A Igreja que faz a diferença!
quinta-feira, 12 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
2º lição de 8 de abril de 2012
A
visão do Cristo glorificado
TEXTO ÁUREO
“Não
temas; eu sou o Primeiro e o Último e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou
vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap
1.17,18).
- “Eu Sou o primeiro e o último” -
Aqui é Jesus Cristo, perfeitamente Deus, falando. Essa expressão aponta para a
eternidade de Deus. Segundo a Bíblia de Genebra é essencialmente o mesmo que
“Alfa e Ômega”, título dado a Deus (vs.8). “Alfa e Ômega” = a primeira e a
última letra do alfabeto grego. Deus é o Alfa (Criador) e Ômega (aquEle que faz
novos Céus e nova Terra). Ele é Senhor de todos (no passado, presente e
futuro), como sugerido pela expressão “que é, que era, e que há de vir” (vs.4).
BEG. O estado de exaltação de Cristo compreende a sua ressurreição, ascensão, o
estar sentado à destra do Pai, e a sua segunda vinda para julgar o mundo (1Co
15.4; Lc 24.51; Ef 4.10).
VERDADE PRÁTICA
Embora
humilhado e ferido de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou e,
gloriosamente, voltará como Rei dos reis e Senhor dos senhores.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Apocalipse
1.9-18.
OBJETIVOS
-
Explicar o conceito e o objetivo da encarnação de Jesus;
-
Reconhecer que Cristo é o humilhado e ferido de Deus; e
-
Compreender os eventos que abarcaram o Cristo Glorificado.
Palavra Chave
Cristo: é o termo
usado em português para traduzir a palavra grega Χριστός (Khristós) que
significa "Ungido". O termo grego, por sua vez, é uma tradução do
termo hebraico מָשִׁיחַ
(Māšîaḥ),
transliterado para o português
como Messias.
I. INTRODUÇÃO
O apóstolo João está descrevendo sua
primeira visão quando este esteve preso e exilado na Ilha de Patmos, por causa
da Palavra de Deus e do seu amor a Jesus. Nesta visão ele pode contemplar o
Senhor Jesus em toda a sua manifestação de glória e poder. Ele nos traz uma das
mais lindas descrições do Filho de Deus nos céus, aquele que foi morto, mas
ressuscitou e hoje esta à destra de Deus, vivendo sempre a interceder pela sua
Igreja (Rm 8.34). Quando os cristãos estavam morrendo, sufocados pelo Império,
eis que o Cristo glorificado aparece, revelando que, embora tendo sido morto,
ele está vivo pelos séculos dos séculos. Para aqueles crentes primitivos, nada
poderia ter servido melhor para despertar as esperanças do que esta visão do
Cristo Exaltado e Triunfante. A igreja estava sufocada pela tirania do império,
mas eis que o Cristo ressurreto surge para mostrar que ele, a Rocha dos
Séculos, tem a vitória em suas mãos e todos aqueles que são dele são mais do
que vencedores, enquanto que, certamente os inimigos da cruz receberão sua
recompensa, à parte de Deus.
II. DESENVOLVIMENTO
I.
