A Igreja que faz a diferença!
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
8ª lição de 19 de Fevereiro de 2.012
O PERIGO DE QUERER
BARGANHAR COM DEUS
TEXTO ÁUREO
“Que darei eu ao SENHOR por todos os benefícios que
me tem feito?” (Sl 116.12).
VERDADE PRÁTICA
Deus nos concede as suas bênçãos não porque
tenhamos algum poder de barganha, mas porque Ele nos ama e quer aprofundar o
seu relacionamento com cada um de seus filhos.
HINOS SUGERIDOS
151, 155, 178.
LEITURA BÍBLICA EM
CLASSE
Mateus 4.1-11.
OBJETIVOS
Conscientizar-se de que as Escrituras condenam a barganha.
Descrever alguns pressupostos da “Teologia da Barganha”.
Explicar qual é o perigo de se tentar barganhar com Deus.
PALAVRA CHAVE
Barganha: Tentar
negociar ou trocar algo com Deus a fim de obter algum benefício.
INTRODUÇÃO
Um dos mais sérios erros dos defensores da “teologia da prosperidade” é orientar seus seguidores a barganharem com Deus, como se uma oferta ou um dízimo fosse o suficiente para que Deus se tornasse nosso devedor. Muitos têm tratado estas e demais contribuições como “investimentos”, como um “toma-lá-dá-cá”, como se Deus se prendesse a gestos feitos pelos homens. Deus tem compromisso com a Sua Palavra, portanto nada disso é previsto nas Escrituras como um laço que obrigue Deus a enriquecer quem quer que seja. Na verdade, nossas contribuições financeiras (sejam elas ofertas ou dízimos) são um reconhecimento de que já fomos abençoados por Deus. Paulo deixa claro que Deus não deve nada a ninguém (cf Rm 11:34-36). A pergunta de Paulo continua válida em nossos dias: “quem deu primeiro a Ele para que depois possa ser retribuído?”. Nós contribuímos financeiramente porque recebemos do Senhor primeiro, e não o contrário. Precisamos entender que ninguém dá a Deus antes, para depois ser retribuído.
Muitos, por estarem interessados apenas em milagres, curas e prosperidade material, já não buscam a Deus pelo que Ele é. Na verdade, não querem conhecer a Deus, mas somente barganhar com o Senhor. São condenáveis os “sacrifícios”, os “carnês” e toda e qualquer espécie de contribuição financeira que é dada com o intuito de estabelecer uma barganha com Deus. Certamente, essas pessoas estão incorrendo num grande perigo: a perdição eterna. Deus nos concede suas bênçãos não porque tenhamos algum poder de barganha, mas porque Ele nos ama e quer aprofundar o seu relacionamento conosco.
I - CONCEITO DA
PALAVRA BARGANHA
Segundo o Aurélio, a palavra barganha, vem do latim “bargagnare” e
significa: trocar, negociar, vender com fraude. Ou seja, é a consagrada
expressão brasileira do “toma lá, dá cá”. No contexto religioso, barganhar é
usar a fé para obter vantagens pessoais.
II - O QUE
SIGNIFICA TEOLOGIA DA BARGANHA
Segundo os teólogos da prosperidade, os cristãos devem obedecer a Deus
para conquistar as bênçãos prometidas por Ele em Sua Palavra. Dizem que, se
obedecermos a Deus, jamais sofreremos privações. Esse ensinamento pode ser
denominado de Teologia da Barganha.
I - A BARGANHA NA BÍBLIA
1. No Antigo Testamento. Um exemplo clássico de barganha no Antigo Testamento é o caso de Jacó. Fazer um voto era um meio de barganha, de troca entre os homens e a divindade, um“toma-lá-dá-cá”. Esta era uma demonstração da cultura gentílica. E esta ideia de barganha entre o homem e a divindade está por trás do primeiro voto mencionado na Bíblia, que foi o voto de Jacó, feito quando de sua fuga para Harã: “E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer e vestes para vestir, e eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR será o meu Deus; e esta pedra, que tenho posto por coluna, será Casa de Deus; e, de tudo quanto me deres certamente te darei o dízimo”(Gn 28:20-22).
Vemos neste voto de Jacó a ideia de “barganha” com Deus, algo que jamais se aprovou nas Escrituras, mas que, infelizmente, está por detrás da grande e esmagadora maioria dos votos que se fazem hoje na Igreja.
Jacó agiu sob a influência cultural gentílica, não tinha ainda uma experiência com Deus e pensou que o Senhor pudesse ser “comprado” com um voto. Na verdade, Jacó barganhou por menos que o Senhor lhe havia prometido (cf Gn 28:14). Sua fé ainda não era forte o suficiente para levar Deus a sério, de modo que Jacó condicionou o pagamento do dízimo ao cumprimento das promessas do Senhor. Deus, efetivamente, abençoou a Jacó, mas não foi por causa do voto que Jacó lhe fez, e sim, por causa da fidelidade do Senhor às promessas que havia feito a Abraão e a Isaque, promessas que, aliás, haviam sido renovadas, no sonho, pelo próprio Deus a Jacó (Gn 28:13-15).
