desordem com o propósito de Deus; (b). Monogâmico - o homem deve deixar pai e mãe para unir-se à sua mulher; não há legitimidade à prática da poligamia ou da poliandria; (c). Monossomático - os dois tornam-se uma só carne; é no casamento que se pode desfrutar da relação sexual com alegria, santidade e fidelidade. Não há outra ‘receita’ para um casamento feliz, esses princípios estabelecidos por Deus, se aplicados, fará do matrimônio a base da sociedade. Curiosamente, a poligamia não era comum nos tempos bíblicos, embora fosse permitido o casamento com mais de uma mulher ao mesmo tempo, como quando Jacó casou-se com Lia e Raquel e teve relações sexuais com as servas delas. Uma razão era que o marido tinha de ser muito rico para sustentar mais de uma mulher. A realeza era mais tendenciosa à poligamia; Davi tinha várias, inclusive Mical, Abigail e Bate Seba, e Salomão teve um número ainda maior durante o período mais próspero do seu reinado. Levítico 21.13,14 proíbe o sumo sacerdote de ter várias esposas, também há outros vultos importantes do Antigo Testamento que foram monógamas: Noé, José [1].

2. Casamentos proibidos. Os casamentos eram arranjados, se possível dentro da mesma família (Gn 24.3,4), às vezes acontecia com membros de outros clãs (Gn 41.45; Rt 1.4), geralmente por razões políticas (1Rs 11.1; 16.1,3), mas nunca era aprovado por motivos religiosos que sempre contaminavam todo o povo (1Rs 11.4). Temos registros de proibição de casamentos com membros familiares muito próximos em Levíticos 18.6-18. Israel estava proibido de entrar em qualquer tipo de sociedade com as nações da terra – sete estados pequenos, juntos eram mais populosos e poderosos do que Israel (Dt 7.1). Havia razões para essa proibição: as esposas pagãs acabariam levando o povo de Deus à idolatria, fato tristemente observado na vida de Salomão, justo o homem mais rico e sábio, através de suas muitas esposas, tornou-se seguidor de Astarote, a deus Cananéia da fertilidade cujo culto envolvia ritos sexuais e astrologia. Também seguiu a Milcom e Moloque, cujos cultos envolvia sacrifícios humanos, particularmente de crianças (veja 1Rs 11.1-7). Não basta sabedoria, mesmo que sobrenaturalmente concedida, devemos, acima de tudo, ser obedientes!

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Os israelitas receberam a ordem divina de não se misturar com os cananeus.

II. O CASAMENTO MISTO NO TEMPO DE NEEMIAS

1. A constatação do erro. Deus havia ordenado a extinção das nações pagãs que ocupavam a terra de Canaã quando Israel conquistou seus limites – “Deuteronômio 7.2 usa um verbo derivado do termo hebraico herem – ‘Totalmente destruirás’. Tal ação pode nos parecer impiedosa, mas Deus certamente agiu soberanamente e visou prevenir Israel de pôr em risco o seu relacionamento de aliança com o Eterno” [2]. Israel era uma nação santa, separada para um relacionamento com Deus. Essa escolha recai na soberania divina e sua essência permanece um mistério. O sucesso desse relacionamento baseava-se na conservação dessa aliança que por sua vez, dependia da separação total daqueles povos pagãos. Não obstante isso, o povo que regressou com Neemias, mesmo depois daquele reavivamento, arrependimento e concerto com Deus, voltou a incorrer no mesmo erro que Salomão: “Vi também, naqueles dias, judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas” (Ne 13.23).