O CRISTO ENCARNADO
"Por isso, quando Cristo veio ao
mundo, disse: "Sacrifício e oferta não quiseste, mas um corpo me
preparaste; de holocaustos e ofertas pelo pecado não te agradaste". Então
eu disse: Aqui estou, no livro está escrito a meu respeito; vim para fazer a
tua vontade, ó Deus. (Hb 10.5-7). A fé na Encarnação verdadeira do Filho de
Deus é o sinal distintivo da fé cristã: "Nisto reconheceis o Espírito de
Deus. Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio na carne é de Deus"
(1Jo 4.2). Esta é a alegre convicção da Igreja desde o seu começo, quando canta
"o grande mistério da piedade": "Ele foi manifestado na carne"
(1 Tm 3.16). Esta alma humana que o Filho de Deus assumiu é dotada de um
verdadeiro conhecimento humano. Enquanto tal, este não podia ser em si
ilimitado: exercia-se nas condições históricas de sua existência no espaço e no
tempo. Por isso O Filho de Deus, ao tornar-se homem, pôde aceitar "crescer
em sabedoria, em estatura e em graça" (Lc 2.52) e também informar-se sobre
aquilo que na condição humana se deve aprender de maneira experimental. Isto
correspondia à realidade de seu rebaixamento voluntário na "condição de
servo". As primeiras heresias, mais do que a divindade de Cristo, negaram
sua humanidade verdadeira (docetismo gnóstico). Desde os tempos apostólicos a
fé cristã insistiu na verdadeira Encarnação do Filho de Deus, "que veio na
carne". Mas desde o século III a Igreja teve de afirmar, contra Paulo de
Samósata, bispo de Antioquia entre 260 e 268, em um concílio reunido em
Antioquia, que Jesus Cristo é Filho de Deus por natureza e não por adoção. O
Concílio de Nicéia, em 325, confessou em seu Credo que o Filho de Deus é
"gerado, não criado, consubstancial (homousios) ao Pai" e condenou,
que afirmava que "o Filho de Deus veio do nada" e que ele seria
"de uma substância diferente da do Pai.
1.
A encarnação. A
encarnação foi o ato pelo qual a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade foi
concebida, virginalmente, no ventre de Maria (Is 7.14; Lc 1.27). Neste ato
sobrenatural, Cristo, o Filho de Deus, fêz-se homem tomando para si um
verdadeiro corpo e uma alma racional sendo concebido pelo poder do Espírito
Santo no ventre da Virgem Maria, da sua substância e nascido dela, mas sem
pecado. (Jo 1.14; Mt 26.38; Lc 1.31, 35-42; Hb 4.15, e 7.26). Segundo a questão
38 do Catecismo Maior de Westminster, era necessário que o Mediador fosse Deus
para poder sustentar a natureza humana e guardá-la de cair debaixo da ira
infinita de Deus e do poder da morte; para dar valor e eficácia aos seus
sofrimentos, obediência e intercessão; e para satisfazer a justiça de Deus,
conseguir o seu favor, adquirir um povo peculiar, dar a este povo o seu Espírito,
vencer todos os seus inimigos e conduzi-lo à salvação eterna (At 2.24; Rm 1.4;
At 20.28; Hb 7.25; Rm 3.24-26; Ef 1.6; Tt 2.14; Jo 15.26; Lc 1.69, 71, 74; Hb
5.9).
2.
O objetivo da encarnação.
A redenção do pecador exigia que
houvesse um Redentor com ambas as naturezas, a divina e a humana: Essa foi uma
exigência decidida no conselho Trinitário acerca do pacto da redenção. O
Redentor tinha de ser DEUS para ter o poder de redimir e tinha de ser homem
para poder sofrer no lugar daqueles que haveria de redimir. Assim sendo,
linguisticamente, como uma palavra é a expressão de uma ação, ou de um
pensamento, o Verbo é a expressão de DEUS, é DEUS tornando expresso em palavras
e atitudes. O Verbo passou a possuir alguma coisa que não lhe pertencia antes
da encarnação: carne, isto é, as propriedades da natureza humana. A Confissão
de Fé de Westminster, elaborada no século 17 afirma o seguinte: "O Filho
de DEUS, a Segunda Pessoa da trindade, sendo verdadeiro e eterno DEUS, da mesma
substância do Pai e igual a ele, quando chegou o cumprimento do tempo, tomou
sobre Si à natureza humana com todas as suas propriedades essenciais, com suas
enfermidades e debilidades, contudo sem pecado, sendo concebido pelo poder do
ESPÍRTO SANTO no ventre da virgem Maria e da substância dela. As duas
naturezas, inteiras perfeitas e distintas - a divina e a humana - foram
inseparavelmente unidas em uma só pessoa, sem conversão, composição ou
confusão; essa Pessoa é verdadeiramente DEUS e verdadeiramente homem, porém, um
só CRISTO, o único mediador entre DEUS e os homens".
SINOPSE
DO TÓPICO (I)
O Cristo Encarnado, fazendo-se
filho do homem, manifestou plenamente o amor de Deus ao mundo.