O voto, enquanto barganha, enquanto “troca de favores”, é, portanto, algo que se encontra totalmente fora de cogitação no relacionamento entre Deus e os homens, ante a constatação de que Deus é soberano e que ao homem cabe apenas submeter-se a este Deus Todo-Poderoso.
Mas, se o voto não é barganha, o que é então? O voto é manifestação voluntária, ou seja, a declaração de vontade de alguém que é dirigida a Deus, um Deus que fez o homem com o direito de fazer escolhas e de expressar livremente a sua vontade. Todavia, qualquer ideia de barganha é infrutífera.
Deus, que é único, que é soberano e a quem pertence toda a Terra e tudo que nela há (Sl 24:1;1Co 10:26), não é “comprável” com presentes. Aliás, abomina os que se deixam levar por presentes (2Cr 19:7; Is 45:13). Se Deus é soberano, se tem o controle de todas as coisas, por que haveria de se vender a um ser humano por causa de um “voto”, de uma “promessa”?
2. Em o Novo Testamento. Um exemplo clássico de barganha no Novo Testamento é o caso de Simão, o mago, que ofereceu dinheiro a Pedro e a João em troca da capacidade de se conceder o batismo com o Espírito Santo (At 8:18-21).
Simão, o mágico, ficou extremamente impressionado com o fato de o Espírito Santo ter sido concedido quando os apóstolos impuseram as mãos sobre os samaritanos. Desprovido de qualquer entendimento acerca das implicações espirituais desse acontecimento, Simão o considerou apenas uma demonstração de poder sobrenatural que lhe poderia ser útil em sua ocupação. Assim, ofereceu dinheiro aos apóstolos em troca desse poder. Esse ato insano de barganhar com Deus foram rispidamente repreendidos pelo apóstolo Pedro: “ O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus”. A resposta de Pedro indica que Simão não era um homem convertido:
a) O teu dinheiro seja contigo para perdição. Nenhum cristão verdadeiro será entregue à perdição (João 3:16).
b) Não tens parte nem sorte neste ministério. Em outras palavras, não fazia parte da comunhão dos santos.
c) O teu coração não é reto diante de Deus. Uma descrição apropriada para uma pessoa que não é salva e que quer barganhar com Deus.
d) Estás em fel de amargura e laço de iniquidade. Palavras como essas não poderiam ser usadas para uma pessoa regenerada.
O nome “Simão” deu origem à palavra moderna “simonia”, a tentativa de comercializar coisas sagradas. A “simonia” inclui a venda de todas as formas de comercio relacionadas a questões divinas. Hoje, é aplicada aos mercadores da fé, que oferecem as bênçãos divinas mediante o pagamento de certa quantia em dinheiro. O apóstolo Paulo via, com muita tristeza, o crescimento dessa tendência mercadológica; para combatê-la, usou uma palavra cujo sentido é “falsificar ou mercadejar a Palavra de Deus”. Isso envolve práticas de "simonia” e adulteração da Palavra de Deus; é transformar o cristianismo numa prática comercial, visando apenas interesses pessoais.
Atualmente, uma das práticas que caracterizam a “simonia” é a da falaciosa “restituição”. Esta prática ficou popularizada no cântico cujo refrão é “Restitui… eu quero de volta o que é meu”. Esta prática é, também, uma fonte de dinheiro para muitos inescrupulosos que, através de “campanhas de restituição”, têm levado multidões a “exigir de Deus o que foi tomado, o que é meu” e, além de lhes causar a abominação do Senhor, ainda por cima acabam tomando o que havia ficado, por meio de ofertas e “sacrifícios”, habilmente solicitados nestas mesmas campanhas. Irmão e amigos, nós não temos direito a nada! A própria expressão bíblica exarada em Romanos 3:23 já diz tudo: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”Rm 3:23). O salário do pecado é a morte (Rm 6:23). Somos salvos pela graça (Ef 2:8). Tudo que temos é por causa da graça de Deus. Exigir de Deus algo que não merecemos é um acinte ao nome preciso do Senhor.
Ainda há aqueles que, induzidos por certos pregadores (pregadores?), que desprezando a soberania divina, passam a determinar seus “direitos” e a decretar suas “posses” como se o Senhor lhes fosse um mero empregado. Isto é falta de reverencia e temor a Deus.
Portanto amados irmãos, não podemos compactuar com estas práticas de
“restituição” e de tudo o que envolva esta idéia, pois ela é pura e
simplesmente manifestação de rebelião contra Deus. Como sabemos, “… a
rebelião é como o pecado de feitiçaria... (1Sm 15:23). Que Deus nos
guarde, pois os feiticeiros e os idólatras ficarão do lado de fora da cidade
santa (cf.
Ap 21:8; 22:15).
Ao acharmos que algo é “nosso”, que deve ser devolvido, estamos afirmando uma ilusória independência do homem em relação a Deus, exatamente o que fez o primeiro casal pecar e perder a comunhão com o Senhor. Ao invés de “querer de volta o que é nosso”, devemos ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que foi expresso pelo apóstolo Paulo numa das suas frases lapidares: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2:20).
