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sábado, 19 de novembro de 2011

8 Lição de 20 de Novembro de 2.011


O compromisso com a Palavra de Deus

TEXTO ÁUREO

Firmemente aderiram [...] de que guardariam e cumpririam todos os mandamentos do SENHOR, nosso Senhor, e os seus juízos e os seus estatutos” (Ne 10.29).

Comparada com a aliança abraâmica registrada em Gn 12.1,3, na qual o juramento foi feito exclusivamente por Deus, o juramento feito pelo povo enfatiza a natureza legal distinta das disposições da aliança com Moisés. Conforme o apóstolo Paulo revelaria mais tarde, a aliança com Moisés foi uma espécie de ‘tutor’, cuja implementação não anularia a aliança da promessa já feita com Abraão (Gl 3.17,24). Em toda a história da redenção, todos os acordos da aliança com Deus requerem uma obediência originada da fé em Deus e o desejo de observar os termos da aliança [1].

VERDADE PRÁTICA

O compromisso com a Bíblia é o requisito imprescindível para a Igreja de Cristo seguir vitoriosa.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Neemias 10.28-33.

Objetivos

-COMPREENDER que a Bíblia é o guia para que tenhamos uma vida vitoriosa e abundante;
-CONSCIENTIZAR-SE de que o crente não pode se casar com idólatras; e
-ESTABELECER um dia da semana para adorar ao Senhor.

Palavra Chave

Compromisso: Obrigação assumida por uma ou diversas partes; comprometimento.

I. Introdução

Segundo define o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, o termo compromisso (latim compromissum, -i, particípio passado de compromitto, -ere, comprometer), encerra o sentido de “Obrigação contraída entre diferentes pessoas de sujeitarem a um árbitro a decisão de um pleito”; “Promessa mútua”; “Concordata de falido com os seus credores”; “Comprometimento” [2]. Em toda a história da redenção, todos os acordos da aliança com Deus requerem uma obediência originada da fé em Deus e o desejo de observar os termos da aliança. Não obstante isso, encontramos um ciclo contínuo na história de Israel de ‘pecado, castigo, arrependimento e libertação’. Inicialmente, Israel é chamado para servir ao Senhor. Depois, abandona seus caminhos. Deus, então, entrega-os aos seus inimigos; Israel clama por socorro e por fim, o Senhor misericordiosamente vem em socorro e liberta-os. Em toda a história da redenção, encontramos pelo menos 12 grandes avivamentos: Moisés (Ex 32.33); Josué (Js 24); Samuel (1Sm 7.2-13); Davi (2Sm 6); Asa (1Rs 15.9-14; 2Cr 14,15); Josafá (2Cr 20); Elias (2Rs 18); Ezequias (2Cr 29-31) Manassés (2Cr 33.11-20); Josias (2Cr 34,35); Esdras (Ed 9,10; Ag 1) e Neemias (Ne 8-10). O Rev Josivaldo de França Pereira argumenta: “Segundo Coleman, o que se pode chamar de "o grande despertamento geral" ocorreu nos dias de Sete, pouco depois do nascimento de seu filho Enos: "Então se começou a invocar o nome do Senhor" (Gn 4.26). O nome Enos quer dizer fraco ou doente. O que é deveras significativo. Considerando o assassinato de Abel (Gn 3.9-15) e o aparecimento cada vez mais forte de doenças na raça humana, o nome Enos era bastante adequado. "É provável que fosse um reflexo da consciência da depravação humana e da necessidade da graça divina". À parte desta indicação não existe nenhum outro relato de avivamento no princípio da história da raça humana. O relato subseqüente do dilúvio ilustra de modo dramático o que acontece com um povo que não se arrepende de seus pecados” [3]. Em todos estes momentos, prevalecem marcas que não se pode apagar ou desaparecer. É urgente lembrarmos que ao assumirmos um compromisso na obra do Senhor, estamos na realidade firmando um acordo na presença de Deus, e que não podemos voltar atrás ou fazê-la fraudulosamente (Jr 48.10; At 5.1-10).

II. Desenvolvimento

I. OBEDECENDO A PALAVRA DE DEUS

1. Um concerto com Deus. Após a restauração dos muros de Jerusalém, o povo não somente orou pedindo socorro, mas também renovou as suas obrigações da aliança. Desde o início, a aliança mosaica tinha sido renovada após períodos de violação (Êx 34; 1Sm 12; 2Rs 23). Ao ser selada, a lei poderia se tornar um instrumento eficaz para os propósitos redentores do Senhor (Ne 9.38). Este ‘firme concerto’ com Deus tinha seis cláusulas: não contrair casamento com seus vizinhos na judeus (10.30); observar o sábado (10.31); observar cada sétimo ano como ano sabático (10.31); fornecer madeira para as ofertas queimadas no Templo (10.34); pagar o dízimo (10.32,33); e ofertar as primícias ao Templo (10.35-38). Após anos de decadência e exílio, Israel outra vez retorna à aliança, levando a sério a sua responsabilidade de seguir ao Senhor e guardar os seus estatutos.

2. Os líderes como exemplo (Ne 10.28-29). É inegável que, quem está em posição de liderança, serve de referência para os demais, e sua influência, boa ou má, atrai seguidores. Neemias como líder político, Esdras como líder religioso, e todos os demais líderes que auxiliaram nessa reconstrução, influenciaram aquela geração e deixaram marcas e princípios importantes também para nós hoje. Porém, o que mais sobressai, é que o nosso relacionamento com Deus deve ir muito além de nossa presença nos serviços regulares da congregação ou nossos momentos de devoção particular. Deve afetar nossos relacionamentos, nosso tempo e nossos recursos materiais (Ne 10.30,31,32-39). Quando assumimos o compromisso de servir a Deus, foi desse modo que firmamos o compromisso. Na história de Israel, o povo tem se afastado ciclicamente do Senhor, nós, porém, devemos manter firme o compromisso original, quer seja em adversidade, quer seja em prosperidade! Afinal, como afirma o comentarista da lição, liderança é, acima de tudo, caráter e exemplo (1Pe 5.1-3). Certamente sem tais quesitos, os resultados são deploráveis.

3. A instrução das Escrituras. Quando Neemias chegou a Jerusalém, encontrou mais do que escombros e paredes desmoronadas; encontrou lá vidas destruídas. Em resposta a esta situação desoladora, Neemias reuniu o povo para ouvir o sacerdote e escriba Esdras fazer a leitura da lei do Senhor. Como resultado dessa ação, o povo se arrependeu e fez concerto com o Senhor prometendo mudar a sua vida através da obediência à Palavra de Deus. Não importa se estamos em época, lugar ou cultura tão diferente daquela vivida por Neemias, o desvio é um perigo sempre presente que pode levar-nos ao mesmo fim daquela Jerusalém desmoronada. Devemos constantemente verificar o nosso comportamento, comparando-o com o padrão divino registrado nas Escrituras, para evitar cairmos e voltarmos a viver de maneira desregrada e à parte de Deus. Não haverá família nem pátria forte sem a observância da Palavra de Deus. É urgente recorremos à Palavra, estudá-la acuradamente e suplicar ao Senhor que reavive a sua obra para que esse avivamento seja genuíno e alcance toda a nossa nação.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Como fruto da leitura e entendimento da Lei os judeus experimentaram um verdadeiro avivamento e firmaram um compromisso de obedecer a Palavra de Deus.