II.
O CRISTO HUMILHADO E FERIDO DE DEUS
O estado da humilhação de Cristo foi
aquela baixa condição, na qual, por amor de nós, despindo-se da sua glória, Ele
tomou a forma de servo em sua concepção e nascimento, em sua vida, em sua morte
e depois até à sua ressurreição (Fp 2.6-8; 2Co 8.9). Cristo humilhou-se na sua
concepção e nascimento, em ser, desde toda a eternidade o Filho de Deus no seio
do Pai, quem aprouve, no cumprimento do tempo, tornar-se Filho do homem,
nascendo de uma mulher de humilde posição com diversas circunstâncias de
humilhação fora do comum (1Jo 1.14, 18; Lc 2.7). Cristo humilhou-se na sua
vida, sujeitando-se à lei, a qual perfeitamente cumpriu, e lutando com as
indignidades do mundo, as tentações de Satanás e as enfermidades da carne, quer
comuns à natureza do homem, quer as procedentes dessa baixa condição (Gl 4.4; Mt
5.17; Is 53.2-3; Hb 12.2-3; Mt 4.1; Hb 2.17-18). Cristo humilhou-se na sua
morte porque, tendo sido traído por Judas, abandonado pelos seus discípulos,
escarnecido e rejeitado pelo mundo, condenado por Pilatos e atormentado pelos
seus perseguidores, tendo também lutado com os terrores da morte e os poderes
das trevas, tendo sentido e suportado o peso da ira de Deus, Ele deu a sua vida
como oferta pelo pecado, sofrendo a penosa, vergonhosa e maldita morte da cruz
(Mt 27.4, e 26.56; Is 53.3; Mt 27.26; Lc 22.44; Mt 27.46; Is 53.10; Mt 20.28;
Fp 2.8; Gl 3.13). A humilhação de Cristo depois da sua morte consistiu em ser
ele sepultado, em continuar no estado dos mortos e sob o poder da morte até ao
terceiro dia; o que, aliás, tem sido exprimido nestas palavras: Ele desceu ao
inferno (Hades) (1Co 15.3-4; Mt 12.40).
SINOPSE
DO TÓPICO (II)
O Cristo humilhado e ferido de
Deus, não foi compreendido pelos judeus e nem pelos gentios. Todavia, ambos, ao
receberem Jesus, pela fé, passaram a entender perfeitamente a morte e a
ressurreição do Senhor.
III.
O CRISTO GLORIFICADO
O estado de exaltação de Cristo
compreende a sua ressurreição, ascensão, o estar sentado à destra do Pai, e a
sua segunda vinda para julgar o mundo (1Co 15.4; Lc 24.51; Ef 4.10, e 1.20).
1.
Ressurreição. Cristo foi exaltado na sua
ressurreição em não ter visto a corrupção na morte (pela qual não era possível
que Ele fosse retido), e o mesmo corpo em que sofrera, com as suas propriedades
essenciais (sem a mortalidade e outras enfermidades comuns a esta vida), tendo
realmente unido à sua alma, ressurgiu dentre os mortos ao terceiro dia, pelo
seu próprio poder, e por essa ressurreição declarou-se Filho de Deus, haver
satisfeito a justiça divina, ter vencido a morte e aquele que tinha o poder sobre
ela, e ser o Senhor dos vivos e dos mortos. Tudo isto fez Ele na sua capacidade
representativa, como Cabeça da sua Igreja, para a justificação e vivificação
dela na graça, apoio contra os inimigos, e para lhe assegurar sua ressurreição
dos mortos no último dia (At 2.24; Sl 16.10; Lc 24.39; Rm 6.9; Ap 1.18; Jo
2.19, e 10.18; Rm 1.4 e 8.33-34; Hb 2.14; Rm 14.9; 1Co 15.21-22; Ef 1.22-23; Rm
4.25; Ef 2.5-6; 1Co 15.20, 25-25; 1Ts 4.14).