3. As Escrituras condenam a barganha. Por tudo que vimos nos dois itens anteriores, está claro que as Escrituras condenam a barganha com Deus. A verdadeira prosperidade do povo de Deus como é ensinada na Bíblia não é barganha com Deus, uma troca com Deus, eu dou 10 para receber 20, não. Infelizmente, muitos estão indo atrás de Jesus não porque queiram ter vida eterna, mas apenas para obter estas vantagens, que, a cada dia que passa, o sistema econômico lhes vai negando. Querem não servir a Jesus, mas, sim, se servir de Jesus e é precisamente esta a mensagem antropocêntrica da “teologia da prosperidade”. Estas pessoas, como diz o apóstolo Paulo, são as mais miseráveis criaturas humanas da face da Terra (1Co 15:19), porque, sabendo quem é Jesus e o que veio fazer neste mundo, querem apenas dEle se servir para terem bens e tesouros que nada lhes representará na eternidade. São pessoas que, infelizmente, não seguem a doutrina de Cristo que, tão explicitamente exposta no sermão do monte, nos manda ajuntar tesouros no céu e não na terra, pois onde estiver o nosso tesouro, ali estará o nosso coração (Mt 6:19-21).
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Tanto no Antigo quanto em o Novo
Testamento, a barganha é reprovada pelo Senhor.
II. PRESSUPOSTOS DA “TEOLOGIA DA BARGANHA”
1. A falsa doutrina do direito legal. A “teologia da barganha” tem como pressuposto a doutrina do “direito legal” do crente. Esta falsa doutrina tem como mentor Essek William Kenyon. Para ele, Deus ao instituir o homem como seu mordomo, deu “direitos legais” ao homem, que foram, com a queda, transferidos a Satanás que, “legalmente”, hoje domina a terra e a criação terrena. Para ser mais explícito, Kenyon quis dizer que a queda do homem foi um ato legal, isto é, Adão tinha o direito legal de transferir a autoridade e o domínio que Deus tinha posto em suas mãos para as mãos de um outro. Isto dá a Satanás o “direito legal” de ditar regras ao homem e à criação. Isto quer dizer que Satanás faz parte da redenção do ser humano (cic). A redenção seria uma fórmula pela qual Deus toma esses “direitos” de Satanás, livrando o homem do seu domínio. É esta a ideia-mestra de todas as “determinações”, “declarações” e “exigências” que caracterizam os “pregadores do positivismo”.
No entanto, tal pensamento não tem o menor respaldo bíblico. Deus nunca deixou de ser o Ser Soberano, o Ser Supremo. Quando a Bíblia nos diz que o homem foi constituído como ser que dominaria sobre as demais criaturas terrenas (cf. Gn 1:26-28), tal deve ser compreendido dentro do princípio de que o homem é “imagem e semelhança de Deus”, ou seja, de que jamais o homem teria “direitos legais” diante de Deus, mas o homem foi feito um “mordomo”, ou seja, um servo que era superior às demais criaturas divinas, mas que não deixava de ser servo, tanto que, ao conscientizar o homem de que ele era “livre”, Deus o fez por meio de uma ordem (cf. Gn 2:16,17), deixando bem claro quem era a autoridade, quem mandava e quem deveria obedecer.
2. A prática do determinismo. Esse é um dos pressupostos usuais da “teologia da barganha”. A falaciosa “doutrina do determinismo” insinua, dentre outras aberrações “teológicas”, que não é mais preciso orar, e sim apenas “determinar”.
Para os seguidores desta prática vergonhosa não se deve orar a Deus rogando a Ele que faça “segundo a sua vontade”, e sim impor a nossa vontade a Deus. Isso vai de encontro o que a Bíblia Sagrada nos ensina: “Esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, SEGUNDO A SUA VONTADE, ele nos ouve”(1João 5:14).
Hoje temos visto falsos mestres ensinando que a oração da fé precisa determinar
para Deus o que queremos. Este falso ensino proclama que oração é a vontade do
homem prevalecendo no céu em vez da vontade de Deus prevalecendo na terra.
Analise a estrutura da oração-modelo que o Senhor deixou – o “Pai Nosso”(Mt 6:9-13). Ela nos revela que não há lugar para o “EU” e nem para o determinismo arrogante. Senão vejamos: “Pai nosso, que estás no Céu” – nossa posição: filhos de Deus; “Santificado seja o teu nome” – nossa posição: adoradores; “Venha o teu Reino” - nossa posição: súditos; “Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no Céu” – nossa posição: servos; “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” – nossa posição: dependentes; “Perdoa-nos as nossas dívidas” – nossa posição: pecadores; “E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal” – nossa posição: fracos espiritualmente. Portanto, submissão à vontade de Deus, e não imposição da nossa vontade a Deus, é o alicerce da nossa confiança na oração. Aliás, devemos temer orar por qualquer coisa que não esteja de acordo com a vontade de Deus.
Devemos estar cientes que Deus é soberano sobre tudo e sobre todos: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos”(Is 55:8). "O Senhor estabeleceu o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo. Bendizei ao Senhor, vós anjos seus, poderosos em força, que cumpris as suas ordens, obedecendo à voz da sua palavra! Bendizei ao Senhor, vós todos os seus exércitos, vós ministros seus, que executais a sua vontade. Bendizei ao Senhor, vós todas as suas obras, em todos os lugares do seu domínio! Bendizei, ó minha alma ao Senhor!" (Salmo 103:19-22). "E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera no exército do céu e entre os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?" (Dn 4:35).