2. As consequências do casamento misto. “Na época de Neemias, era necessário que o pecado fosse claramente identificado e que o povo de Deus fosse mantido rigorosamente separado da influência das nações pagãs daquela época. Só assim o plano redentor de Deus poderia ser executado em seu devido tempo, e todos os povos do mundo teriam a oportunidade de receber os benefícios da salvação. Apesar da grande reforma feita por Esdras, a respeito de alianças matrimoniais com nações estrangeiras, e, apesar do pacto que havia sido recentemente ratificado no qual o povo havia prometido abster-se desse costume, Neemias descobriu ao voltar de Susã que muitos judeus da comunidade haviam novamente voltado à pratica de se casar com mulheres (pagãs) estranhas. Mulheres estranhas seriam ‘esposas estrangeiras’. Como consequência, as crianças seriam criadas em lares judeus que não falavam a língua de seus pais. Nesta questão, até a família do sumo sacerdote Eliasibe havia desobedecido à lei de Moisés. Eliasibe estava ligado, por casamento, a Tobias [...]. Mas, o que era pior, um de seus netos, que estava na sua linhagem de sucessão, havia se casado com a filha de Sambalate, o maior inimigo dos judeus desse período” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. II, 1.ed., RJ: CPAD, 2005, p.535) [3]. Uma drástica consequência de casamentos mistos é a influência negativa que os filhos dessa união terão. No caso dos judeus que voltaram do exílio, “seus filhos falavam meio asdodita e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de cada povo” (Ne 13.24). Certamente há uma inclinação em nossa natureza que é tendenciosa ao pecado, e a maior influência na educação dos filhos de uma união mista, como se vê nesse caso das mulheres asdoditas, é exercida pela parte infiel/pagã.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Por causa do casamento misto as famílias judaicas passaram a enfrentar problemas.

III. RESPONSABILIDADE MINISTERIAL ACERCA DO CASAMENTO

1. O jugo desigual. Deus enxerga o casamento como a união de duas pessoas que se tornam uma só. Não há possibilidade de juntar opostos harmoniosamente. Disso fala Paulo em 2Co 6.14 ao expor as alianças mistas – casamentos, associações de negócios impróprios ou relacionamentos com pagãos idólatras. Alguns intérpretes entendem que Paulo tinha em mente a associação com falsos apóstolos e profetas, a quem ele considerava responsáveis pela recente divisão de seu relacionamento com a Igreja de Corinto (2Co 11.13-15). Qual tenha sido o pensamento de Paulo, isso nos mostra que o jugo desigual se aplica não apenas ao matrimônio, mas a toda sorte de união com descrentes e inclusive falsos crentes. Casamento é tomado como figura da união entre Cristo e a Igreja, por isso mesmo a escolha de cônjuges torna-se muito importante, visto que cada um irá identificar-se com o outro em sua união. Não podemos ignorar os perigos do jugo desigual. Deus advertiu com frequência o povo sobre o perigo do jugo desigual por causa da tendência disso resultar em comprometimentos perigosos e por fim, no abandono do compromisso com o Senhor. Malaquias alerta especificamente sobre o perigo dos casamentos mistos (Ml 2.11). Os crentes da Nova Aliança são advertidos a não contrair aliança com pessoas de outra fé (1Co 7.39; 2Co 6.14). Casamentos assim são frequentemente problemáticos, causam dores à parte crente, e têm a tendência de fracassar quando os dois cônjuges estão firmes em suas respectivas crenças. Da mesma maneira, aqueles crentes que se acham ligados a descrentes pelo matrimônio, o Novo Testamento tem princípios norteadores (1Co 7.12-16; 1Pe 3.1-2). O crente nessa situação deve agir com muita sabedoria, respeitando a crença do seu cônjuge e ao mesmo tempo, aplicando-se ainda mais a sua fé. Quanto à educação dos filhos que nascerem, deve haver um acordo sobre como irão ensinar espiritualmente seus filhos. Muita dor e sofrimento poderiam ser evitados se formos obedientes ao Senhor.

2. As consequências do jugo desigual. Aqueles crentes que contraíram matrimônio com pessoas não crentes devem observar, especialmente, os conselhos de Pedro; às mulheres ele diz que elas não devem fiar-se em suas próprias palavras para ganhar seu marido para Cristo, mas com um espírito dedicado e devoto a Cristo e num comportamento reverente perante o marido ímpio. Esse comportamento não é fruto da intimidação, mas da confiança em Deus. A educação dos filhos deve ser, dentro do possível, conduzida de modo que estes quando crescerem, não se desvie do Senhor, através de um espírito reverente, dedicado e devoto ao Senhor, sendo referência espiritual.