2. Ascensão aos céus. Cristo foi exaltado na sua ascensão em ter, depois da
sua ressurreição, aparecido muitas vezes aos seus apóstolos e conversado com
eles, falando-lhes das coisas pertencentes ao seu reino, impondo-lhes. o dever
de pregarem o Evangelho a todos os povos, e em subir aos mais altos céus, no
fim de quarenta dias, levando a nossa natureza e, como nosso Cabeça triunfante
sobre os inimigos, para ali, à destra de Deus, receber dons para os homens,
elevar os nossos afetos e aparelhar-nos um lugar onde Ele está e estará até à
sua segunda vinda no fim do mundo (At 1.2-3; Mt 28.19; Hb 6.20; Ef 4.8, 10; At
1.9; Sl 68.18; Cl 3.1, 2; Jo 14.2-3; At 3.21).
3.
A segunda vinda. Cristo
é exaltado em sentar-se à destra de Deus, em ser Ele, como Deus-homem, elevado
ao mais alto favor de Deus o Pai, tendo toda a plenitude de gozo, glória e
poder sobre todas as coisas no céu e na terra; em reunir e defender a sua
Igreja e subjugar os seus inimigos; em fornecer aos seus ministros e ao seu
povo dons e graças e em fazer intercessão por eles (Fp 2.9; At 2.28; Jo 17.5;
Ef 1.22; Mt 28.18; Ef 4.11-12; Rm 8.34).
SINOPSE
DO TÓPICO (III)
O Cristo Glorificado pode ser
visto pelas Escrituras nos seguintes eventos: ressurreição, ascensão aos céus,
segunda vinda e triunfo sobre as forças do mal.
III. CONCLUSÃO
João vivenciou juntamente com os
destinatários de sua carta, a aflição de ser perseguido por causa da fé que
tinham em comum, e resistiram com uma paciência incomum diante do sofrimento
injusto. No exílio, João recebe a maravilhosa visão do "Cristo triunfante",
e pode ter um vislumbre da misericórdia, do amor e da graça de DEUS. O apóstolo
que no evangelho escreveu sobre o Verbo encarnado, tem agora a exata visão do
Verbo glorificado. Não é somente necessário ao crente crer que Jesus Cristo é o
Filho de Deus, mas também convém crer na Sua Encarnação. Pudemos hoje entender,
que a Igreja denomina Encarnação o fato de o Filho de Deus ter assumido uma
natureza humana para realizar nela a nossa salvação. Por Encarnação entendemos
o fato de Deus fazer-se homem, sem deixar de ser Deus. Deus fez o que para
nossa mente parece impossível: unir a sua natureza divina a uma natureza
humana, a um corpo e alma como os nossos. Hoje Cristo está entronizado no céu
como Rei, sentado à mão direita de Deus. Elevado à presença de Deus, Ele
completou sua jornada e deu o passo final para sua exaltação na glória. O
Cristo, nascido de mulher, que vivia uma vida humana e morreu na cruz, agora
está sentado à mão direita de Deus. Nesse momento, Jesus cumpre seu ofício real
na ascensão. Como Rei, Ele derramará o Espírito Santo prometido e no fim
voltará outra vez” (ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (Eds.). Comentário Bíblico
Pentecostal do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2003, pp.627,28).
Fonte: Francisco de
Assis Barbosa, auxilioaomestre@bol.com.br
NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de
2012, Jovens e Adultos, As Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem final de
Cristo à Igreja; Comentarista: Claudionor de Andrade; CPAD;
OBRAS CONSULTADAS:
-. Bíblia de Estudo Plenitude,
Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Pentecostal, 1995
por Life Publishers, Deerfield, Flórida-EUA;
-. Bíblia de Estudo Genebra, São
Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. HORTON, S. M. Apocalipse: As
coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001.
-. LAWSON, S. J. As Sete Igrejas do
Apocalipse: O Alerta Final de Cristo para seu povo. 5.ed., RJ: CPAD;
-. ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R.
(Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD,
2003;
-. BLOMBERG, C. L. Questões Cruciais
do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2010.
Os textos das referências bíblicas
foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/, na versão Almeida
Corrigida e Revisada Fiel, salvo indicação específica.
quarta-feira, 28 de março de 2012
1º Lição de 1 de Abril de 2012
Apocalipse, a revelação de Jesus
Cristo
TEXTO
ÁUREO
“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta
profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está
próximo” (Ap 1.3).