Em fim, prosperidade segundo a Bíblia não é determinismo, e sim benção de Deus. Porque sem a benção de Deus não há o que se falar em prosperidade. Sabe por quê? “Porque a benção do Senhor é que enriquece, e ele não acrescenta dores” (Pv 10:22). A prosperidade verdadeira consiste na bênção do Senhor. Quer sejamos pobres, ou ricos, a presença e a graça do Senhor são o nosso maior tesouro.
SINOPSE DO TÓPICO (II)
O crente não tem o direito de barganhar
com Deus como ensina erroneamente a “teologia da barganha”.
III. O PERIGO DE BARGANHAR COM DEUS
1. O perigo de se ter um Deus imanente, mas não transcendente. Deus é transcendente e imanente. Ou seja, a despeito de habitar nas alturas mais insondáveis, e apesar de infinito e imenso, não permanece alheio às suas criaturas. Assim, ao longo dos séculos, o Eterno vem se comunicando com o homem, direta ou indiretamente. Ele tem prazer de ser assim com o ser humano; é tanto que, após o pecado do homem, Ele proveu o Cordeiro imaculado, Jesus Cristo, para através de sua morte vicária resgatar o ser humano ao estado original da criação.
Embora Deus tenha o prazer de atender ao ser humano em suas necessidades, não podemos nos esquecer que Ele é soberano e está acima de toda criação. Deus é superior ao homem e, portanto, o homem não pode querer esquadrinhar os Seus pensamentos ou entender os Seus propósitos, a não ser pela própria revelação divina.
Conquanto a natureza possa nos fazer inferir que haja um Deus, não permite que nós, através dela ou da razão, possamos descobrir os mistérios e as profundidades do pensamento divino, pois Deus é Deus e nós, meros homens. Ou seja, Deus é transcendente - Ele é diferente e independente da sua criação (ver Ex 24:9-18; Is 6:1-3;40:12-26; 55:8,9). Seu Ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada (1Rs 8:27;At 17:24,25).
Atualmente, os teólogos adeptos da “teologia da barganha”, tentam, a bel prazer, priorizar a relação de Deus com a criação, ignorando propositalmente a soberania e a vontade de Deus. Ninguém deve, jamais, pensar que é merecedor de qualquer coisa que parta de Deus. Isso deve se aplicar a todos os aspectos da vida do cristão, desde o ar que respiramos, passando pela salvação provida na cruz, ou qualquer outro benefício que venhamos a receber dEle (Tg 4:13-15).
Quando vemos as promessas divinas, como ato soberano de Deus, temos motivos para nos humilhar perante Sua potente mão e reconhecermos que não passamos de homens e mulheres carentes de Sua graça. É uma pena que alguns cristãos não estejam se apercebendo disso, resultando em excessos na oração e nas pregações. De vez em quando, vemos e ouvimos pregadores que oram determinando bênçãos às vidas de seus expectadores. Alguns, mais ousados, querem pôr Deus no “canto da parede”, justificando, não poucas vezes, que Deus, ao prometer, não pode mais voltar atrás, tornando-se, assim, escravo de Sua palavra. Tal ensino é um acinte à soberania divina, uma verdadeira blasfêmia, que não ficará impune.
Deus não tem que dar satisfação a ninguém, a não ser a Ele mesmo. Ao
assumir um compromisso, como diz o a Bíblia em Isaías 55:10,11, assume um
compromisso com Ele mesmo. Deus é fiel, como dizem as Escrituras (1Co 1:9;
10:13; 2Co 1:18), ou seja, cumpre a sua Palavra, não porque o homem passe a Lhe
mandar, mas, sim, porque o caráter de Deus diz que Ele não muda (Ml 3:6), é a
verdade (Dt 32:4; Jr.10:10), é Justo (Ex 9:47; 2Cr 12:6; Sl 11:7) e que,
portanto, sua Palavra só pode ser “sim e amém” (2Co 1:20). Certo teólogo
afirmou que Deus “pode fazer tudo o que quer, mas não quer fazer tudo o que
pode”. Isto significa que o poder de Deus está sob o controle de sua sábia
vontade.
2. O perigo de se transformar o sujeito em objeto. Hoje estamos assistindo ao fenômeno do mercadejamento da fé. A falaciosa “teologia da barganha” tem, vergonhosamente, transformado a fé em um grande negócio rentável e cada vez mais crescente. Isso tem trazido prejuízos enormes para a Igreja do Senhor Jesus. Há pastores que transformam o púlpito em uma praça de negócios, e os crentes em consumidores. São obreiros fraudulentos, gananciosos, avarentos e enganadores. São amantes do dinheiro e estão embriagados pela sedução da riqueza. Há pastores que mudam a mensagem para auferir lucros. Pregam prosperidade e enganam o povo com mensagens tendenciosas para abastecer a si mesmos. A briga por espaços na mídia tem sido assaz notória, vendendo uma ilusão de que seus ministérios são aprovados por Deus, quando na verdade eles estão iludindo uma parcela dos que cristãos dizem ser, que não entendem que essa atitude mercantilista é reprovada por Deus. O Senhor em Sua Palavra, já nos primórdios da fé cristã, já advertia os crentes que muitos seriam feitos negócio com palavras fingidas de pessoas inescrupulosas (2Pe 2:3). Antes mesmo da formação da Igreja, o profeta Ezequiel já indicara a existência de pastores infiéis, que têm como objetivo tão somente explorar as ovelhas (Ez 34:4). Eles estão mais interessados no dinheiro das ovelhas do que na salvação delas. Eles negociam o ministério, mercadejam a Palavra e transformam a igreja em um negócio lucrativo.