3. Uma recomendação sempre atual. A meu ver, precisamos de equilíbrio, saber quem sou e com quem me relaciono, sem extremismos. Entendendo o que vem a ser ‘jugo desigual’ – ‘conflito de valores’; ‘visão de mundo diversa’, é quase impossível para o crente que se relaciona com os que não partilham a mesma fé, não tomar decisões levianas. Não sou adepto da cultura ‘ditatorial do proibido’ imposta por lideranças, contudo sabemos que nossos atos trazem consequências. Nossos jovens estão a mercê desse perigo, e seria utopia que eles se envolvessem apenas com jovens do nosso meio; estão num ‘dualismo vivencial’, igreja e cotidiano, e isso muitas vezes implica no arriscado jogo da mistura. Não há outra intercessão por nossos jovens do que a oração de Cristo: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal” (Jo 17.15). Também não acredito no mito de que a jovem crente só deve casar com o jovem da igreja, por que supostamente não há ‘jugo desigual’ dentro da Igreja, já que todos são crentes na mesma doutrina. Como discorri nesse subsídio, ‘jugo desigual’ é todo caminhar em desnível. Casar com alguém sem o verdadeiro amor, apenas porque pertence à mesma fé, ou por imposição, será uma tragédia, uma prisão. Crente quando não ama o outro caminha em desnível, é um jugo desigual. Não podemos admitir que as formalidades, as aparências, as opiniões, conveniências, ministérios, liderança, constituam um jugo desigual para nossos jovens. Não podemos esquecer que somos crentes pela Graça de Deus e somos cidadãos vivendo a liberdade do evangelho em Seu reino. Quando Paulo se refere a ‘não prender-se a um jugo desigual’, ele fala do ponto de vista de um contexto bem diferente desse nosso. Corinto era uma cidade portuária e receptora/difusora das maiores mazelas espirituais daquela época de frouxidão moral; ele se referia na verdade a ‘um modo de ser’, fato comprovado quando ele escreve na segunda carta que o ‘incrédulo’ ao qual não se deve associar em hipótese alguma é justamente aquele que se diz ‘crente’. Paulo fala de ‘um modo de ser’, e não uma filiação religiosa. Paulo diz claramente que não se deve prender a desníveis relacionais com o que anda conforme outra consciência, pois não há possibilidade de harmonia. O Jugo desigual não está restrito apenas ao casamento, mas a toda forma de vínculo que pretenda ser estável. Meu entendimento é que casamento é a profissão de fé do amor, e onde há amor, há harmonia, pois o amor não se porta com indecência, não busca os seus próprios interesses, insistindo em seus próprios direitos e exigindo precedência, pelo contrário, é altruísta; folga com a verdade, tudo sofre, defendendo e suportando o outro; tudo crê tudo espera, tudo suporta (1Co 13).

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Os líderes devem orientar os jovens acerca das terríveis consequências de se contrair matrimônio com infiéis.

CONCLUSÃO

Paulo exultou com a liberdade que há em Cristo. Os crentes legalistas criticavam sua maneira de ser, mas ele respondeu: ‘sou livre da servidão religiosa. Por que todos querem que eu volte para ela?’ Somos livres para servir ao Senhor de todas as maneiras coerentes com a sua Palavra, vontade, natureza e santidade. Jesus e o Pai modelam o relacionamento para o matrimônio: Marido e esposa devem compartilhar um amor mutuo (Jo 5.20;14.31); Marido e esposa vivem em unidade (Jo 10.30; 14.9,11). Maridos expressam amor por sua esposa através de cuidado, vida compartilhada, atenção (Jo 5.20,22; 8.29; 11.42; 16.15; 17.2); Esposas expressam amor pelo seu cônjuge tendo as mesmas vontades e propósitos que ele; exercendo autoridade que lhes foi confiada com humildade e serenidade, não rivalizando ou competindo, mas mostrando respeito tanto em comportamento quanto em ação (Jo 4.34; 5.19,300; 8.28; 14.31; 15.10; Fp 2.55,6,8). Se estes princípios norteadores baseados no relacionamento do Pai com o Filho não estiverem presentes em nosso relacionamento conjugal, o casamento não passa de um caminha em desnível, de um jugo desigual. Deus instituiu o casamento para ser uma bênção, no entanto, precisamos obedecer ao Senhor, para que as suas promessas cumpram-se em nossa vida, não omitindo os conselhos bíblicos quanto à vida conjugal, mas evitando estereótipos, preconceitos e falsa moral, precisamos estar sempre atentos quanto à preservação dos valores familiares cristãos investindo em aconselhamento aos nubentes, em instrução aos jovens para que a liberdade que vivemos em Cristo não venha ser causa de tropeço.