VERDADE
PRÁTICA
O crente que lê e
estuda o Apocalipse não se espanta com o programa de Deus para estes últimos
dias.
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE
Apocalipse 1.1-8.
OBJETIVOS
· Definir o Apocalipse
como revelação divina;
· Conhecer as questões
de autoria, data e local do livro; e
· Saber que a leitura
do Apocalipse é edificante.
Palavra
Chave
Revelação: Ato ou efeito de revelar um segredo.
Revelação - latim revelatio, -onis;
s. f.: 1. Ato ou efeito de revelar ou de
revelar-se. 2. Coisa que é revelada. 3. Denúncia
necessária. 4. Base de todas as religiões
monoteístas. 5. Religião revelada. 6. [Figurado]
Inspiração; conhecimento súbito. 7. [Fotografia] Ação de revelar uma
película sensível, um negativo ou uma cópia
fotográfica. 8. [Fotografia] Negativo ou cópia fotográfica
revelada. http://www.priberam.pt/dlpo/Default.aspx)
I.
Introdução
Iniciamos o segundo trimestre de
2012, desta feita, estudando com o pastor Claudionor de Andrade, que, além
de ser ministro do evangelho, é conferencista, autor de várias obras editadas
pela CPAD e Gerente de Publicações da Editora, um livro singular no Novo
Testamento. Rejeitado por muitos, dado seu grau de dificuldade, Apocalipse é um
dos livros mais belos e fascinantes da Bíblia. O título descreve o conteúdo e o
objetivo do texto escrito por João; seu termo grego é apakalypsis,
em português, revelação, que na língua de Camões encerra o sentido de
“descobrir, tirar a cortina de”. O livro é uma descoberta ou exposição de uma
realidade que não tinha sido percebida anteriormente veio da parte de Deus
através de Jesus Cristo, cuja posição e obra passada, presente e futura são o
conteúdo da revelação, que é comunicada a João através de um anjo (Ap 22.16). O
Espírito Santo com certeza objetivou, com esse livro, mostrar aos servos fiéis,
o que deve acontecer entre a primeira e a segunda vinda de Cristo. Temos a
satisfação de, após um primeiro trimestre aprendendo a depender unicamente do
Senhor, estudarmos agora as coisas que brevemente hão de acontecer; o tema
proposto é: “As Sete Cartas do Apocalipse, veremos que o Livro Profético
mostra-nos o Jesus triunfante, exaltado e poderoso e desvenda os mais profundos
segredos dos fatos que “foram”, “são” e “acontecerão” nos últimos dias (Ap
1.19).
I. O LIVRO DO APOCALIPSE
1. Apocalipse, o único livro profético do NT. Embora haja profecias em quase
todos os livros do Novo Testamento, somente o Apocalipse pode ser considerado
um documento rigorosamente profético. Aliás, até o seu título é profético. Em
grego, Apocalipse denota a remoção do véu da ignorância e da escuridão pela
transmissão da luz e do conhecimento (Lc 2.32). Apocalipse faz parte do que é
conhecido como “literatura apocalíptica”; assim como porções de Ezequiel,
Daniel e Zacarias contêm visões com muitos elementos simbólicos. O Livro do
Apocalipse retrata todo o processo de consumação redentora da humanidade
através de figuras de linguagens e simbolismos dramáticos. Seu estilo literário
é a apocalíptica judaica. A expressão literatura apocalíptica, no
entanto, desagrada a alguns estudiosos por causa de sua ambiguidade. A própria
expressão está baseada na palavra grega que significa ‘revelação’ (apokalypsis).
Umapokalypse é uma revelação recebida através de uma visão, de um
sonho, de uma viagem celestial ou (em alguns casos) de um mensageiro angelical.