Vergonhosamente, pastores e mais pastores estão se desvinculando da estrutura eclesiástica e rompendo com suas denominações para criar ministérios particulares, em que o líder se torna o dono da igreja. A igreja passa a ser uma propriedade particular do pastor. O ministério da igreja torna-se um governo dinástico, em que a esposa é ordenada, e os filhos são sucessores imediatos. Não duvidamos de que Deus chame alguns para o ministério específico em que toda a família esteja envolvida e engajada no projeto, mas a multiplicação indiscriminada desse modelo é deveras preocupante. O meu maior desejo é que esses pastores convertam-se dos seus maus caminhos, antes que seja tarde demais, antes que sua mente fique cauterizada e a apostasia não mais ofereça lugar à piedade e a honestidade (ler Pv 29:1).
3. O perigo da espiritualidade fundamentada em técnicas e não em relacionamentos. Os adeptos da “doutrina da barganha” têm transformado o relacionamento com Deus em algo meramente técnico e interesseiro. Segundo seus ensinamentos, para se obter o que se deseja de Deus é preciso fazer quatro coisas, as chamadas “regras da fé” ou “fórmulas da fé”, a saber:
a) confessar o que você quer.
b) crer que você tem aquilo que você quer.
c) receber o que você quer.
d) contar aos outros que você tem o que você quer.
De pronto, observamos que a soberania de Deus não é levada em consideração. Tudo gira em torno do que “você quer”, sem que se indague se o que se quer é o que Deus quer. Desprezam a realidade de que, apesar de sermos filhos de Deus, somos totalmente submissos à sua vontade e à sua soberania, como Jesus mesmo nos ensinou na oração-modelo – “o Pai nosso” – e na sua oração no jardim do Getsêmane (vide Lc 22:42); veja também 1João 5:14.
Temos, portanto, mais uma vez, evidenciado que a “doutrina da barganha” diviniza o homem, dá uma “roupagem evangélica” para o desejo pecaminoso de se ser independente de Deus. Que Deus nos guarde de agirmos assim, pecando contra a Sua soberania.
SINOPSE DO TÓPICO (III)
A barganha faz com que o relacionamento
com Deus se torne algo meramente mecânico e interesseiro.
CONCLUSÃO
A Bíblia não ensina a fazermos uma barganha com Deus, não somos ensinados a ter que dar tanto para receber tanto. Deus não se condiciona aos nossos caprichos. Quando nos abençoa é pela sua misericórdia e tudo que recebemos é por sua infinita graça. Aliás, os “teólogos da barganha” conhecem pouco acerca da doutrina da graça, uma doutrina tão defendida pelos reformadores. O Deus Todo-Poderoso, que conhece tudo e que faz infinitamente mais do que pedimos ou pensamos, está sendo trocado por, Aladim o gênio da lâmpada, que só é buscado quando precisam de algum favor. Um Deus que tem que cumprir com todos pedidos dos pregadores da Fé.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Apologético
“Artifícios dos triunfalistas”
Os triunfalistas dão,
aleatoriamente, nomes às suas campanhas dos feitos grandiosos registrados no
Antigo Testamento, prometendo solução imediata aos problemas financeiros e de
saúde. Para isso, inventam as campanhas do jejum de Gideão, do jejum de Calebe,
Campanha dos 318 pastores, etc. Inventaram o culto dos empresários e convidam
os endividados, falidos, às vezes, com famílias à beira da ruína.
A retórica baseada na
fisiologia é ‘dando que se recebe’ apresenta um Deus corretor de imóvel ou
negociante, visão distorcida que até mesmo McAliester criticou. A mensagem de
salvação é esquecida. O estilo estereotipado ‘meu amigo’, ‘minha amiga’,
identifica, facilmente, um desses grupos. Seus pastores são peritos em
arrecadar fundos nos cultos. Sua escola é mais para ensinar essas técnicas do
que mesmo teologia.
[...] É lastimável usar
essas passagens bíblicas [as de, por exemplo, Gideão, Baraque, Sansão, Davi,
Samuel, entre outros] [fora de contexto] para prometer ao povo carros
importados, mansões e outras prosperidades materiais. “É assassinar a exegese
bíblica, no entanto, há os que já estabeleceram essa prática como doutrina”
(SOARES, E. Heresias e Modismos: Uma análise crítica das sutileza de Satanás.