Fonte: Francisco A Barbosa, auxilioaomestre@bol.com.br

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas do 4º Trimestre de 2011, Jovens e Adultos, Neemias - Integridade e coragem em tempos de crise. Comentário: Elinaldo Renovato; CPAD. p. 56 a 62;

CITAÇÕES:
[1]. Adaptado de GOWER, Ralph, Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos; Trad. Neyd Siqueira. CPAD, Rio de Janeiro, RJ; 1ª Edição, 2002; p. 63 e 64;
[2]. Extraído de Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001; nota textual de Dt 7.2,3; p. 195;
[3].Extraído de: RENOVATO, Elinaldo. Neemias — Integridade e coragem em tempos de crise. Lições Bíblicas CPAD, Jovens e Adultos, 4º Trimestre de 2011, p. 90;

OBRAS CONSULTADAS:
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. BENTHO, E. C. A Família no Antigo Testamento. História e Sociologia. 5.ed., RJ: CPAD, 2011.

Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/ , na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel, salvo indicação específica.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

11 Lição de 11 de dezembro de 2.011


O dia de Adoração e Serviço a Deus

TEXTO ÁUREO

No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite” (At 20.7 — ARA).

O primeiro dia da semana, domingo. Desde que eles estavam reunidos para adoração no primeiro dia da semana, o dia do Senhor de Ap 1.10, esta celebração incluía a Ceia do Senhor – o partir do pão de Mt 26.17-30 (At 2.42) e não era apenas uma refeição de confraternização. Paulo exortava-os – caracteriza que esse era um culto de pregação e ensino de domingo à tarde.

VERDADE PRÁTICA

O domingo, como dia de adoração e serviço, é o referencial mínimo que o crente deve consagrar ao Senhor.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Neemias 13.15,17; Atos 20.7-12. OBJETIVOS

· Compreender que a guarda do sábado foi ordenada pelo Senhor;
· Conhecer os prejuízos do descumprimento do mandamento de Deus; e
· Conscientizar-se de que a morte vicária de Jesus anulou as exigências cerimoniais da lei.

PALAVRA CHAVE

Consagração: Do latim consecrationem. Dedicação amorosa e sacrifical ao serviço divino.

I. Introdução

No Antigo Testamento, o ‘Sábado’ (Gr sabbaton, hb shãbath), possui em sua raiz o significado de cessação de atividade. O Dicionário VINE define como “a idéia não é de relaxamento ou repouso, mas cessação de atividade”. A conotação com o descanso físico vem pelo fato de que a suspensão dos trabalhos proporciona descanso, e porque Deus destinou o sétimo dia não só para repouso e memorial do término de sua criação, mas como dia de culto, adoração e comunhão com Ele (Ex 16.27; 31.12-17). Gênesis 2.2,3 apresenta a primeira referência acerca do Sábado quando afirma que Deus suspendeu sua atividade criadora. O princípio da criação do shãbath é destinar um dia ao repouso e ao exclusivo culto ao Senhor: “Seis dias trabalharás, mas o sétimo dia será o sábado do descanso solene, santo ao Senhor” (Êx 31.15). O Decálogo apresenta aos judeus o dever de guardar o Sábado, lembrando que “em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou” (Êx 20.8-11). A falha na observação desse mandamento era castigada com a morte (Ex 31.12-17). Foi dado aos judeus como sinal entre Deus e os filhos de Israel: “Tu, pois, fala aos filhos de |Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados, porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações, para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica. Portanto, guardareis o sábado...aquele que o profanar, certamente morrerá” (Êx 31.13-14). É importante lembrarmos que tais leis foram sombras das coisas futuras – não temos a necessidade de observá-lo como tinham os judeus. Vamos conhecer um pouco mais sobre este assunto que, dado sua inserção no Decálogo, causa divergências doutrinárias até hoje entre grupos cristãos, notadamente entre sabatistas e os demais protestantes. Vamos aproveitar para dirimir quaisquer dúvidas que por ventura pairem quanto o sábado em si, o qual não temos a necessidade de observar, mas sim, a necessidade de se separar ao menos um dia na semana para cessar toda obra e dedicar exclusivamente à adoração a Deus. Boa Aula!