Acompanhando esse conceito, o livro de Apocalipse é um apokalypse,
isto é, contém uma série de visões (Ap 9.17; 13.1; 21.2; 22.8), uma viagem
celestial (4.1) e um mensageiro angelical (1.12ss; 10.1,8,9; 17.3,7,15;
22.8,16). Contém, também, uma escatologia apocalíptica, como aparece em uma
série de outras passagens bíblicas (por exemplo: Is 24-27; 55-66; Ez 37-48; Dn
7-12; Jl [1 - 3]; Zc 14; Mt 24; Mc 13), mas o termo é demasiadamente
controvertido e complicado para que possa ser definido através de uma ou duas frases.
2. Um livro de advertências e consolações. O Apocalipse pronuncia não só
juízo sobre os incrédulos, mas também bênçãos sobre os crentes. Espera-se que
obedeçam as palavras desta profecia, e como o tempo está próximo, o chamamento
à obediência se torna urgente, não fazendo referência a um período histórico
específico (1.3). Aliás, o fato de ser ordenado aos crentes guardar os
mandamentos do livro de Apocalipse, indica tratar-se de um livro prático, com
ensinos morais, e não apenas de caráter profético.
SINOPSE DO TÓPICO (I)
O Apocalipse é o único livro profético do Novo Testamento. Ele serve
tanto de advertência como de consolação à Igreja de Cristo.
II. AUTORIA, DATA E LOCAL
1. Autoria. O autor
se refere a si mesmo por quatro vezes como João (Ap 1.1, 4, 9; 22.8). João,
filho de Zebedeu, era tão bem conhecido por seus leitores e sua autoridade
espiritual era tão amplamente reconhecida que ele não precisou estabelecer suas
credenciais. A antiga tradição eclesiástica, já no século II d.C., com Justino
Mártir, Irineu e outros, atribuem unanimemente este livro ao apóstolo João, o
mesmo autor do quarto evangelho e três das sete epístolas universais. No
entanto, no século III, Dionísio, bispo de Alexandria, comparando o estilo e os
temas de Apocalipse com o evangelho de João, concluiu que os dois devem ter
tido autores diferentes. As evidências históricas e internas do livro apontam
João como o seu autor.
2. Data. O
Apocalipse foi escrito durante uma época de dura perseguição, provavelmente
perto do final do reino do imperador romano Nero (54-68 d.C.) ou durante o
reinado de Domiciano (81-96 d.C.). A maioria dos estudiosos acreditam que a
data mais correta seria em torno de 95 d.C. A Bíblia de Estudo Pentecostal
apresenta no texto introdutório a Apocalipse, que “Irineu verifica que
Policarpo (Irineu conheceu a Policarpo, e este conheceu o apóstolo João)
referiu-se a João, escrevendo o Apocalipse perto do fim do reinado do cruel e
desapiedado Domiciano”, que em nada diferia de Nero e de Calígula, os dois mais
odiados, perversos e sanguinários governantes de Roma.
3. Lugar. João
escreveu o Apocalipse em Patmos (Ap 1.9). Trata-se de uma pequena ilha da
Grécia, de dimensões de 16 por 10 Km. Localizada a cerca de 80 quilômetros a
sudoeste de Éfeso, no mar Egeu. Vulcânica e sem árvores, era utilizada pelo
império como colônia penal destinada a pessoas consideradas perigosas à boa
ordem, onde os prisioneiros eram submetidos a trabalhos nas pedreiras de
granito.
SINOPSE DO TÓPICO (II)
João, filho de Zebedeu, apóstolo do Senhor, é o autor do Livro de
Apocalipse. Este foi escrito entre os anos 90 e 96 d.C, na Ilha de Patmos.
III. APOCALIPSE, O LIVRO PROFÉTICO DO NT
1. Tema do Apocalipse. “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu
para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer” (Ap
1.1). Este livro trata das coisas que em breve devem acontecer, porque o tempo
está próximo (22.7, 10, 12, 20). Breve aqui não é imediatamente, mas pronto.