II. UM POVO SEPARADO

1. A união reprovada por Deus. A aliança com Deus exige compromisso e seriedade. Agora avivados pela Palavra de Deus, comprometeram-se a não mais se misturar com os idólatras através do casamento (Ne 10.30). Se o povo escolhido de Deus fosse testemunhar a favor dele em um mundo pagão, precisaria ter famílias unidas e tementes ao Senhor. Também precisariam evitar quaisquer tentações de adorar os ídolos daqueles que estivessem ao seu redor. Foi por isso que Deus proibiu o casamento entre israelitas e os habitantes pagãos da terra (Dt 7.3,4). Mas apesar de tudo os israelitas e os pagãos se casaram, e os resultados foram desastrosos tanto para as famílias como para a nação. Repetidas vezes, o casamento com estrangeiros levou o povo de Deus à idolatria (1Rs 11.1-11). Sempre que a nação virou as costas a Deus, ela perdeu sua prosperidade e sua boa influencia [4].

2. A dolorosa separação. Para um retorno ao Eterno, era necessário a separação de todo aquele que não havia se convertido ao judaísmo. Unir-se aos outros povos era transigir com a fé, era aceitar o sincretismo. Não pode haver comunhão verdadeira fora da verdade. “Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas?” (2Co 6.14; Jo 3.19-21). Por isso, o sacerdote Esdras determinou aos israelitas que despedissem suas mulheres estrangeiras (Ed 10). Houve uma grande separação entre israelitas e estrangeiros. Todos os que estavam entrando em aliança (o acordo mais solene que uma pessoa seria capaz de fazer) tinham que ser puros. Disso aprendemos que não é possível um correto relacionamento com Deus se continuarmos atrelados a certos pecados. Antes de Neemias, Esdras já havia conclamado o povo a não se misturar com os gentios: “Agora, pois, vossas filhas não dareis a seus filhos, e suas filhas não tomareis para vossos filhos” (Ed 9.12,14). Agora em Ne 10.28, eles já tinham se apartado de suas mulheres estrangeiras, conforme Ed 9-10.

3. O jugo desigual. Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo,E eu vos receberei;” (2 Co 6.14-17). Segundo se infere do texto acima, o casamento misto é pecado; perceba-se o final no versículo 17: ‘[...] Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei’; foi colocada uma condição para ser recebido por Ele.

Qualquer pessoa que se disponha a ler tais palavras, logo se verá confrontado por essas perguntas desafiadoras. Elas nos levam a pensar com seriedade, e nos chama à subordinação. De outra forma, responda a Deus os motivos de sua rebeldia. Diga-lhe que Seu mandamento é pesado; e indo contra a própria natureza. Diga-lhe que a boa sorte do fiel é de se unir ao infiel; e que a paz e a harmonia reinará na sociedade da justiça com a injustiça. Diga a Deus e explique a ciência, como a luz e as trevas podem pousar simultaneamente debaixo do mesmo teto; explique como pode haver concórdia entre Cristo e Belial; e diga-lhe como é possível o fiel e o infiel compartilhar dos mesmos sonhos, andarem juntos, em um mesmo Espírito, em um só coração, rumo a conquista do mesmo alvo. “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis”. Que fruto dará tal união? Certamente, um lar sem padrões harmônicos definidos, sem estruturas sólidas, frustração mútua, insatisfação, filhos confusos por causa dos ensinamentos divergentes entre os pais, e a desaprovação total do Deus santo, por tal ato de pecado e rebeldia contra Ele. O crente foi feito filho de Deus, e deveras é fiel, justo, luz, e um com Cristo. E se o tal persistir em casar-se com um incrédulo, estará estabelecendo uma união para toda a vida com um filho do Diabo, e para o resto de sua existência, terá por sogro a Satanás. Por conseguinte, eu suplico ao leitor, em nome do Senhor Jesus, que dê a devida atenção a esta palavra de amor. Mesmo que ela venha a ferir seu coração, ainda assim, é a espada do Espírito, usada para o seu próprio bem. “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis”. Existe ainda aquela tentação de darmos tiro no escuro, e entregarmos a nossa própria vida à Sorte, a Loteria, a um Talvez, Se, Quem sabe... Há uma tendência que nos leva a confiarmos mais nas trevas do que na luz da vontade revelada de Deus que se irradia da Palavra. Caindo em tal armadilha, pessoas têm crido que podem desobedecer a Deus, com o pretexto de que podem ganhar os seus pretendidos para Cristo, e esta tem sido uma ilusão fatal. Conta-se que certa vez uma senhorita visitou o senhor Spurgeon e lhe apresentou esse argumento. Como resposta, ele mandou-a sentar-se sobre a mesa. Espantada, a moça acabou fazendo o que ele pedia. Depois, Spurgeon pediu-lhe que o erguesse. “Impossível”, disse ela. “Exatamente”, disse o pregador; “mas eu posso puxá-la para baixo”. Dito e feito: Num segundo ela estava no chão. Com toda a gravidade o servo de Deus advertiu-a de que se ela desobedecesse ao Senhor, jamais levantaria o moço, mas ele, sim, a rebaixaria! Dois não podem andar juntos a menos que estejam de acordo. Cuidado com tal embaraço nos seus relacionamentos, pois os mesmos deveriam ser estabelecidos para a glória de Deus, e não para a sua ofensa! O homem e a mulher crentes, são livres para casarem-se com quem quiserem, “contanto que seja no Senhor” (1Co 7.39). Com tantos filhos da luz no mundo, porque haveríamos de compartilhar o nosso tempo, as nossas maiores intimidades, e construir uma família, justamente com um filho das trevas? Para mim, além de ser rebeldia, não me parece algo são, e a minha consciência não me permite aprovar ou ficar indiferente a tal atitude, pois também é a morte do bom senso e o louvor da decadência espiritual” [5].

SINOPSE DO TÓPICO (II)

O povo é conclamado a desfazer as uniões com os pagãos, pois Deus não aprova casamentos entre crentes e descrentes.

III. O CUIDADO COM O TEMPLO DO SENHOR

1. O Templo. Uma característica de todas as religiões é a existência de “templos”, ou seja, locais estreitamente associados com a realização dos atos de culto, e que, por essa razão, adquirem um valor especial para os seus fiéis. Quando os israelitas se instalaram no território de Canaã, o tabernáculo tomou uma forma mais permanente em Siló (Js 18.1,31). Passou a ser permanente o bastante para que viessem a chamá-lo de templo, para que Samuel e Eli morassem nele e para que portas e entrada fossem abertas e fechadas (1Sm 3.2,15). Mesmo depois dos filisteus terem destruído Siló, se apossado da Arca da Aliança e a devolvido aos judeus via Bete-Semes (1Sm 6.1-10) e Quiriate-Jearim (1Sm 7.2), ele continuava sendo uma espécie de tenda-templo (2Sm 6.17; 7.2) e ficou ali até que Salomão construísse um templo permanente. Quando retornaram do exílio sob Zorobabel, depois de considerável oposição e decepções, o templo veio a ser reconstruído, embora não com a mesma glória do primeiro templo (Ed 3.12,13; Ag 2.3). Tanto o tabernáculo, ou seja, a tenda portátil utilizada na época das peregrinações de Israel, quanto o magnífico templo construído posteriormente por Salomão, representavam ao mesmo tempo a presença de Deus no meio do seu povo e o mistério e a sublimidade do Ser Divino, simbolizados pelo Santo dos Santos. Por cerca de um milênio o templo foi, ao lado da lei de Moisés, o centro da identidade do judaísmo. São muitas as passagens, notadamente nos Salmos, que demonstram o grande fascínio que a casa de Deus ou “os átrios do Senhor” exerciam sobre os israelitas piedosos (Sl 27.4; 65.4; 84.1-2,10; 134.1-2; Is 6.1-4) [6].