II. Desenvolvimento

I. DEUS ORDENA A GUARDA DO SÁBADO

1. Uma ordenança divina para os israelitas. É interessante que para o judeu, guardar o Sábado é guardar a aliança firmada entre Deus e Israel quanto ao seu relacionamento e santificação (Êx 31.13,17), já que o Sábado é um sinal do relacionamento entre Deus e Israel. Quando os contemporâneos de Neemias negligenciaram a guarda do Sábado, na verdade estavam desconsiderando os propósitos de Deus para a criação através da sua redenção de Israel. Nessa aliança, Deus era o Santificador, aquele que os fortalecia para a obediência. Sabemos que todas estas coisas registradas no Antigo Testamento foram sombras das coisas futuras e embora estejam estabelecidas como ‘estatuto perpétuo’ [como também a páscoa, a queima de incenso, o sacerdócio levítico e ofertas de paz], vigoraram até Cristo “E, quando vós estáveis mortos nos pecados e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas” (Cl 2.13). A lei não pode livrar o homem da morte do pecado, nem se achou alguém capaz de cumprir fielmente toda a vontade de Deus expressa na Lei. É o Cristo quem nos livra das penalidades da lei, agora estamos sujeitos não a lei, mas debaixo da graça “Havendo riscado a cédula que era de alguma maneira contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz” (Cl 2.14); Cofira Rm 6.14. A lei de Moisés serviu para nos conduzir a Cristo. Hoje, também temos um dia especial cuturalmente dedicado à adoração a Deus: o domingo, o primeiro dia da semana - pois neste o Senhor Jesus ressuscitou (Mc 16.2,9). É um princípio que todos os crentes devem considerar seriamente.

2. Um sinal entre Deus e o seu povo. Intencionado para o bem do homem, o Sábado foi instituído por Deus para ser um dia de descanso e de celebração especial do concerto. O Sábado não era somente um dia de descanso, mas um dia de santidade, quando o povo deixava suas preocupações e objetivos materiais da vida de lado, e dedicavam à adoração (Dt 5.27; Lv 46.45, 46).

3. O propósito divino da guarda do sábado. A obediência de Israel deveria provir de um relacionamento baseado no amor. O que tornava Israel diferente de outras nações era o relacionamento com o seu Deus e por isso mesmo, era um povo santo (separado). O sucesso de Israel e sua prosperidade estão condicionados a conservação desse relacionamento de aliança com Deus. Alguém que está numa situação de aliança com Deus deve parar as atividades diárias da vida e honrar a Deus com o descanso todo o sétimo dia. Foi este o padrão estabelecido por Deus na criação: “seis dias ele trabalhou e, no sétimo, descansou”. A propósito, o sentido do termo hebraico é exatamente 'renunciar'; a guarda do sábado tinha como propósito proporcionar ao homem um dia de descanso, adoração e serviço ao Senhor.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

A guarda do sábado era uma ordenança divina para os israelitas.

II. O DESCUMPRIMENTO DA LEI MOSAICA NO TEMPO DE NEEMIAS

1. O desrespeito pela guarda do sábado. Não obstante a severidade da ‘punição’ à quebra desse sinal, o povo negligenciou o Sábado profanando-o. Mesmo depois daquele grande dia de ‘escola dominical ao ar livre’ onde choraram, se arrependeram e firmaram nova aliança, na ausência de Neemias, os judeus continuaram a profanar o dia do Senhor. Passaram-se trinta anos desde o ministério inicial de Esdras com relação ao Sábado, e o povo estava violando este dia santo quando Neemias retoma o governo. Neemias tinha consciência de que o povo quebrara os mandamentos do Senhor e alerta-os de que os mesmos pecados produziriam os mesmos resultados calamitosos. O Sábado é uma sombra da realidade espiritual trazida por Cristo (Cl 2.16,17). Seu significado encerra o sentido de descanso e libertação do trabalho: Cristo trouxe o descanso e a libertação do pecado. Jesus é o descanso para o qual a sombra do sábado apontava (Mt 11.28-30). Mesmo a libertação e o descanso que Jesus nos dá agora são apenas uma antecipação do descanso verdadeiro que os cristãos experimentarão no céu (Hb 4.9). Os crentes de hoje devem observar o Novo Testamento, que não ordena que qualquer dia seja completamente posto de lado como um dia de descanso, mas sim, mostra o padrão dos cristãos reunindo-se para adorar juntos nos domingos (At 20.7; 1Co 16.1,2).