Deus não mede o tempo como nós (2Pe 3.10). Ninguém sabe o tempo da volta de
Cristo, por isso, precisamos estar preparados. O tema do livro de Apocalipse é
a vitória de Cristo e de sua igreja sobre Satanás e seus seguidores (17.14). A
intenção do livro é mostrar que as coisas não são como parecem ser. O diabo, o
mundo, o anticristo, o falso profeta e todos os ímpios perecerão, mas a igreja,
a noiva do Cordeiro, triunfará. Cristo é apresentado como vencedor e conquistador
(1.18; 5.9-14; 6.2; 11.15; 19.9-11; 14.1, 14; 15.2-4; 19.16; 20.4; 22.3). Jesus
triunfa sobre a morte, o inferno, o dragão, a besta, o falso profeta, a
Babilônia e os ímpios. A igreja perseguida ao longo dos séculos, mesmo
suportando martírio, é vencedora (7.14; 22.14; 15.2). Os juízos de Deus
mandados para a terra são uma resposta dele às orações dos santos (8.3-5).
2. Divisões do Apocalipse. Assim podemos distribuir o conteúdo do livro: 1)
“As coisas que tens visto”: a visão do Cristo glorificado no meio dos sete
candelabros (cap. 1); 2) “as que são”: as cartas enviadas por Jesus, por
intermédio de João, às sete igrejas da Ásia Menor (caps. 2 e 3); 3) e as coisas
“que depois destas hão de suceder”: a ascensão do Anticristo, a Grande
Tribulação, o Milênio, o Julgamento Final e a inauguração da Jerusalém Eterna e
Celeste (caps. 4-21). No Dicionário de Profecia Bíblica (CPAD),
encontramos outras informações acerca da estrutura do Apocalipse: “O conteúdo
do livro pode ser dividido em oito partes: 1) As sete cartas às igrejas da Ásia
Menor (1-3); 2) Os sete selos (4.1 a 8.1); 3) As sete trombetas (8.2 a 11); 4)
As sete figuras simbólicas - a mulher vestida de sol, o dragão, o menino, a
besta que saiu do mar, a besta que se levantou da terra, o Cordeiro no monte
Sião e o Filho do Homem sobre a nuvem; 5) O derramamento das sete taças (15,
16); 6) A condenação eterna dos ímpios (17-20); 7) As glórias da Nova Jerusalém
(21-22.5); 8) Epílogo (22.6-21)”.
3. Objetivos do Apocalipse. O objetivo do livro de Apocalipse é tirar o
véu de Jesus Cristo a todos, ou seja, este livro é a plena revelação
de Jesus Cristo em sua glória e poder. "... que Deus lhe deu
para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem
acontecer..." O livro de Apocalipse não somente revela a Jesus
Cristo, mas também enfatiza os acontecimentos que estão ainda por vir. “... e que ele, enviando por intermédio de seu anjo,
notificou..."Jesus envia a revelação a João através de seu anjo.
Este texto deixa claro o desejo de Jesus em revelar o futuro da humanidade.
Este texto também é a prova de que o livro de Apocalipse deve ser
interpretado literalmente, ao contrário do que dizem os eruditos.
SINOPSE DO TÓPICO (III)
O tema do Apocalipse é: “Revelação de Jesus Cristo das coisas que
brevemente acontecerão”.
IV. A LEITURA DO APOCALIPSE
1. A produção de livros no período do Novo Testamento. O livro, na época de João, era um
produto dispendioso e caro. Trabalhando cada obra artesanalmente, os escribas,
sempre ciosos de sua profissão, cobravam pelo serviço um preço nada módico.
Somente os ricos podiam sonhar com um livro à cabeceira. Os manuscritos do Novo
Testamento foram produzidos em papiros ou pergaminhos. O papiro era produzido
com uma espécie de caniço com caule triangular, da família das ciperáceas, da
grossura de mais ou menos um braço e de 2,5 m a 5 m de altura, cortadas em
finas talas e colocadas em camadas cruzadas formando uma trama, esta trama
formavam as folhas que, fixadas umas após outras e enroladas em torno de uma
vara formando um rolo, em grego, biblos (de onde temos o termo Bíblia).