2. O dia de adoração. O Shãbath, tem em sua raiz o significado de cessação de atividade. Segundo o Dicionário VINE, “a idéia não é de relaxamento ou repouso, mas cessação de atividade”. A conotação com o descanso físico vem pelo fato de que a suspensão dos trabalhos proporciona descanso, e porque Deus destinou o sétimo dia não só para repouso e memorial do término de sua criação, mas como dia de culto, adoração e comunhão com Ele (Êx 16.27; 31.12-17). A primeira referência bíblica sobre o sétimo dia está em Gn 2.2-3 que fala do descanso de Deus no shãbath. O “descanso” de Deus não quer dizer que Ele ficou cansado, mas que suspendeu sua atividade criadora. O princípio da criação do shãbath é destinar um dia ao repouso e ao exclusivo culto ao Senhor: “Seis dias trabalharás, mas o sétimo dia será o sábado do descanso solene, santo ao Senhor” (Êx 31.15). O shãbath é um período para repouso espiritual, e para um intervalo na monótona rotina do labor cotidiano. Serve para recordar que a necessidade de ganhar a vida não nos deve tornar cegos ante a necessidade de viver. Como é belo ver famílias reunidas em um dia especial destinado à adoração ao Senhor, dia em que se vestem as melhores roupas, para juntamente com os demais irmãos, cultuar ao Senhor. Lembro certa feita de um jovem desviado, que ao ver-me de um ônibus, cruzar a rua com minha esposa e meus dois filhos em direção à igreja, lembrou do seu pai e dos dias nos quais ia também cultuar, e sentiu o desejo de retornar. Sejamos mais assíduos à Escola Dominical, aos cultos de doutrina e aos demais trabalhos da igreja. Até em nosso caminhar rumo ao templo para cultuarmos, o Senhor trabalha.

3. A manutenção da Casa do Senhor. A contribuição para a Casa de Deus em Êxodo era de meio siclo (Êx 30.13), enquanto aqui em Neemias o solicitado é um terço de siclo. O siclo de Êxodo era o siclo do santuário, medido como dez siclos de prata para um siclo de ouro, enquanto o siclo persa do tempo de Neemias era medido em 15 para um. Nesse período, percebe-se uma tentativa de tornar o povo mais participante não apenas dos rituais do Templo, com o desenvolvimento de várias formas de rituais pessoais, mas também com relação à manutenção do Templo e do Culto. O Templo não deveria ser “estatal” (uma vez que não havia Estado), mas do povo. Sem dúvida, isso aumentaria a carga tributária do povo, mas esperava-se que o sentimento de identificação fizesse com que o povo se alegrasse em contribuir. Depois de recolhidos, em produtos diversos, os dízimos e as ofertas, eram levados a depósitos próprios para cada dádiva (Ne 12.44). Uma igreja que se pauta pelos ditames da Palavra de Deus deve possuir uma membresia comprometida em adoração e entrega total ao senhorio de Deus, para que a mensagem do Evangelho tenha livre curso até aos confins da terra. Os crentes devem contribuir e testemunhar com amor e intenso júbilo, porque sabem que “Deus ama ao que dá com alegria” (2Co 9.7). Sem avivamento não pode haver verdadeira adoração. Aviva, ó Senhor, a tua obra!

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Após o concerto, os israelitas comprometeram-se a ofertar para a Casa do Senhor e manter a pureza do culto divino.

III. Conclusão

Israel descobriu, após muito sofrimento, que se tivesse guardado a Lei, o povo não terminaria no cativeiro, as cidades não teriam sido devastadas e os muros não necessitariam de reconstrução. Ao entrarmos em concerto com Deus através de Cristo, comprometemo-nos diretamente em seguir seus ensinamentos, pois não há possibilidade alguma de dizermos que somos seus seguidores sem vivê-los. Quando pautamos nossa vida nas Sagradas Escrituras, naturalmente passamos a ter comunhão com o Senhor e a sua boa mão permanece sobre nós. “Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi; aviva, Ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia” (Hc 3.2), Clamemos nós também por um poderoso derramar do Espírito Santo sobre a Igreja, e que os resultados desse avivamento possam ser claramente observados em vidas santas, transformadas e dedicadas ao serviço do Reino de Deus.

Fonte: Francisco A Barbosa, auxilioaomestre@bol.com.br

Notas Bibliográficas

TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas do 4º Trimestre de 2011, Jovens e Adultos, Neemias - Integridade e coragem em tempos de crise. Comentário: Elinaldo Renovato; CPAD. p. 56 a 62;

CITAÇÕES:
[1]. Extraído de nota textual de Ne 10.29; Bíblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999; p. 562;
[2]. Disponível em: http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=compromisso;
[3].Extraído do artigo ‘O Padrão Bíblico de Avivamento’, Rev Josivaldo de França Pereira, disponível no link:http://www.monergismo.com/textos/avivamento/avivamento_padrao.htm;
[4]Bíblia de Estudo de Aplicação Pessoal, CPAD. Nota textual de Ne 10.30; p. 679;
[5]. Extraído do texto ‘O Jugo Desigual’, de autoria do Irmão Jonas S Macedo e adaptação do Pr. Adelcio Ferreira; disponível no Link http://www.semeandoapalavra.net/palavrapr22.htm;
[6]. Texto adaptado do artigo ‘Os átrios de Senhor: o significado dos templos cristãos na história’; de Alderi Souza de Matos, disponível no Link:
 http://www.mackenzie.br/7103.html;

OBRAS CONSULTADAS:
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. GOWER, Ralph, Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos, trad. Neyd Siqueira, CPAD, 1ª Ed. 2002;
-. Bíblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. MERRIL, E. H. História de Israel no Antigo Testamento. O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 7. ed., RJ: CPAD, 2008;
-. ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1. ed., RJ: CPAD, 2009;
-. PACKER, J. I. Neemias — Paixão pela fidelidade. Sabedoria extraída do livro de Neemias. 1.ed., RJ: CPAD, 2010;
-. RENOVATO, E. O livro de Neemias. 1.ed., RJ: CPAD, 2011.

Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/ , na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel, salvo indicação específica.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Família


Na tela da TV... a gente vai se ver na Globo?!

Esta é uma análise real das fortalezas mentais que os meios de comunicação estão construindo dentro da família.


Será estou vendo chifres em cabeça de cavalo!!!!

Refletindo sobre a TV aberta brasileira me detive inevitavelmente sobre a campeã de audiência, a rede Globo. Sua programação, o padrão de qualidade, a audiência, o investimento gigantesco em publicidade e as inúmeras repetidoras espalhadas no Brasil e no mundo.