2. A ganância dos mercadores. Viver do modo como Deus requer implica em fazer das prioridades de Deus nossas prioridades, levando em consideração que, com frequência, elas são diferentes das nossas. Neemias protestou contra os negociantes que desrespeitavam o sábado (Ne 13.20,21) por que para ele, guardar o Sábado era guardar a aliança firmada com Deus (Êx 31.13,17); Quando os negociantes negligenciaram a guarda do Sábado, na verdade estavam desconsiderando as prioridades de Deus de Israel. Neemias, num gesto de temor a Deus, mandou que os mercadores se ausentassem da cidade e parassem com o comércio. Esta ação de Neemias nos convoca a estarmos dispostos a cortar o mal pela raiz onde quer que ele tenha se tornado parte da vida do crente.

3. Neemias proíbe o comércio no sábado. Povo santo descreve um povo separado do mundo, dedicado ao Senhor e ao seu serviço e habitado pela sua presença. O povo precisava compreender que era essencial para eles a adoração; esse era o objetivo redentor do reestabelecimento e regeneração do reino. O Sábado deveria ser um dia sagrado, dedicado a Deus, quando deveriam renunciar as atividades diárias da vida e honrar a Deus com o descanso todo sétimo dia. A contagem do tempo era a partir do pôr do sol, o Shabbat inicia com o pôr do sol da sexta-feira, todos os trabalhos então, deviam cessar. Como acontecem hoje, os ímpios não compreendem o princípio de vida de alguém que está em aliança com Deus. O Shabbat é o dia quando todas as atividades param, e Israel descansa e medita na glória de Deus, assim como Deus descansou naquele primeiro sábado de Gn 2.1-3. Guardar o sábado era um sinal que demonstrava submissão a Deus e honrá-lo trazia grandes bênçãos (Is 58.13,14). Neemias, então, exortou os judeus e gentios de Jerusalém a que guardassem o sábado, a fim de evitar o juízo divino sobre a cidade.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Neemias exorta o povo a guardar o Dia do Senhor.

III. A GUARDA DO SÁBADO EM O NOVO TESTAMENTO

1. A essência do dia de descanso. A importância do crente separar um dia da semana para dedicar ao sagrado está em manter a sua saúde física, mental e espiritual. O Shabbat era uma sombra da realidade espiritual trazida por Cristo (Cl 2.16,17), significa descanso e libertação do trabalho - Cristo trouxe o descanso e a libertação do pecado. Jesus é o descanso para o qual a sombra do Shabbat apontava (Mt 11.28-30). Mesmo a libertação e o descanso que Jesus nos dá agora são apenas uma antecipação do descanso verdadeiro que os crentes experimentarão no céu (Hb 4.9).

2. Jesus e o dia de descanso. Jesus era judeu nascido sob a lei (Gl 4.4) e, portanto obedeceu a todas as leis do Velho Testamento. Jesus foi circuncidado, ordenou a entrega de oferendas ao sacerdote, pela purificação, guardou a Páscoa, etc. (Lc 2.21; 5.12-14; Mt 26.18,19). Mas quando Jesus morreu, ele inaugurou a nova aliança e revogou a velha. Se o fato que Jesus guardou a Páscoa não prova que nós também deveríamos guardá-la, então o fato que Jesus guardou o sábado não prova que nós deveríamos guardá-lo também. Na época de Jesus, os legalistas judeus adicionaram todo o tipo de regras e regulamentos novos para que se guardasse apropriadamente o Shabbat. Assim, o Shabbat tornou-se um fardo, em vez de uma bênção. Esses legalistas judeus substituíram a lei divina por suas próprias leis (Mt 15.29). Quando Jesus foi interpelado pelos fariseus quando os discípulos debulharam espigas num sábado, respondeu-lhes que não eram culpados de violar qualquer lei escriturística sobre o Shabbat, mas apenas a interpretação dos farizeus. O Shabbat deveria servir para o benefício espiritual e fisico de seu povo, não sendo um fardo impossível na tentativa de se observar regras rigorosas impostas por homens (Veja Mc 2.23 a 3.6).