Os papiros do Novo Testamento são os mais antigos documentos de base que
possuímos e em sua maioria datam do século III d.C. Já o pergaminho era
produzido com peles de animais, tratada e cortada em folhetos (o termo tem sua
origem em Pérgamo). Sua arrumação formava um volume (gr teuchos) de
onde temos o termo Pentateuco – o grupo dos cinco primeiros livros da Bíblia
atribuídos a Moisés. Pergaminhos do Novo Testamento datam somente do século IV
no máximo, mas apresentam-nos, geralmente, textos completos do Novo Testamento.
2. A leitura das Escrituras Sagradas. Na liturgia judaica das sinagogas, que tiveram
origem no exílio da Babilônia, no século VI a.C. e substituiu aos poucos o
culto do Templo, a leitura em voz alta era o clímax do culto, e muito concorreu
para que o texto bíblico se tornasse familiar aos judeus. A fé protestante não
admite nada além da Bíblia que possa servir como texto de culto. A Bíblia é
fonte única de fé e base para a elaboração doutrinária. O famoso lema “Sola
Scriptura” (Somente as Escrituras), denota a supremacia bíblica sobre
outros elementos importantes da vivência cristã no mundo evangélico. Assim,
para o protestante, a Bíblia é a máxima autoridade religiosa. Todo o resto se
encontra subordinado a ela. Por esta razão, Lutero, Calvino, Bucer, Zuínglio e
todos os demais reformadores desenvolveram uma sólida teologia bíblica.
3. A liturgia da Palavra. A parte principal da liturgia da palavra é
constituída pelas leituras Bíblicas e pelo sermão, onde entendemos que Deus
fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece
alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no
meio dos fiéis. Pelo ouvir, o crente se apropria dessa palavra de Deus e a ela
adere pela profissão de fé. A fé vem pelo ouvir. O Espírito Santo age convencendo
o não salvo do pecado da justiça e do juízo, e este acolhe o evangelho e sofre
as transformações. No salvo a Palavra de Deus produz santificação (1Ts 5.23) e
a purificação permanente (1Pe 1.23). Devemos entender que orientar-se pela
Palavra de Deus é orientar-se pelo que há de mais seguro no universo. Ouvir,
ler e meditar na Palavra de Deus é sustentar-se no eterno (Mt 24.35).
SINOPSE DO TÓPICO (IV)
A leitura do Apocalipse é uma bem-aventurança para aquele que lê e
guarda a sua mensagem.
III. Conclusão
Este
livro é claro para uns e misterioso para outros. Os seus símbolos são janelas
abertas para os salvos e fechadas para os ímpios. Ele é o clímax da Bíblia.
Tudo que começou em Gênesis irá se completar e se consumar em Apocalipse. Jesus
é o Alfa e Ômega; tudo o que ele inicia, ele conclui gloriosamente. Que ninguém
venha a menosprezar o Apocalipse, porque o povo de Deus necessita da mensagem
que ele contém. Ele deve ser lido nas igrejas em voz alta, em culto público
(1.3). É a Palavra de Deus que descobre o nosso homem interior, que é viva (Hb
4.12). Tomemos hoje o propósito de ouvi-la, de lê-la e de anunciá-la.
NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
TEXTOS
UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2012, Jovens e Adultos, As Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem final de Cristo à Igreja; Comentarista: Claudionor de Andrade; CPAD;
OBRAS CONSULTADAS:
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Pentecostal, 1995 por Life Publishers, Deerfield, Flórida-EUA;;
-. Bíblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. HORTON, S. M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001.
-. LAWSON, S. J. As Sete Igrejas do Apocalipse: O Alerta Final de Cristo para seu povo.5.ed., RJ: CPAD;
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2012, Jovens e Adultos, As Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem final de Cristo à Igreja; Comentarista: Claudionor de Andrade; CPAD;
OBRAS CONSULTADAS:
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Pentecostal, 1995 por Life Publishers, Deerfield, Flórida-EUA;;
-. Bíblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. HORTON, S. M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001.
-. LAWSON, S. J. As Sete Igrejas do Apocalipse: O Alerta Final de Cristo para seu povo.5.ed., RJ: CPAD;
-. ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal do
Novo Testamento. 1.ed.,
RJ: CPAD, 2003, pp.1824,25
Os textos
das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/, na versão
Assinar:
Postagens (Atom)