Acontece que a Globo, com todo esse poder de penetração na sociedade e dentro de nossas casas, vem introduzindo, silenciosamente, uma cultura de libertinagem, traição, adultério e rompimento com os valores da família e declarado desprezo aos princípios cristãos de forma sutil e com a aquiescência (tudo em nome da "liberdade de expressão") dos que devem fiscalizar e coibir.

Com o advento do BBB10 a Globo conseguiu o que ela vinha tentando há muito tempo, o beijo gay ao vivo. Em duas cenas do BBB 10 aconteceram 2 beijos Gay e quando um deles foi "líder" a produção do programa teve o cuidado de colocar sobre uma estante a foto do beijo, com isso a Globo faz com que seus fiéis telespectadores veja o beijo gay como algo comum e engraçado, ou seja, aceitável.

Agora, nas novelas globais o beijo gay vai acontecer induzindo esse comportamento aos jovens e adolescentes, induzindo legisladores a criarem leis que abonem tal comportamento.
No mesmo BBB 10 uma das participantes declarou-se lésbica e com essa declaração todas as demais mulheres do programa se aproximaram dela sendo protagonizado o selinho lésbico no programa e todos os demais a apoiaram sob o manto sagrado do não preconceito.

Na novela Viver a Vida o tema principal mostrado de forma engraçada e aceitável é o da traição e do adultério.
A Globo leva ao telespectador ao absurdo de torcer para que um irmão traia o outro ficando com sua namorada, isto sem falar dos "outros pares românticos".

A traição nessa novela é a mola mestra da máquina, todos os personagens se traem, e isso é mostrado de forma comum, simples, corriqueiro.

Mas talvez, a investida mais evidente e absurda esta na novela das 6h, Cama de Gato.

A Globo superou todos os limites nessa novela ao colocar como tema uma música do grupo Titãs.

Na música, nenhuma linha de sua letra se consegue tirar algo de poético, de aconselhável pra vida ou de apoio.

É bom abrir os olhos (fica o alerta), quanto ao real propósito de uma novela, de um programa, de uma música, já que os olhos são a janela da alma.

Aproveito para trazer ao conhecimento (de quem ainda não parou pra prestar atenção) a letra dessa música, cuidadosamente escolhida pela Globo para servir de tema da dita novela;

Tema de abertura da novela.

Vamos deixar que entrem Que invadam o seu lar
Pedir que quebrem Que acabem com seu bem-estar
Vamos pedir que quebrem O que eu construí pra mim
Que joguem lixo Que destruam o meu jardim

Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro

Vamos deixar que entrem Que invadam o meu quintal
Que sujem a casa E rasguem as roupas no varal
Vamos pedir que quebrem Sua sala de jantar
Que quebrem os móveis E queimem tudo o que restar

Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro

Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuro O mesmo desespero

Vamos deixar que entrem Como uma interrogação
Até os inocentes Aqui já não tem perdão
Vamos pedir que quebrem Destruir qualquer certeza
Até o que é mesmo belo Aqui já não tem beleza

Vamos deixar que entrem E fiquem com o que você tem
Até o que é de todos Já não é de ninguém
Pedir que quebrem Mendigar pelas esquinas
Até o que é novo Já esta em ruínas

Vamos deixar que entrem Nada é como você pensa
Pedir que sentem Aos que entraram sem licença
Pedir que quebrem Que derrubem o meu muro
Atrás de tantas cercas Quem é que pode estar seguro?

Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro

Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuro O mesmo desespero

Pergunto-me atônito:

- Onde o compositor dessa porcaria tirou inspiração para compor tamanha afronta????

- Que propósitos esperam alcançar comunicando este... poema?!?!

- Porque a TV Globo escolheu, dentre tantas opções disponíveis no vasto mercado fonográfico brasileiro, especificamente esta... pérola?!?!

- Que filosofia de vida tal pensamento introduz-nos que se presta a ouvir tais "verdades", e que mudanças de caráter e personalidade podem gerar nas pessoas?!?!

- A quem pretende alcançar, isto é óbvio e fácil de responder. Basta saber qual é o tipo de telespectadores estão com seus aparelhos ligados e pra que tipo de público alvo a programação deste horário foi cuidadosamente elaborada. Isto num horário sem censura, tendo em vista que os pais e responsáveis monitoram regular e responsavelmente o que os jovens e crianças andam assistindo. Não é verdade?

Mas pode ser também que isto seja apenas um surto psicótico, resultado das elucubrações de uma mente doentia e fixação sem sentido, preconceituosa, tacanha e anti-Globo!!!!!!!!!!!!!

Você decide.

Fonte: Gilmar de Oliveira Loureiro 
www.montesiao.pro.br/estudos/familia/tvglobo.html

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

7 Lição de Novembro de 2.011

Arrependimento, a base para o concerto


Texto Áureo

E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra" (2Cr 7.14).

"Provavelmente este seja o versículo mais conhecido e mais querido de 2Cr. Na narrativa da segunda aparição de Deus a Salomão, em 1Rs 9.1-9, esta promessa não é mencionada. Este versículo, provavelmente mais do que qualquer outro versículo em toda a Escritura, apresenta as condições para que Israel experimentasse as bênçãos de Deus. Ele provavelmente teve um significado especial para os destinatários originais, que realmente provaram a verdade deste princípio comunicado por Deus a Salomão. Uma condição dupla com um resultado tríplice é oferecida ao povo escolhido de Deus (aquele que se chama peloseu nome). Se o povo se humilhar (arrepender-se do seu pecado). ebuscar a sua face em oração, então, diz o Senhor Deus, eu ouvirei...perdoarei... e sararei. Deus executa os seus propósitos divinos em acordo com as orações dos seus filhos (Fp 1.9; Tg 5.16)" [1].

Verdade Prática

Quando o povo de Deus arrepende-se de seus pecados, além de receber o perdão divino, começa a viver uma fase de copiosas bênçãos.

Leitura Bíblica em Classe

Neemias 9.1-3,16,33-36

Objetivos

- SABER que o arrependimento é a condição para um genuíno mover de Deus;
- CONSCIENTIZAR-SE que Deus se faz presente em todos os momentos; e
- CONFIAR na grandeza da misericórdia divina.

Palavra-chave

ARREPENDIMENTO – Compunção, contrição.