3. O cristão deve guardar o sábado? O sábado judaico não é mais obrigatório para os crentes, pois já não estamos sob o jugo da Lei (Rm 6.14). Com a morte expiatória de Jesus, as exigências cerimoniais da legislação mosaica foram completamente canceladas, pois todas foram plenamente cumpridas em Cristo e por Cristo (Cl 2.14,16); Cristo aboliu a "lei dos mandamentos", e desde que a guarda do sábado era um destes mandamentos, e não foi incluída no Novo Testamento, não necessitamos guardar o sábado. "Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derrubado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu na sua carne a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse em si mesmo um novo homen, fazendo a paz." (Ef 2.14,15). A Igreja Primitiva adotou o domingo como o dia de adoração e continuou a fazer isso regularmente (At 20.7; 1 Co 16.2). Em Romanos 7.4-7, Paulo citando a Lei que incluía os Dez mandamentos - no versículo 7 ele citou: "Não cobiçarás" como uma das leis - claramente nos diz que morremos para a lei e estamos, portanto, "libertos da lei": "Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, e deste modo frutifiquemos para Deus. Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas postas em realce pela lei, operavam em nossos membros a fim de frutificarem para a morte. Agora porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra. Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás." (Veja ainda 2Co 3.6-11; Gl 3.15 a 5.4; Hb 7-10 e Cl 2.16,17). "Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das cousas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo." (Cl 2.16,17). Talvez seja este o texto mais importante de toda esta discussão, porque ele claramente menciona o dia do sábado como parte da sombra que foi substituída por Cristo. O sábado não é, para nós, hoje, mais parte do padrão de Deus do que a conservação do festival da lua nova. Ambos foram partes da aliança do Velho Testamento, que foi substituída pela nova aliança de Cristo. Os crentes de hoje estão em Nova aliança e devem observar o Novo Testamento, que não contem nenhuma ordenança para que qualquer dia seja completamente posto de lado como um dia de descanso, mas sim, mostra o padrão dos crentes primitivos reunindo-se para adorar juntos aos domingos (At 20.7; 1Co 16.1,2). É importante concluir que, optar pela guarda do Domingo como um dia sagrado, seria consignar outro erro, trocando apenas de roupa, mas mantendo o mesmo conteúdo! O nosso dia de repouso é o Domingo, como poderia ser o Sábado ou a Quarta, mas nenhum deles deve ser tomado como sagrado, uma vez que todos os dias são abençoados pelo Criador que nos deu um que é superior aos dias, meses, anos e tradições humanas - JESUS!

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A morte vicária de Jesus Cristo aboliu as exigências cerimoniais da legislação mosaica.

III. Conclusão

O domingo é observado como dia de culto em virtude do costume da Igreja Primitiva. Não podemos colocar o domingo na posição que o Shabbat ocupava e ocupa hoje para os judeus, senão incorreremos no mesmo erro. Não temos a obrigatoriedade de reservar qualquer dia que seja, mas sim, valorizar o descanso semanal, para que possamos adorar ao Senhor e mantermo-nos saudáveis, física, mental e espiritualmente. Acredito que a presente Lição apresenta fundamentos que são suficientes para demonstrar cabalmente que nenhuma pessoa, quer seja gentio quer seja judeu, ao crer em Jesus Cristo, tenha qualquer obrigatoriedade com a observação da guarda do Sábado, visto ser ele um preceito da lei de Mosaica, que era um concerto entre o Senhor e Israel somente. Agora, Jesus colocou o Velho Concerto de lado ao cumprí-lo totalmente, estabelecendo uma Nova Aliança: "Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz" (Cl 2.14); "Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar? Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também" (At 15.10,11).

Fonte: Francisco A Barbosa - auxilioaomestre@bol.com.br

Notas Bibliográficas

TEXTO BASE UTILIZADO:
-. Lições Bíblicas do 4º Trimestre de 2011, Jovens e Adultos, Neemias - Integridade e coragem em tempos de crise. Comentário: Elinaldo Renovato; CPAD. p. 77 a 83;
OBRAS CONSULTADAS:
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. SOARES, E. Heresias e Modismos. Uma análise crítica das sutilezas de Satanás. 1.ed., RJ: CPAD, 2006;
-. RHODES, R. O Cristianismo Segundo a Bíblia. A religião cultural e a verdade bíblica. 1.ed., RJ: CPAD, 2007;
-. RENOVATO, E. O livro de Neemias. 1.ed., RJ: CPAD, 2011.
Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/ , na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel, salvo indicação específica.