1.ed., RJ: CPAD, 2006, pp.327-28).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Teológico
“Uma Teologia de Supermercado”
Desde o primeiro capítulo
deste livro, venho mostrando que a prosperidade bíblica se alicerça
fundamentalmente em um correto relacionamento com o Senhor. Quando fórmulas,
técnicas ou quaisquer outros meios substituem a comunhão do crente com o seu
Deus, então o caminho para uma fé deformada está aberto. Esse modelo teológico
que ignora a existência humana e não leva em conta a soberania de Deus sobre a
história tem produzido uma geração de crentes superficiais. E o que é pior -
tem se tornado quase que exclusivamente o único tipo de fé conhecida. O
cristianismo ortodoxo tem sido empurrado para a periferia da fé. A química
resultante da mistura desse modelo teológico com o princípio bíblico da
retribuição tem originado uma excrescência dentro do protestantismo evangélico
- a Teologia da Barganha.
Os pressupostos da Teologia
da Barganha já são perceptíveis no Antigo Testamento, nos argumentos defendidos
pelos amigos de Jó: Elifaz, Bildade, Zofar e Eliú. É possível vermos na
teologia desses homens uma relação distorcida entre pecado e punição. Em
palavras mais simples, eles defendiam a tese de que por trás do sofrimento de
Jó estava algum tipo de pecado cometido, porém, ainda não conhecido. Algo
semelhante àquilo que é pregado [por aí]. Luiz Alexandre Solano Rossi (2008,
p.75) comenta:
A teologia da retribuição
está assumindo a sua forma e assim permanecerá durante o desenrolar de todo o
livro de Jó. O homem pode, sim, ser conduzido a agir por interesse: se ele faz o
bem, recebe a felicidade; se pratica o mal, recebe a infelicidade. A vida de fé
está a um passo de se transformar em uma relação comercial. A fé pode estar
sendo vista a partir de uma prateleira de supermercado, ou seja, Deus se
apresentaria como um negociante. A consagrada expressão brasileira do ‘toma lá,
dá cá’ se encaixa perfeitamente nessa situação [...] Contra essa teologia da
retribuição ele (Jó) tem um único argumento: sua experiência pessoal e sua
observação da história, na qual a injustiça permanece impune. Sua observação e
intuição são corretas: existem somente homens situados no espaço e no tempo, no
sentido de que vivem em uma época precisa e em um contexto social, cultural e
econômico preciso [...]. Vejamos um resumo de seus discursos: a) Elifaz sugere
que Jó é um pecador; b) Baldad diz abertamente que seus filhos morreram por
seus pecados; c) Sofar assegura a Jó que seu sofrimento é menos do que ele
merecia; d) Eliú afirma que o sofrimento tem um caráter pedagógico. Eles
representam perfeitamente o modo mais comum de se mascarar a verdadeira fé
bíblica [...]” (GONÇALVES, J. A Prosperidade à Luz da Bíblia: A Vida Cristã
Abundante. RJ: CPAD, 2012).
Fonte: Luciano de Paula
Lourenço - http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
William
Macdonald – Comentário Bíblico popular (Antigo Testamento).
Bíblia
de Estudo Pentecostal.
Bíblia
de estudo – Aplicação Pessoal.
Revista
Ensinador Cristão – nº 49.
O
Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
Comentário
Bíblico Beacon – CPAD.
Comentário Bíblico NVI –
EDITORA VIDA.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
7ª Lição de 12 de Fevereiro de 2012
“Tudo posso Naquele que me fortalece”
TEXTO ÁUREO
“Posso todas as coisas naquele que me fortalece”
(Fp 4.13).
(O poder e a graça de Cristo permanecem no crente para capacitá-lo a
fazer tudo quanto Ele o mandou fazer.)
VERDADE PRÁTICA
A satisfação e a suficiência do crente vêm de
Cristo e independem da abundância ou da escassez de bens materiais.
LEITURA BÍBLICA EM
CLASSE
Filipenses 4.10-19.
OBJETIVOS
· Conscientizar-se de
que a prosperidade também ocorre na adversidade.
· Reconhecer que
a prosperidade fundamenta-se na dependência de Deus.
· Identificar a
unidade e a solidariedade como fundamentos necessários para a prosperidade.
Palavra Chave
Suficiência: Quantidade que basta para suprir todas as nossas necessidades.
I. Introdução
Tem sido muito comum para nós declararmos sonoramente as palavras de
Paulo: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp 4.13), e nem sequer
paramos para meditar no real significado dessas palavras e a grande lição
ensinada por Paulo. Somos constrangidos a entender que em Cristo podemos
alcançar grandes coisas, alçar voos mais altos. Hoje temos a oportunidade de
compreender que a ênfase não é tanto sobre a realização quanto na disposição de
permitir que o poder de Deus sustente a dificuldade e a escassez, e acentuar o
deleite da abundancia e da prosperidade. Tal fé demonstrada por Paulo é um
estimulante para crer em toda a suficiência de Cristo ao encarar todas as
circunstancias da vida.
II. Desenvolvimento
I.