I. Introdução

O termo ‘ARREPENDIMENTO’, palavra-chave da lição desse domingo, é de origem latina [ar]repoenitere (de poeniteo, -ere, não estar satisfeito com, estar descontente com, ter pesar de), e encerra o sentido de ‘lamentar ou ter pena por alguma coisa feita ou dita ou não feita ou não dita’, ‘mudar de intenção ou de idéia’, e ‘desdizer-se’[2]. No Antigo Testamento, o termo hebraico para arrependimento é noham, usado para indicar tanto o arrependimento humano quanto o arrependimento de Deus (Gn 6.5-7; Êx 32.12; 1Sm 155.10,11,35; 2Sm 24.16; Jr 18.7,8; Jl 2.13; Jn 3.10). Ao lermos o Antigo Testamento encontramos um ciclo contínuo em Israel de ‘pecado, castigo, arrependimento e libertação’. Inicialmente, Israel é chamado para servir ao Senhor. Depois, abandona seus caminhos. Deus, então, abandona-os às pensas de seus inimigos. Eventualmente, Israel clama por socorro. Por fim, o Senhor misericordiosamente vem em socorro e liberta-os. Em momentos críticos de abandono do culto ao Senhor, esse processo necessita de cativeiro (Jz 2.7-18; 3.7-11). Mas isso não é exclusividade da comunidade de Israel, pois se repete no Novo Testamento. Em Apocalipse 2 e 3, encontramos as inferências a esse abandono nas cartas dirigidas às igrejas em Éfeso (2.4-5), em Pérgamo (2.14-16), em Sardes (3.1-3) e em Laodicéia (3.15-19). Em todas as situações, a volta ao estado de comunhão com Deus só é possível mediante oarrependimento. Deus constantemente convida o homem para um relacionamento com ele e acompanha seu crescimento. Os crentes, de todas as épocas, tendem a romper esse compromisso e a substituí-Lo por outros deuses. O ciclo se repete quando Deus usa a disciplina por causa do seu amor. Vem o choro e o clamor por socorro. Deus responde, convocando a arrependerem-se e voltarem-se para Ele ou perecerem. Havendo genuíno arrependimento, há restauração à um correto relacionamento com ele que por fim, resultará em Salvação. Não importa a dimensão - individual ou coletiva - uma condição dupla com um resultado tríplice é oferecida ao crente (aquele que se chama pelo seu nome). Se o povo sehumilhar (arrepender-se do seu pecado). e buscar a sua face em oração, então, diz o Senhor Deus, eu ouvirei... perdoarei... e sararei. Deus executa os seus propósitos divinos em acordo com as orações dos seus filhos (Fp 1.9; Tg 5.16). 

II. Desenvolvimento

I. OS RESULTADOS DE UM GENUÍNO AVIVAMENTO

1. Arrependimento e confissão de pecados (Ne 9.1). É digno de nota que, não somente o não convertido, mas a igreja necessita se arrepender antes de levar avante o seu trabalho no mundo. O baixo padrão de vida cristã está mantendo muitos crentes no mundo e nos seus pecados. Se o ímpio percebe que o crente não se arrepende, então não se pode esperar que ele se arrependa e se converta de seu pecado. Dwight Lyman Moody afirmou: ‘Eu tenho me arrependido dez mil vezes mais depois que conheci a Cristo, do que em qualquer época anterior, e penso que a maioria dos cristãos precisa se arrepender de alguma coisa[3]. Arrependimento e confissão de pecados não está restrito apenas aos não convertidos, mas como afirma Moody, é tanto para mim mesmo quanto para aquele que nunca conheceu a Cristo como seu Salvador. Nossa pregação e modo de vida deve se pautar por essa verdade. Há cinco coisas que fluem do verdadeiro arrependimento: 1. Convicção; 2. Contrição; 3. Confissão de pecado; 4. Conversão; e 5. Confissão de Cristo diante do mundo.

2. Sinais do verdadeiro arrependimento. Quando não há convicção de pecados, certamente não houve arrependimento genuíno. A falta de convicção fatalmente levará o crente cedo ou tarde a recair em sua velha vida. Se um crente confessa ser convertido e não reconhece a miséria de seus pecados, não alcançará raízes profundas e não irá muito longe na sua carreira cristã. No primeiro embate com a oposição, certamente regressará ao mundo. Segundo escreve Thomas Watson, ‘o arrependimento é uma graça do Espírito de Deus por meio da qual um pecador é humilhado em seu íntimo e transformado em seu exterior. A fim de proporcionar melhor entendimento, saiba que o arrependimento é um remédio espiritual formado de seis componentes especiais: percepção do pecado; tristeza; confissão; vergonha; ódio e conversão... Se um for deixado fora, o arrependimento perde o seu poder[4] [Nascido em 1620,Thomas Watson estudou em Cambridge (Inglaterra). Em 1646, iniciou um pastorado de dezesseis anos em Londres. Entre suas principais obras, estão o seu famoso Body of Pratical Divinity (Compêndio de Teologia Prática), publicado postumamente em 1692]. Na aula número seis analisamos o capítulo 8 de Neemias, onde o povo reuniu-se para ouvir a Palavra. A conseqüência foi choro pelo pecado (Ne 8.9). A genuína pregação deve produzir esse mesmo efeito em seus ouvintes, crentes ou não; a Palavra deve produzir quebrantamento, arrependimento e choro pelo pecado. Ao se lamentarem, os israelitas não expressaram um mero remorso. Concluímos que ao demonstrarem esta atitude e gestos, houve genuíno e sincero arrependimento, a ponto de humilharem-se diante de Deus cobrindo-se de “pano de saco e traziam terra sobre si” (Jó 2.12; 1 Sm 4.12; Lm 2.10). Na atual dispensação, não precisamos fazr uso de tais gestos, contudo, carecemos a exemplo de Moody, possuirmos sincero e profundo arrependimento.

3. Apartaram-se dos povos idólatras (Ne 9.2a). É interessante notarmos que o genuíno arrependimento exige obediência! O relacionamento com povos estranhos levara Israel à idolatria, contrariando frontalmente a Lei de Deus (Dt 18.9-12). Para um retorno ao Eterno, era necessário a separação de todo aquele que não havia se convertido ao judaísmo. Unir-se aos outros povos era transigir com a fé, era aceitar o sincretismo. Não pode haver comunhão verdadeira fora da verdade. “Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas?” (2Co 6.14; Jo 3.19-21). Por isso, o sacerdote Esdras determinou aos israelitas que despedissem suas mulheres estrangeiras (Ed 10). Houve uma grande separação entre israelitas e estrangeiros. Todos os que estavam entrando em aliança (o acordo mais solene que uma pessoa seria capaz de fazer) tinham que ser puros. Disso aprendemos que não é possível um correto relacionamento com Deus se continuarmos atrelados a certos pecados.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Ao viver um autêntico avivamento, o povo de Israel passou a andar segundo a vontade de Deus.

II. A LEI DO SENHOR E REMINISCÊNCIA.

1. Valorizando a Lei do Senhor. “E, levantando-se no seu posto, leram no livro da Lei do Senhor, seu Deus, uma quarta parte do dia” (Ne 9.3a). Certamente, nesse seminário, todos alimentaram-se da Lei do Senhor que lhes exposta durante a “quarta parte do dia”. “Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade em casa de Carpo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos” (2Tm 4.13). Temos observado que nossos púlpitos andam totalmente desprovidos de conhecimento, considerando as palavras de Paulo acima e o valor que ele dava à leitura, ainda que estivesse próximo da morte, tinha ânsia por estudar! Que exemplo temos para seguir! Nós crentes devemos valorizar a leitura da Palavra, o estudo bíblico, o culto de doutrina, a escola dominical; a nossa fé nos exige isso. Para aqueles judeus, foram exatamente seis horas de ensino da Palavra de Deus e nenhum deles saiu dali, mas todos a ouviram atentamente.

2. A confissão dos pecados. Igual tempo foi dedicado à confissão de pecados: “Na outra quarta parte [do dia], fizeram confissão; e adoraram o Senhor, seu Deus” (Ne 9.3b). Ler e estudar a Palavra de Deus precede a confissão, porque nos mostra onde estamos errando. Foi a leitura da Palavra que gerou contrição, resultando em confissão de pecados. Quem resiste à Palavra de Deus, perde a capacidade de ouvir. Hebreus 5.11 assevera: “Do qual muito temos que dizer, de difícil interpretação; porquanto vos fizestes negligentes para ouvir. Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento”. O baixo padrão de vida cristã que estamos levando se deve ao fato de que, não estamos ouvindo a Palavra com ouvidos ávidos por descobrir onde estamos errando, ou para nos lembrar-mos de onde caímos, então não se pode esperar que nos arrependamos e confessemos nosso pecado.

3. Relembrando a história do seu povo. Todo o relacionamento de Deus com os descendentes de Abraão é recordado e gira em torno da aliança feita com Abraão (Ne 9.7-9). Esse resumo do passado lembrou ao povo a sua grande herança bem como, as promessas de Deus para com aquele que se mantivesse fiel à aliança. Certamente, rever nosso passado nos ajudará a entender como melhorar nosso comportamento. Certamente, rever nosso passado nos ajudará a entender como melhorar nosso comportamento. Certamente ouviram os levitas repetir o ciclo histórico ciclo contínuo em Israel de ‘pecado, castigo, arrependimento e libertação’, desde Abraão, passando pelo êxodo e a peregrinação no deserto, culminando com a posse da Terra Prometida e todas as bênçãos com que foram abençoados. Por isso, era necessário e urgente o arrependimento nacional e ‘buscar a sua face em oração’. Deus executa os seus propósitos divinos em acordo com as orações dos seus filhos (Fp 1.9; Tg 5.16).

SINOPSE DO TÓPICO (II)

A lei de Deus foi lida e explicada ao povo que confessou seus pecados e relembrou a história da nação.

III. A GRANDE MISERICÓRDIA DE DEUS

1. "Deus clemente e misericordioso" (Ne 9.31). Apesar dos muitos pecados cometidos pelos judeus, Deus sempre deixou um remanescente para que assim pudesse preservar a nação de Israel, olhando para o cumprimento final das eternas alianças firmadas com Abraão, Isaque e Jacó. Deus é descrito aqui como ‘O Clemente e Misericordioso’ (Lm 3.22). O termo ‘misericórdia’ (heb hesed), corresponde à compaixão (Sl 103.4), verdade e fidelidade (Êx 34.6) e bondade (Sl 23.6). Mesmo que Israel estivesse submisso ao pecado, ahesed de Deus permanecia: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade” (Lm 3.22,23).

2. A súplica de Israel. Já arrependidos de seus pecados e prestes a firmar o concerto com o Senhor, os judeus, sob a liderança de Neemias, suplicaram pela misericórdia divina (Ne 9.32). O primeiro resultado mencionado a respeito da leitura da Lei é que ela causou muita tristeza, pois tomaram consciência de que a Lei de Deus havia sido infringida. ‘Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei’ (Ne 8.9). Mas essa tristeza não durou muito tempo: ‘Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados’ (Mt 5.4). Uma comunidade sem alegria é uma comunidade derrotada. Uma das principais razões da ausência de alegria é a presença do pecado; David, depois de pecar, orou ao Senhor: - “Lava-me completamente do meu pecado... Purifica-me com hissopo... Esconde a Tua face do meu pecado... Cria em mim um coração reto e puro...Torna a dar-me a alegria da Tua salvação”. Há uma necessidade urgente de reavivamento em nossos meio; o genuíno avivamento ocorre quando a Palavra de Deus é estudada e compreendida pelos seus servos. “Não se pode esperar nenhum movimento significativo em direção a Deus enquanto as coisas permanecerem como estão” [5].

3. Um firme concerto. E, com tudo isso, fizemos um firme concerto e o escrevemos; e selaram-no os nossos príncipes, os nossos levitas e os nossos sacerdotes” (Ne 9.38). O povo se arrepende e entra em aliança com Deus. São destacados os aspectos da vida do povo que precisam de mudanças. Aqui aparece a questão dos casamentos mistos, a guarda do sábado, ofertas, dízimos e o cuidado apropriado do templo. Inicialmente, 21 sacerdotes, 17 levitas e 44 líderes do povo, juntamente com Neemias e Zedequias (provavelmente um assistente de Neemias), uniram-se para, voluntariamente, fazer um voto de reconsagração, no qual se comprometem a andar na lei de Deus[6]. Temos que, hoje corremos um imenso risco de incorrer em heresias, estamos ameaçados por ensinos heréticos copilados de pseudo-pregadores, tele-evangelistas, conferencistas, e a conseqüência disso é uma mornidão espiritual, frieza e morbidez na obra do Senhor. Precisamos fazer um firme concerto com Deus e pedir que Ele, o dono da obra, levante homens corajosos que não negociem a pureza do Evangelho, destacando e cobrando dos crentes aqueles aspectos da vida que precisam de mudanças: o jugo desigual, o compromisso com a fé, ofertas, dízimos[...] Não podemos ficar indiferentes! Humilhemo-nos, confessemos nossos pecados e clamemos pelo favor divino (Dn 9.9). Somente assim, o Senhor nos mandará um poderoso e genuíno avivamento.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Israel suplicou ao Senhor que o perdoasse e firmou um concerto com Ele.

III. Conclusão

Não podemos ter um genuíno avivamento sem passar especificamente por estes dois importantes aspectos da vida cristã: ‘santidade’ e ‘arrependimento’. Fala-se muito em um período profético e que virá um avivamento sobre a Igreja de Cristo neste tempo do fim, que levará os crentes a um profundo quebrantamento na presença de Deus, mas na verdade, o que temos observado é um grande e triste desvio da verdadeira comunhão com Deus. Queira Deus que, como Habacuque orou “Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi; aviva, Ó Senhor , a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia” (Hc 3.2), possamos nós também clamar por um poderoso derramar do Espírito Santo sobre a Igreja, e que os resultados desse avivamento possam ser claramente observados em vidas santas, transformadas e dedicadas ao serviço do Reino de Deus.

Fonte: Francisco A Barbosa, auxilioaomestre@bol.com.br

Notas Bibliográficas

TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas 4 Trimestre de 2011, Jovens e Adultos, Neemias - Integridade e coragem em tempos de crise. Comentário: Elinaldo Renovato; CPAD. p. 49 a 55;

CITAÇÕES:
[1]. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001. Nota textual de 2Cr 7.14, p. 448;
[2]http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=arrependimento;
[3]http://www.monergismo.com/textos/arrependimento/moody_arrependimento.htm;
[4]http://www.editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=247;
[5]. (PACKER J. I.Neemias — Paixão Pela Fidelidade. Sabedoria extraída do livro de Neemias. 1.ed., RJ: CPAD, 2010, pp.166-67).
[6]. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001. Nota textual de Ne 9.38-10.39, p. 495;

OBRAS CONSULTADAS:
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001. Nota textual de Neemias 4.14, p. 489;
-. MERRIL, E. H. História de Israel no Antigo Testamento. O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 7. ed., RJ: CPAD, 2008;
-. ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1. ed., RJ: CPAD, 2009.
-. PACKER, J. I. Neemias — Paixão pela fidelidade. Sabedoria extraída do livro de Neemias. 1.ed., RJ: CPAD, 2010.
-. RENOVATO, E. O livro de Neemias. 1.ed., RJ: CPAD, 2011.
Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/ , na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel, salvo indicação específica.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

6 Lição de Novembro de 2.011


Neemias lidera um genuíno Avivamento

Texto Áureo

“E Esdras, o sacerdote, trouxe a Lei perante a congregação [....] e leu nela [....] desde a alva até o meio-dia, perante homens, e mulheres, e sábios; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da Lei" (Ne 8.2,3)

Verdade Prática

 Somente o genuíno ensino da Palavra de Deus é capaz de produzir um verdadeiro avivamento.
Leitura Bíblica em Classe 
Ne 8. 1 - 3, 5, 6, 9, 10
Objetivos

Saber que um genuíno avivamento só pode ocorrer a partir do   estudo e da prática da Palavra de Deus
- Compreender  que a Bíblia é a inerrante e infalível Palavra de Deus.
- Conscientizar-se de que o genuíno avivamento ocorre quando há entendimento da Palavra de Deus.
O QUE É AVIVAMENTO?