PROSPERIDADE NA
ADVERSIDADE
1. Escassez e
abundância. Filipenses 4.13 tem sido entendido por muitos crentes como uma afirmação
geral de que realmente "tudo" esta ao alcance de nossas realizações
Nunca é demais ressaltar que um 'texto fora do contexto serve de pretexto para
heresias', é bom observarmos o contexto da passagem para compreender o que
realmente quer dizer. Mas o que Paulo intenta registrar com tais palavras? O
contexto imediato indica que o apóstolo esta tratando de necessidades pessoais,
o que fica claro quando ele utiliza palavras como "pobreza";
"fartura e fome"; "abundancia e escassez"; "dar e
receber", e "necessidades" (veja Fp 4.10-20). Todos estes termos
tratam de necessidades físicas e imediatas e sabemos quantas necessidades o
apóstolo dos gentios sofreu nestas áreas da vida e ele aproveita a oportunidade
para falar como sua fé em Cristo lhe fortaleceu para enfrentá-las: “Sei estar
abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas,
estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância
como a padecer necessidade” (Fp 4.12). A teologia de Paulo não ampara a tese
dos teólogos da Prosperidade, nem a vida do apostolo aponta para aquilo que os
tais defendem. Paulo não adquiriu grandes somas de dinheiro, não ficou rico no
seu exercício ministerial, apesar de ter fundado tantas igrejas; Não foi um
grande empresário do ramo da habitação quando fazendo tendas, iniciou seu
ministério (At 18.3). Pelo contrario, findou sua jornada numa prisão em Roma
(Fp 1.3; At 28.30). O que realmente ele quer dizer com as palavras de Fp 4.13 é
que, dentro das necessidades pessoais, com Cristo, ele terá tudo o que precisa
para lidar com elas. O contentamento do apóstolo não dependia da abundância ou
da escassez de bens materiais, mas da suficiência em Cristo.
2. Perseguição e rejeição. Paulo escreve da
prisão (1.12-30), embora o local dessa prisão seja uma questão ainda não
definida. Alguns estudiosos acreditam que ele escreveu esta carta de Éfeso,
ainda que At 19 não faça menção de nenhum aprisionamento durante o seu longo
ministério entre os efésios. O fato é que, mesmo encarcerado, impressiona-nos
ver-lhe a alegria e o regozijo (Fp 1.7,13,14). Qual é a origem então de tal
alegria? Certamente ele possuía o desejo e a certeza de que Deus o livraria da
prisão, mas não há como ter certeza disso (Fp 1.20-27; 2.24). A satisfação das
necessidades materiais de Paulo não era motivo nem a medida de sua alegria,
embora vivesse numa época em que prevalecia a tese filosófica de que uma pessoa
autossuficiente em todas as circunstâncias era descrita como uma pessoa
'contentada'. Apesar de utilizar um termo próprio da filosofia pagã, Paulo
repudia expressamente a mera autossuficiência (2Co 3.5; 9.9). O que prevalece,
no apóstolo, é o contentamento em todas as coisas (Fp 4.11,12). Sua suficiência
esta em Cristo, cuja paz e propósito ele desfruta apesar das circunstancias da
vida.
SINOPSE DO TÓPICO (I)
O contentamento do crente não depende da
abundância ou da escassez de bens materiais, mas da suficiência em Cristo.
II.
PROSPERIDADE NA
HUMILDADE
1. O exemplo de
Paulo. Devemos ver o exemplo de Paulo sob uma ótica de alguém que prevalece; no
apóstolo, é o contentamento em todas as coisas (Fp 4.11,12). Temos que, este
homem escolhido por Deus para essa grande obra, alcançou altos padrões de
espiritualidade ao ponto de afirmar convictamente: "Porque para mim o
viver e Cristo, e o morrer e ganho" (Fp 1.21). Não que ansiasse pela
morte, mas sim por uma presença mais próxima de Cristo que a morte trará.
Enquanto isso, o que prevalece, no apóstolo, é o contentamento em todas as
coisas (Fp 4.11,12). Que belo exemplo de renúncia, altruísmo, zelo missionário
e anseio por comunhão com o seu Salvador!
2. O exemplo de
Cristo. Paulo utiliza o exemplo de Cristo para impor um apelo ao amor altruísta
Assim como Cristo deixou voluntariamente de lado sua glória celeste para vir ao
mundo e morrer, o crente deve estar disposto a olhar além de seus próprios
interesses em prol do bem-estar dos outros. Maior exemplo de humildade, para o
apóstolo, não era ele, mas Cristo Jesus que, mesmo sendo Deus, fez-se homem,
assumindo a forma de servo (Fp 2.5-7). A realidade da encarnação de Cristo é
expressa através da sua completa renuncia quando se aniquilou a si mesmo. Ele
ocultou as manifestações de divindade e assumiu a verdadeira humanidade.
Saliento que Cristo ao 'esvaziar-se' não tirou de si mesmo sua identidade como
Deus. O sentido real da frase registrada em Fp 2.7 é que ele a si mesmo se
humilhou, deixando seu 'status' celestial, não o seu ser divino.
SINOPSE DO TÓPICO (II)
Ser próspero é permanecer humilde em
toda e qualquer situação.
III.
PROSPERIDADE NA
CARIDADE E NA UNIDADE
1. Amor e caridade. Vemos que Paulo
enfatiza como o Senhor Jesus deixou a sua glória e humilhou-se como um escravo,
sendo obediente até a morte para o beneficio dos outros, o crente deve exercer
amor altruísta e cuidado para com o próximo, sendo sincero e sem escândalo
diante de Deus e dos homens. Este é o alvo supremo do crente proposto por
Paulo! Somente com um amor abundante, derramado em nosso coração pelo Espirito
Santo e com fidelidade total à Palavra de Deus, é que seremos prósperos segundo
o modelo de prosperidade ensinado por Paulo, que alias, nada tem haver com o
adotado hoje.