Martin Lloyd-Jones: “É uma experiência na vida da Igreja quando o Espírito Santo realiza uma obra incomum. Ele a realiza, primeiramente, entre os membros da Igreja: é um reviver dos crentes. Não se pode reviver algo que nunca teve vida; assim, por definição, o avivamento é primeiramente uma vivificação, um revigoramento, um despertamento de membros de igreja que se acham letárgicos, dormentes, quase moribundos”.

ESBOÇO

INTRODUÇÃO

I.  O POVO SE AJUNTOU NA PRAÇA PARA OUVIR A PALAVRA DE DEUS

    1. Reunidos para ouvir a Lei
    2.O povo estava atento à leitura da Lei
    3. O culto de doutrina

II. O ENSINO BÍBLICO

    1. Homens preparados para o ensino
   2.  O líder deve ser apto para o ensino
   3.  A Bíblia é a Palavra de Deus

III. O ENTENDIMENTO DA PALAVRA GEROU O AVIVAMENTO

    1.  O ensino significativo
    2. “Comei as gorduras e bebei as doçuras"
    3. "A alegria do Senhor é a nossa força"

CONCLUSÃO

Desenvolvimento.

INTRODUÇÃO

A reconstrução dos muros de Jerusalém tinha duplo significado para os filhos de Israel. Em primeiro lugar, a Cidade Santa mostraria aos israelitas que a sua nacionalidade poderia ressurgir das cinzas. Eis porque os seus inimigos tudo fizeram para que os filhos de Jacó não reerguessem as muralhas de Jerusalém. Em segundo lugar seria uma evidencia de que o Senhor dos Exércitos continuava a velar sobre o seu povo.
Desta forma haveria um grande despertamento entre os repatriados. Foi exatamente o que ocorreu naqueles dias tão difíceis. Quando os inimigos dos judeus já se preparavam para comemorar a sua derrota, eis que o vento do despertamento espiritual começa a assoprar. Com Neemias, os judeus readquirem seu antigo valor e revivem os dias heroicos de Davi.

Que o Senhor Jesus nos ajude a experimentar um grande avivamento espiritual. Nos dias atuais experimentamos um momento particularmente difícil. O secularismo ameaça subverter nossas igrejas; a incredulidade já toma conta de não poucos ministérios. E, o que dizer da teologia contemporânea que, na Europa e Estados Unidos, continua a levar milhões de crentes a uma atitude crítica em relação à sobrenaturalidade das Sagradas Escrituras? Apesar de tudo, temos consciência de uma coisa: o Senhor continua a agir em nosso meio.

AVIVAMENTOS HISTÓRICOS

À semelhança de Neemias, muitos heróis da fé têm sido levantados nos momentos mais difíceis da Igreja. Expondo a própria vida em perigo, eles tudo fizeram para que o Reino de Deus não sofresse nenhuma solução de continuidade. Poderíamos alinhar, aqui, centenas de homens que foram usados poderosamente por Deus nas mais diferentes fases da História da Igreja.

João Crisóstomo, por exemplo, apesar das regalias que os poderosos lhe ofereceram em Bizâncio, optou por ficar com as afrontas do Senhor Jesus. E tão eloquentes foram os seus sermões, que foi considerado o “boca de ouro” do Cristianismo.

No século XVI temos a maravilhosa intervenção de Martinho Lutero. A cristandade estava submissa ao trono papal; as esperanças minguavam. E, no coração do povo, apenas uma pergunta: “Até quando, Senhor?” Eis que o Senhor Jesus unge a Martinho Lutero com o seu Espírito. E, a partir daquela data, a história muda radicalmente.

O que dizer de Wesley ? Os muros espirituais da Inglaterra estavam caídos. Os ingleses deixando mais caras tradições desapareciam sob um mar de corrupção e miséria. Segundo dizem alguns historiadores, se não fosse a ação apostolar de Wesley, a Inglaterra envolver-se-ia numa revolução tão sangrenta quanto aquele que tantos transtornos trouxeram à França. O Senhor Jesus, pela instrumentalidade de Wesley, sacudiu as Ilhas Britânicas. O que havia de comum entre Wesley e Neemias? Eram líderes autênticos que se puseram incondicionalmente a serviço do Reino de Deus.

Grandes Avivamentos em Terras americanas

                O Primeiro Grande Avivamento:

                               Aconteceu nos anos de 1734 a 1740 nos Estados Unidos. 

A igreja naquele país estava morta. Pessoas não convertidas era a maioria dentro das igrejas, havia a necessidade de conversão deste povo nominal.

Quando Jonathan Edwards se tornou ministro da Igreja em Northampton, ele encontrou a igreja morta espiritualmente, grande imoralidade entre a juventude. Iniciou o seu trabalho visitando os crentes e pregou uma série de sermões sobre a justificação pela fé somente.

O Grande Avivamento produziu tremendos resultados. O número de pessoas nas igrejas multiplicou e a vida dos convertidos manifestava a verdadeira piedade cristã. As barreiras denominacionais foram quebradas e os crentes trabalham juntos para a causa do evangelho. Houve renovação pelo interesse missionário e o trabalho entre os índios aumentou. Jovens foram aos seminários e a universidades em busca de mais educação, maior conhecimento da Palavra de Deus.

O Grande Avivamento produziu uma intensa renovação na igreja e na transformação da sociedade americana, embora esta não tenha sido profunda. Este avivamento teve uma duração de aproximadamente 75 anos.

                O Segundo Grande Avivamento:

                                Aconteceu nos anos de 1800-1837.

O Segundo Grande Avivamento resultou no estabelecimento de numerosas sociedades para a propagação do evangelho, incluindo a Sociedade Bíblica Americana (1816), a Junta Americana de Missões Estrangeiras (1810), a União Americana das Escolas Dominicais (1817), a Sociedade Americana de Folhetos (1826) e a Sociedade Americana de Missões Nacionais (1826). Um grande número de cristãos trabalhou em prol de reformas sociais. Este avivamento teve mais efeito na sociedade do que qualquer outro avivamento nos Estados Unidos.

Tendo em vista o grave momento atual, roguemos ao Senhor que nos mande muitos “Neemias”. Lembremo-nos de uma coisa: Somente o despertamento espiritual poderá levantar nossos “Neemias”. Que o Senhor nos desperte nestes momentos tão difíceis de frieza espiritual.

O AVIVAMENTO PRODUZ LIBERALIDADE EM CONTRIBUIR

Um avivamento também implica em disponibilidade generosa de contribuição. Desperta no servo de Deus uma alegria imensa em contribuir. Quando Moisés recebeu ordem de Deus para construir o tabernáculo, ainda no deserto, ele solicitou que o povo trouxesse ofertas alçadas de ouro, prata e outras coisas de valor para ser utilizado no levantamento da casa do Senhor, o povo trouxe ofertas em tão grande abundância que foi preciso que Moisés fizesse passar pelo arraial um arauto dizendo ao povo que bastava de ofertas.

Tomaram, pois, de diante de Moisés toda oferta alçada que trouxeram os filhos de Israel para a obra do serviço do santuário, para fazê-la; e, ainda, eles lhe traziam cada manhã oferta voluntária. e falaram a Moisés, dizendo: o povo traz muito mais do que basta para o serviço da obra que o Senhor ordenou se fizesse. porque tinham material bastante para toda a obra que havia de fazer-se, e ainda sobejava.” Ex 36.3,5,7.

Por que isto? O avivamento despertou no povo o amor pela obra de Deus. Assim também aconteceu com os discípulos nos primeiros dias da Igreja – At 2.42-4; 4.32.

Semelhantemente aconteceu quando o rei Joás, de Judá, determinou a reforma do templo em Jerusalém, ele ordenou que se trouxesse ofertas em dinheiro, prata e ouro como recursos para esta obra e o povo voluntariamente contribuía com seus bens, como podemos ver em 2 Rs 12.9,10,15.

Porém o sacerdote Joiada tomou uma arca, e fez um buraco na tampa, e a pôs ao pé do altar, à mão direita dos que entravam na Casa do SENHOR; e os sacerdotes que guardavam a entrada da porta depositavam ali todo o dinheiro que se trazia à Casa do SENHOR. Sucedeu, pois, que, quando viram que já havia muito dinheiro na arca, o escrivão do rei subia com o sumo sacerdote, e contavam e ensacavam o dinheiro que se achava na Casa do SENHOR”. 

Não nos esqueçamos da promessa de Deus ao que contribui: Deus ama o que dá com alegria – 2 Co 9.7; 8.15.

Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo. Lc 6.38.

O AVIVAMENTO PRODUZ FIDELIDADE

2 Rs 12.15..."Também não pediam contas aos homens em cujas mãos entregavam aquele dinheiro, para o dar aos que faziam a obra, porque procediam com fidelidade". 

O avivamento também impõe fidelidade nos trabalhadores da obra, porque a presença do Espírito Santo implica em temor e respeito pelas coisas sagradas, como vemos no versículo 15 supracitado. Não havia necessidade de se pedir conta da aplicação dos recursos aos trabalhadores, pois estes obravam com fidelidade e disto estavam todos convictos, o rei, o sacerdote e os encarregados da construção. Será que nossos líderes, e nós como tal, temos agido sempre com fidelidade? Ou será que agimos secretamente como se nenhum outro deva saber?

Deus impõe sobre o verdadeiro crente o peso da responsabilidade pela sua obra, de maneira tal que não haveria necessidade de fiscalização, sendo esta apenas uma formalidade. Quando ouvimos de que certos líderes religiosos causaram prejuízos à igreja ou a seus membros, apossando-se indevidamente de  bens e recursos financeiros que não lhe pertenciam, nos conscientizemos, por estes ou por outros motivos, da necessidade de um avivamento na vida dos obreiros e de toda igreja. Esse avivamento precisa começar por todos nós, por eu, que escrevo esta página e por você que a lê! O desafio está lançado, será que teremos coragem de encará-lo? Que Deus nos abençoe neste propósito!

O AVIVAMENTO PRODUZ UM FORTE DESEJO MISSIONÁRIO

O Senhor Jesus não envia o seu avivamento para mostrar ao mundo alguns espetáculos de shows sobrenaturais, ou de sinais extraordinários. É claro que isso faz parte de uma das facetas do avivamento. Assim como um diamante possui vários lados, que são chamados de facetas, o avivamento possui várias que em conjunto compõe o que chamamos de avivamento.

                I.Se um crente não estiver avivado não haverá paixão por missões.
                II.Se uma igreja não estiver avivada não haverá envio de missionários.
                III Se a igreja não for avivada não existirá um engajamento por missões.

A verdadeira igreja missionária no NT é sem dúvida a igreja de Antioquia, At. 13. A partir do capítulo 13 de Atos ela surge para ficar permanente na história das missões. A igreja de Antioquia não vivia de fórmulas e de teorias e tratados teológicos intermináveis. Ela surge abruptamente, e apesar de ser uma igreja relativamente nova ouviu a voz do Senhor Jesus. Enviou dois melhores de seus obreiros. Barnabé e Saulo. Ela foi uma igreja que estava desfrutando de um grande avivamento. A igreja de Antioquia não sobrevivia estudando avivamentos passados, ela enviava missionários. Nenhuma igreja missionária vive de teorias passadas. Ela vive como resultado do avivamento. A igreja que faz missões nem sempre é a igreja que colocam estatísticas e pesquisas sobre o crescimento do número de crentes no seu mural.

Nenhuma pessoa pode se dizer que ama missões sem envolvimento. Nenhuma Igreja pode ser missionária se não sustentar, enviar ou fazer parcerias missionárias. O caminho para as missões é trilhado pela igreja avivada.

POR QUE QUE UM AVIVAMENTO?

Urge clamarmos ao Senhor para que a sua Igreja, no Brasil, seja sacudida por um poderoso avivamento. Não podemos continuar com esse marasmo espiritual, que tantos males tem causado ao Reino de Deus.
Roguemos ao Senhor Jesus que nos ajude a reconstruir os muros que, infelizmente, jazem caídos. E, o que acontecerá se não cumprirmos a missão que nos entregou o Senhor? Com certeza os inimigos escarnecerão do bom nome do Cristo amado. Mas, se desempenharmos a contento nossas tarefas, o reino de Deus será exaltado em todas as circunstâncias.

Seguindo o exemplo de Jesus, devemos romper as barreiras culturais e levar a mensagem de Boas Novas aos mais distantes rincões da Terra. Afinal, temos uma missão, que deve ser desincumbida enquanto é dia, pois a noite não tarda a chegar. Trabalhemos, pois, com todo o afinco.

CONCLUSÃO

Quando acontece o avivamento, causamos impacto e fazemos diferença para melhor em nossa sociedade. Em seu ambiente de trabalho, no lar e na escola todos reconhecem o bom cheiro de Cristo em sua vida - II Co 2:14 - 15. E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento. Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem.

Mudança de atitude com respeito ao pecado - arrependimento, confissão e restituição;
Atitude de louvor e glorificação a Deus – Novo cântico de louvor e adoração;
Torna-se mais ativo na Igreja do Senhor Jesus - através de seus dons e frutos espirituais;
Caráter totalmente trabalhado por Deus transformação e renovação de valores;
Amor pela Palavra de Deus leitura, estudo, reflexão e aplicação dos princípios na vida;
Uma vida de oração: aprendemos orar a vontade de Deus e não nossa;
Fica inquieto - não se conforma com a inércia espiritual em sua Igreja.