2. Provisão e
gratidão. É interessante a tradução apresentada pela Bíblia NTLH, da SBB, quando
afirma: "Com a forca que Cristo me dá, posso enfrentar qualquer
situação" (Fp 4.13). Esta tradução é salutar, pois lança a suficiência em
Cristo e demonstra que o objetivo não é as conquistas do homem e sim sua
capacitação para, com Cristo, enfrentar situações adversas que possam surgir.
Paulo sabia que o Senhor amparava-o através dos crentes de Filipos. E nem por
isso ele se sentia menos próspero.
3. A comunhão e a
sã doutrina. A vida abundante está relacionada a um correto relacionamento com Deus,
que resulta em paz interior. Embora possamos ser agraciados com bens materiais,
nossa vida não deve ser direcionada por uma cultura de consumo que busca
desenfreadamente a realização do ego em detrimento dos valores espirituais. É o
que nos ensina o Novo Testamento. Na doutrina apostólica, os verdadeiros
valores são os eternos e não os temporais. Sim, as verdadeiras riquezas são as
espirituais e não as materiais. Os judeus do tempo de Jesus acreditavam que a posse
dos bens terrenos era sinal do favor divino. Logo, os ricos deveriam ser
tratados com especial deferência. Foi por isso que os discípulos estranharam
quando Jesus afirmou: “Quão dificilmente, entrarão no Reino de Deus os que têm
riquezas! Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que
entrar um rico no Reino de Deus” (Lc 18.24,25). Diante disso, indagaram: “Logo,
quem pode ser salvo?”. Acreditava-se que a riqueza era evidência de salvação!
Jesus prontamente corrigiu essa ideia (Lc 12.15). Paulo deixa bem claro que os
bens espirituais transcendem infinitamente os materiais (Ef 3.8; 1 Co 1.30,31).
Eis por que não se importou de perder tudo para ganhar o Filho de Deus (Fp
3.7,8). Não se esqueça, Cristo deve ser buscado e almejado, porque nEle estão
todos os verdadeiros tesouros e riquezas (Cl 2.3). Esse ensinamento
sobressai-se na Epístola aos Filipenses, para Paulo, a real felicidade
fundamenta-se tanto em nosso relacionamento com Deus quanto com o próximo (Fp
2.1-6; 4.2). Por outro lado, o apóstolo alerta-nos quanto aos maus obreiros (Fp
3.2). A Bíblia condena o “amor do dinheiro”, mas não a sua aquisição através do
trabalho honesto e responsável (1 Tm 6.10). Na História Sagrada, encontramos
várias pessoas ricas e, nem por isso, foram condenadas, pois tinham a Deus
sempre em primeiro plano (Mt 27.57; Lc 19.2). Mas, infelizmente, muitos
preferem as riquezas a manter uma profunda e doce comunhão com o Senhor (Lc
18.24).
SINOPSE DO TÓPICO (III)
O crente, seja ele financeiramente rico
ou pobre, deve sempre depender do Senhor, porque sem Ele nada podemos fazer.
Nossa suficiência vem do Pai Celeste.
III. Conclusão
“Posso todas as coisas naquele que me fortalece”. Com certeza este é
um dos textos mais conhecidos e citados das Escrituras Sagradas. Todavia, na
maioria das vezes é mencionado de forma equivocada, o “tudo posso” do apóstolo
Paulo revela nossa total e completa dependência de Deus. Padeceu muitas
necessidades. Ele experimentou a dor, o sofrimento e a escassez. Os sofrimentos
fortaleceram a sua fé e o seu caráter. Por isso, o Senhor não o livrou de tais
padecimentos, todavia, Ele o fortaleceu e o capacitou para enfrentar todos os
momentos difíceis com coragem. Ele não moldou a sua vida pelas circunstâncias.
Dessa forma, afirmemos com segurança e ousadia: “Com a forca que Cristo me dá,
posso enfrentar qualquer situação!”
Fonte: Francisco de Assis Barbosa - auxilioaomestre@bol.com.br
NOTAS
BIBLIOGRÁFICAS
TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2012, Jovens e Adultos, A
verdadeira prosperidade — A vida cristã abundante; Comentarista: José
Gonçalves; CPAD;
CITAÇÕES:
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001; Nota Textual de Ef
1.3; p. 1224;
-. Bíblia de Estudo Pentecostal, 1995 por Life Publishers, Deerfield,
Flórida-EUA; Nota Textual de Fp 4.13; p. 1829;
OBRAS CONSULTADAS:
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Pentecostal, 1995 por Life Publishers, Deerfield,
Flórida-EUA; Nota Textual de Fp 4.13; p. 1829;
-. Bíblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e
Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento.
1.ed., RJ: CPAD, 2007.
-. Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2.ed., RJ: CPAD,
2004, p.1313
Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site
http://www.bibliaonline.com.br/, na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel,
salvo indicação específica.
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